segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Nem tudo o que está bater é Top dos Mais Queridos

| artigo de opinião do jornalista e escritor José Luís Mendonça no Jornal de Angola de 08.10.2018 |

O 36º concurso Top dos Mais Queridos organizado pela Rádio Nacional (RNA) rendeu merecida homenagem à Kizomba e espelhou no palco a percepção que a juventude angolana tem do que é a Cultura angolana, pois que a música é a ponta do iceberg de qualquer cultura.
A juventude angolana, que mais vota, está social e culturalmente desorientada. Entramos numa era em que os jovens, salvo raras excepções, comem o que lhes impingem. Adoptam modismos sem reflectir. Tanto os que produzem as manifestações culturais, quanto aqueles que as consomem.  

O primeiro sintoma da estreiteza de bambu em que a nossa música está espetada é o facto de, neste Top dos Mais Queridos, não ter surgido nenhum concorrente do interior. No interior do país ninguém canta? Não se faz música? O que é que os ditos governadores andam a fazer que não promovem e divulgam a música regional?

Dentro desta estreiteza geográfica, confinada a nossa música aos autores de Luanda, o Top dos Mais Queridos perde em diversidade nacional. Há nele outro tipo de diversidade que, parecendo muito salutar para o nosso clã discográfico, representa masé um degrau da nossa submissão ao imperialismo musical anglo-saxónico e luso-brasileiro. 

Quanto aos prémios. No da Crítica, esperava ver Filho do Zua ser reconhecido. Filho do Zua emprestou ao palco do Top uma composição em estilo semba muito original, com a sua voz argêntea. Este prémio, que não espera pelos votos anónimos, pode ser, no futuro, mais isento e assertivo se o júri for constituído por jornalistas culturais dos principais órgãos da Comunicação Social. Ou então, agregar ao prémio da Crítica, uma nova modalidade, intitulada Prémio da Imprensa. Nesta modalidade avaliativa, poderia ser considerado o desempenho não só dos cantores, mas também o dos conjuntos musicais. Por exemplo, o grupo de músicos que fez o arranjo musical e a instrumentação da canção de Zé Maria Neto, Zungulubé, merecia o Prémio da Crítica, porque, desde 1975, data em que saiu a público a composição dos Merengues para a canção Tribalismo, de David Zé, que o semba angolano não produz uma criação sonora tão penetrante.

Os prémios do Top dados à distância: Kyaku Kyadaff merece sempre um prémio pela excelência vocal, a originalidade das letras e pelo seu apego a África. A incongruência que lá vislumbramos foi o segundo lugar atribuído a Gerilson Israel. A canção que ele interpretou, “Minha Bêbada”, é um plágio rítmico da canção “Fall”, do músico nigeriano Davido. Cá está a prova do mau gosto dos votantes. O terceiro lugar para Matias Damásio é que me saiu como um peixe kabuenha na ponta da linha de pesca.

A canção de Dom Caetano, Vizinho tem Cara de Pau, é um tema muito corriqueiro, pouco abonatório para quem já nos brindou com músicas como Nova Cooperação. Nem só de rítmica vive a música, mas de toda a palavra que sai da boca do cantor.

Noite e Dia com o seu kuduru erótico e obsceno partiu o palco com a líquida electricidade das suas bailarinas. Contudo, não é de sã compostura para um espectáculo do estatuto do Top dos Mais Queridos o lascivo rebolar dos glúteos e o levantar da perna direita a espantar o inamovível deus da Moral com o grito histérico “Lhavança!” A menina que saltou lá do alto do suporte metálico das luzes podia ter quebrado algum osso. O kuduru é assim mesmo, gritava Noite e Dia. Só que o nosso país tem hoje um grande défice de bons costumes e a música tem um papel crucial na moralização da sociedade.


Resumindo e concluindo: a RNA deve elencar um rol de critérios para se poder concorrer ao Top dos Mais Queridos e fazer a primeira triagem só das músicas que não belisquem esses critérios. Estive a ler atentamente o Diário do meu confrade Gociante Patissa “Há gente a colher sem plantar no Top dos Mais Queridos da RNA?” publicada nas redes sociais e estou plenamente de acordo com o que ele diz: “No caso do Top dos Mais Queridos, (...) a questão que se vem levantando nos últimos anos é a concorrência mais ou menos desleal que alguns de nós vemos quando por exemplo se premeiam intérpretes de temas de si já muito populares, quase sempre da década de 70. (...) Não seria melhor optar pela uniformização, definindo para já a natureza dos temas, se originais ou se “emprestados”?

