PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Diário | Entre a classe, como um filho pródigo


Tive hoje o grato prazer de me sentar numa sala para aulas a convite do Clube de Imprensa de Benguela, para o seminário dirigido a assessores de imprensa e profissionais de comunicação institucional. É a área que há três anos decidi seguir, se mestrado houvesse por cá. Para este seminário, cujo prelector é um perito que vem embaixada americana, Eduard Cue, o convite que recebi contou com o determinante contributo de Mbangula Katumwa.

Do ponto de vista anímico, o seminário tem um valor superior aos três curtos dias que vai durar. Como um filho pródigo, senti que a vida me estava a dar outra oportunidade de privar com a classe. E para que não fique a impressão de estar a forçar uma espécie de falsa qualidade, vale dizer que tenho sempre uma pequena dificuldade em responder quando se quer saber a minha profissão, pior ainda por minha própria culpa. Se profissão é ganha-pão, então trabalho no sector da aviação, concretamente no serviço de terra. Agora, se profissão envolve paixão, resiliência e aptidão/vocação mais experiência acumulada, então não tenho outra: jornalista!

Quando decidi trocar a oportunidade de fazer carreira no jornalismo, optando por outras formas de sobrevivência (2009), sabia que estava a abrir mão do que sempre quis... fazer comunicação. Foi uma decisão difícil, talvez a mais difícil de toda uma trajectória profissional. Nem sempre o assertivo responde aos desejos da alma, como foi o caso de virar as costas à oportunidade de, finalmente, sair do estatuto de freelance e pertencer a um projecto radiofónico naquela altura promissor, com toda a possibilidade de realização. Como se isso fosse pouco, o jornalismo (que para mim é uma forma de estar todos os dias, todo o dia) tem um imediato sentido de exclusão: só é jornalista quem está a exercer a profissão, no activo. E cá vamos, inconformados, produzindo de maneira freelance para jornais e blogs. Obviamente ansioso por mais uma aula. Sabe tão bem a "reintegração!"

PS: a foto documenta algum momento (2003-2010) que realizei e conduzi um programa de mesa-redonda/debate através da Rádio Morena, mais a edição de um boletim informativo pela AJS (Associação Juvenil para a Solidariedade), ONG angolana que co-fundei em 1999.

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