Conselho aos mais novos: porque não organizam encontros regulares com o Rei da Música, Elias dya Kimuezu, para dele beber toda a vasta experiência e sabedoria? Estão à espera do dia em que nos vai dizer adeus, para irem ao seu funeral, como gesto inútil de quem não o honrou em vida?
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Pepetela foi o homenageado do Festival literário “Escritaria 2018” em Portugal

O escritor angolano Pepetela foi o homenageado da 11.ª edição do Festival Literário Escritaria que decorre em Penafiel (Portugal) de 1 a 7 de Outubro nas ruas da cidade. Escritaria é o único festival literário que se dedica a homenagear um escritor vivo de língua portuguesa.

Penafiel [costuma] tornar-se na cidade de Pepetela com arte nas ruas, montras das lojas, exposições, teatro e música, entre outras novidades, sendo “im­possível a qualquer pessoa não ‘tropeça’” ou no autor de carne e osso, ou na sua es­crita”, adianta a nota de imprensa.

Pepetela apresentou a 18 de Setembro no Centro Cultural Português em Luanda o seu últi­mo romance, intitula­do “Sua excelência, de corpo presente” uma crítica mordaz ao abuso de poder e aos sistemas totalitários, disfarçados de de­mocracia, escrita com um sentido de humor inteligente “Vários actores vão interpre­tar em vários cantos e recantos da cidade textos de Pepetela, ao mesmo tempo que as fachadas dos prédios e outros locais da ci­dade vão mostrar a sua obra e torna-la até portátil em caixas de leitura e muitos out­ros materiais”, prom­ete a Câmara Munici­pal de Penafiel.

Pelo Escritaria já passaram Urbano Tavares Rodrigues, José Saramago, Agus­tina Bessa-Luís, Mia Couto, António Lobo Antunes, Mário de Carvalho, Lídia Jorge, Mário Cláudio, Alice Vieira e Miguel Sousa Tavares.

PERCURSO DO HOMENAGEADO

Pepetela, de seu nome próprio Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, nasceu em Benguela, em 1941. Licenciou-se em Sociologia, em Argel, durante o exílio. Foi Comandante guerrilheiro do MPLA. Foi Vice-Ministro da Educação. É Membro Fundador da União dos Escri­tores Angolanos e da Associação Chá de Caxinde. Estreou-se como ficcionista com a obra “Muana Puo”, em 1969. Em 1972, publicou “As Aventuras de Ngunga”, considerada uma pequena obra-prima de lit­eratura revolucionária. Em 1980, publicou “Mayombe”. Depois dis­so, Pepetela já publicou mais de 22 obras, dentre as quais, 20 ro­mances e duas peças de teatro. Em 1997, foi distinguido com o prémio Camões.

Texto: Folha-8 |||| Foto: Verdadeiro Olhar
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Lopito Feijó lança “Doutrinárias Lâminas Doutrinárias” em Luanda


O poeta angolano Lopito Feijó apresenta a 9 de Outubro a sua mais recente obra “Doutrinárias Lâminas Doutrinárias” no auditório Pepetela do Centro Cultural Português. A apresentação da obra estará a cargo do poeta António Gonçalves e da escritora Cíntia Gonçalves.

A obra “Doutrinárias Lâminas Doutrinárias” insere-se na colecção “Troncos Da Literatura Angolana”, que integra obras inéditas de autores consagrados angolanos, que tenham contribuído para modernizar o mosaico literário nacional. A referida colecção resulta de uma parceria entre a Editora Acácias, o Movimento Lev’Arte e o Centro Cultural Português e visa favorecer o encontro intelectual entre escritores de diferentes gerações, bem como promover a melhoria do conhecimento da língua, como ferramenta basilar da escrita.  ||| Texto e Foto: Folha-8
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Pintor Guilherme Mampuya representa Angola na Expo Macau/2018 na cidade da Praia


O artista plástico angolano Guilherme Mampuya vai representar Angola na 10.ª Edição da Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa "Expo Macau/2018", que será inaugurada a 09 deste mês na cidade da Praia, em Cabo Verde.

Texto: Lusa, 04 Outubro 2018 | Foto: Neovibe

No evento, organizado pelo Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Mampuya apresenta, dia 13, uma exposição individual de pintura intitulada "Somos Estrelas", na Galeria de Exposições da Avenida da Praia, retratando as 12 figuras do zodíaco, pintadas e compostas em 12 painéis em acrílico.

Segundo um comunicado da organização, Guilherme Mampuya vai aproveitar a atividade para promover o seu trabalho e trocar experiência com criadores chineses e dos países de falantes da língua portuguesa, nomeadamente Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Portugal, Brasil, Timor-Leste e Macau.

"«Somos Estrelas» é uma alegoria, um apelo desesperado do universo aos humanos para colocarem as suas ações em uníssono com o equilíbrio cósmico. O efeito estufa é uma das consequências das práticas dos homens que tem de ser revertida para salvar o planeta da seca extrema e das inundações", alerta o artista, citado na nota.

Além da exposição de obras de arte, a Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, também conhecida como "Expo Macau/2018", vai contar com espetáculos musicais, de dança e de teatro, envolvendo centenas de artistas lusófonos e alguns convidados extra lusofonia.

Natural do Uíge, Guilherme Mampuya Wola conta com inúmeras obras de pintura, tendo já realizado mais de 30 exposições individuais e coletivas, tanto no país, como no estrangeiro, e venceu a edição 2008 do Prémio "Ensa Arte", dedicando parte do seu tempo a apoiar jovens aspirantes a artistas plásticos.

Lino Damião (em 2016) e Benjamim Sabby (2017) foram os representantes de Angola no evento internacional que, há dez anos, junta artistas da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da China, com o intuito de promover o intercâmbio cultural.
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sábado, 6 de outubro de 2018

A Voz do Olho: 03 | CURAR VERGONHAS AO BANCO DE URGÊNCIA


O Hospital Geral de Benguela (HGB) conseguiu curar-se, finalmente e da melhor maneira que se possa imaginar, de uma vergonha, talvez a maior, que lhe faziam publicidade, ao longo de décadas, à falta de visão e pragmatismo. Foi o que constatei anteontem no banco de urgência aonde fui prestar apoio a um familiar (no português europeu diriam tio-avô, justaposição que no entanto inexiste na genealogia umbundu. Meu avô, e ponto final).

Aos olhos do utente, na verdade só problemas gravitam em torno do dia-a-dia do tradicional estabelecimento de saúde poeticamente mais bem localizado na velha cidade. Noticiários, agenda pública, clamores de bordo de kupapata. Inevitável faz-se aquela impressão de que o HGB, com todo o mérito ao que é bem feito, acaba se resumido numa palavra. Carência. Vamos lá ver se caprichamos no linguajar. Carência de fármacos, de seringas, de agulhas, de borboleta para canalização intravenosa, de um pavilhão com as mordomias do internacional, mas acessível ao salário mínimo nacional. Enfim, carências.

E por Benguela passaram pelo menos três governadores (Rangel, Neto, Anjos), tal como passaram outros nomes pela hierarquia mais abaixo, entenda-se Direcção Provincial de Saúde e Direcção Geral do HGB. Resolver o problema é que não eram elas! Olhando agora para a solução aplicada – simples, cómoda, criativa e digna – custa imaginar como levou tanto tempo para uma tão iluminada ideia dar o flash ao sonho de alguém (não sei quanto custou a obra, mas não vamos por aí). Em causa, a humanização, não apenas do doente, mas também do seu acompanhante, doseando de maneira mais assertiva.

Sacrificar poucos metros quadrados de canteiro para erigir alpendre com luz, WC e água corrente foi santo remédio. Pôs fim a um cenário que tinha tanto de intrigante como de perigoso. Refiro-me à concentração de pessoas, tendas e trouxas na berma de uma estrada nacional, adjacente ao banco de urgência, sujeitas a atropelamentos e a contraírem doenças tropicais como a malária, precisamente quando movidas a estarem ali em prontidão para a saúde de seus entes internados. Do mal ao pior, curta costuma ser a distância. De tal sorte que, sendo as necessidades fisiológicas ditadoras do jeito que são, e não funcionando mudanças na ausência de alternativas, a serventia do banco de urgência fedia horrivelmente de urina e fezes depositadas, à socapa, ao pé das poucas árvores.

Tão caro me é o tema que surge no conto «Rua das Empregadas», um dos que compõem o livro «O Homem que Plantava Aves», que chega ao leitor angolano muito brevemente, como ilustra o trecho que se segue:

«O ex-delegado tinha dificuldade em dosificar em si a sensibilidade de enfermeiro e o punho militar. Arguia que a morada permanente ao relento, ao mesmo tempo que destoava o código de postura e a estética de uma cidade acolhedora, representava em si outro risco, no caso à saúde. Desavisado foi-lhe todavia anunciar o poder do chicote para eliminar aglomerados na berma da estrada. Só que o africano, pelo menos por aquilo que se sabe do Bantu, não conhece colchão mais confortável do que o sacrifício de estar perto do seu ente, morto ou vivo. E isto transcende o poder administrativo de pendor ocidental. E 1975 é bebé.»

Termina-se esta terceira crónica da série A Voz do Olho com um «assim, sim!», ó HGB.

Gociante Patissa | Benguela, 05.10.2018 | www.angodebates.blogspot.com
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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Academia Angolana de Letras admite dois membros


Os investigadores Cornélio Caley e Zavoni Ntondo foram admitidos recentemente na Academia Angolana de Letras (AAL) como membros efectivos.

De acordo com uma nota informativa da AAL, a admissão foi feita com base numa votação de dois terços, realizada em assembleia-geral extraordinária, no passado dia 24 de Setembro.
 
Os novos membros foram admitidos por terem reunido os requisitos, entre os quais ser autor de obra como objecto de estudo em universidades angolanas e estrangeiras, ter ganho prémio literário ou de investigação no país ou no estrangeiro, possuir obras que tenham sido objecto de ensino por especialistas em literaturas africanas de língua portuguesa. 
A data e local de realização da cerimónia de posse vai ser anunciada em breve.

Além dos dois membros admitidos, a AAL recebeu as candidaturas dos escritores e investigadores Cremilda de Lima, David Capelenguela, Alberto de Oliveira Pinto e Maria Helena Miguel. Criada em 2016, a AAL defende a criação literária e social, bem como a democracia criativa e crítica nas vertentes cultural e científica, como postulados inalienáveis da liberdade humana. 

A instituição afirma-se como um espaço de liberdade e de responsabilidade cultural e social dos escritores e dos cientistas sociais angolanos. A liberdade de criação, a liberdade de pensamento, a liberdade de expressão, as liberdades académicas e a responsabilidade social e cultural dos escritores e dos cientistas sociais são princípios essenciais que asseguram o funcionamento da Academia.

Texto: Jornal de Angola, 3 de Outubro, 2018 / Foto: Angop
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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Denúncia | PORTAL NOTÍCIAS DE ANGOLA CAI NO PLÁGIO


Protesto contra desonestidade intelectual

Caríssimos gestores do site NOTÍCIAS DE ANGOLA,

Gostaria de só elogiar o vosso site pela estética do design, mas infelizmente sou obrigado a manifstar idignação pelo gesto de desonestidade da vossa parte, ao fazerem copy/paste, com pequenas mexidas, a uma notícia exclusiva do blog Angodebates sobre a jovem Cláudia Cassoma que vai dissertar na União Europeia. Creio que não vos diminuiria em nada se fizessem referência ao blog de onde foram "furtar" o texto, até porque está assinado. 

A vossa intenção de divulgar o trabalho da jovem até é boa, mas o caminho usado não será seguramente o mais honesto nem o mais recomendável, pelo que agradeço fazerem a reparação.

Com os melhores cumprimentos
 
Gociante Patissa
Caixa Postal (P.O. Box) 393 - Benguela, República de Angola
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Estudante angolana convidada a dissertar em conferência da União Europeia


Há pouco menos de cinco anos que Cláudia Cassoma deixou Luanda, onde nasceu em 1993, atrás do sonho da formação superior nos Estados Unidos da Améria. A frequentar o curso de Pedagogia, com ênfase em Educação Especial na Universidade do Distrito de Columbia, foi convidada a dissertar na conferência denominada “O Papel Da Educação Para A Cidadania Global Na Consecução Do Desenvolvimento Sustentável”, a ter lugar esta quarta-feira (03/10) em Les Atéliers des Tanneurs, Bruxelas, república da Bélgica.

A conferência Internacional reúne organismos da União Europeia (EU) e respectivos aliados, bem como entidades individuais e outras organizações espalhadas pelo mundo, focadas na educação. É uma iniciativa da Bridge 47, organização fundada na EU e focada na cidadania global e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Mesmo distante, Cassoma não deixa de marcar presença no panorama intelectual angolano, onde é conhecida pela faceta de escritora. Com uma vasta produção em poesia, contos e crónicas, espalhada em periódicos e antologias, estreou-se com o poemário "Amores que nunca vivi" sob chancela da editora americana "Trafford Publishing".

Em exclusivo para o Blog Angodebates, Cláudia adiantou que o convite partiu da CIVICUS “depois da minha participação no Simpósio Global da Juventude sobre Reimaginação da Democracia, tendo em vista os fortes pontos que fiz do nexo entre educação, cidadania global e arte”. Acresceu ainda que associará essa experiência ao que aprendeu participando no Global People’s Summit no passado dia 22 de Setembro e, como resultado disso, como se prepara para os próximos trabalhos em Lucala.

A estudante na diáspora lembra que estamos a pouco menos de 12 anos do termo da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que vê como meta muito ambiciosa.

“Essa é mais uma oportunidade para reflectir num dos objectivos mais importantes para mim, a educação de qualidade. É uma oportunidade para aprender com veteranos na área e redefinir meus planos enquanto futura pedagoga, assistente social e membro da sociedade civil extremamente preocupada com a conquista desses alvos essenciais na construção de um futuro sustentável para todos. Ser convidada desse evento, particularmente, também representa o enaltecimento do meu trabalho por organizações internacionais. É um estímulo! É força, numa altura em que questiono o real efeito das minhas acções enquanto cidadã actuante”, rematou a jovem Cláudia Cassoma.

www.angodebates.blogspot.com | Gociante Patissa | Benguela, 01 Outubro 2018
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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