Estou a ler num jornal digital que o recém-eleito presidente frances, Macron, qualificou o passado colonial da França em África como um crime contra a humanidade. Esse assim não quer só arranjar problemas com certa corrente benguelense que advoga a implantação da estátua de Cerveira Pereira à entrada do Palácio do Governo?! Glória ao fundador da cidade no ano em que Benguela assinala 400 anos de existência. Esse Macron é tão ignorante que não percebe que houve colonização e colonização, sendo que a portuguesa foi tão humana que não há razões para se pensar na hipótese de um pedido de desculpas às suas vítimas? A sorte é ser de "raça pura", de contrário já lhe cairia no lombo o rótulo de neonativista. Portanto, se a França está arrependida (parece que a Inglaterra já em tempos o fez), que não pense em influenciar outras potências colonizadoras europeias da mesma época, que aliás invadiram, pilharam, assassinaram, mas sempre com elevado sentido de irmandade e profundos laços de amizade ultramarina. Francamente! É nisso que dá votar em presidentes muito novos, pá. Ainda era só isso. Obrigado
sexta-feira, 12 de maio de 2017
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Citação
"Fogo, meu! Este fim-de-semana recusei ir a Benguela tocar. A festa
até era rija, boa gente, boas damas. O problema é que os fins-de-semana em
Benguela são muito agressivos, principalmente para o fígado." www.angodebates.blogspot.com
sábado, 6 de maio de 2017
Divagações | Qualquer gratidão seria disparate
Quando se ganha um porta-malas abarrotado de livros académicos, no caso ciências sociais, ainda por cima de oferta, acervo que se calcula pelo menos não inferior a 100 mil kwanzas, sua excelência eu até perde autoridade para dizer às crianças que o Pai Natal não existe. Tanto existe que o meu abriu as portas em Maio (sociologia, comunicação, epistemologia, antropologia, ética, linguística, história, psicologia, tudo no cabaz). Como dizemos lá no kimbo, mano Edú Macieira, quando eu morrer, não chores, porque já me choraste em vida. Qualquer gratidão verbalizada seria disparate, de tão redundante. Ainda era só isso. Obrigadoquinta-feira, 4 de maio de 2017
Divagações | Dia de finais felizes
O BI saiu esta manhã, quentinho, da máquina para a carteira do bolso, graças à sugestão de um amigo, a boa colaboração do carrito pessoal papaquilómetros, o toque de amparo do profissional tio que é xará. A lição que fica é que em alguns municípios do interior ainda há restos de material para impressão de bilhetes de identidade.
Ah, a minha "amiga" Vietnamita da casa dos retratos tipo passe devolveu o meu corpo à minha cara. A gincana para a reposição da pilha de documentos pessoais ainda não terminou, mas há que festejar pequenos avanços, tal como foi o de anteontem com o cartão bancário. Aos profissionais da posse alheia, um recado: roubem mais. Ainda era só isso. Obrigado. Hahaha
Ah, a minha "amiga" Vietnamita da casa dos retratos tipo passe devolveu o meu corpo à minha cara. A gincana para a reposição da pilha de documentos pessoais ainda não terminou, mas há que festejar pequenos avanços, tal como foi o de anteontem com o cartão bancário. Aos profissionais da posse alheia, um recado: roubem mais. Ainda era só isso. Obrigado. Hahaha
Diário | Será algum distúrbio psíquico?
(I)
"Mas esse homem pensa que é o quê assim afinal?"
"O cidadão? Também já notaste afinal, né?"
"Ya. Anda aí de ombros em cabide; saudar, nada. Quando é para conversar, contraria tudo, monopoliza os silêncios da rua, biblioteca toda na ponta da língua..."
"Ele está assim desde janeiro..."
"Mas isso não é contagioso? Será algum distúrbio psíquico?"
"Até é distúrbio legislativo..."
"Essa eu não entendi..."
"Está a treinar para cair no anzol a deputado..."
"Mas sem partido?"
"Como deputado independente. Independência não é discordar de tudo?!"
"Será?"
"Então, mas querias que fosse como o marketing do outro para independente? Tenta insistir em falar com ele, vais ver..."
(Il)
"Ó meu! Andas diferente. Como é então esse negócio?"
"Tenho algum negócio com vossa pessoa?!"
"Há uma diferença em você que estou a notar.."
"Agora vossa excelência agora é notarial?"
"Você mudou de repente..."
"Em relação a que estágio? Aliás, se por mau não me toma, eu retiro-me deste diálogo inquisidor e pouco fecundo. A não ser que me queira fazer companhia no talho..."
"Não, obrigado. Por acaso agora sou vegetariano..."
"Para quê?"
"Para não sacrificar a vida dos animais, não?"
"Porque as plantas não têem vida?"
"Não é isso..."
"Meu caro concidadão e coetâneo, se eu tenho de produzir ervas para alimentar o boi, o cabrito, o carneiro, ou o que seja, então ao abater o animal eu estarei tão só a comer a minha erva. O animal é proporcional ao investimento, certo?"
"Certo e não certo. O abate de animais não é massacre?"
"É colheita para consumo alimentar..."
"Meu irmão, é assim: vai só, yá!... Se queres ser deputado, fica só bem, mas não me entres na mente..."
"O cidadão, que por definição é potencial autarca, assim é uma espécie de intolerante, alérgico ao debate?
www.angodebates.blogspot.com
Gociante Patissa, Caimbambo, 04.05.2017
"Mas esse homem pensa que é o quê assim afinal?"
"O cidadão? Também já notaste afinal, né?"
"Ya. Anda aí de ombros em cabide; saudar, nada. Quando é para conversar, contraria tudo, monopoliza os silêncios da rua, biblioteca toda na ponta da língua..."
"Ele está assim desde janeiro..."
"Mas isso não é contagioso? Será algum distúrbio psíquico?"
"Até é distúrbio legislativo..."
"Essa eu não entendi..."
"Está a treinar para cair no anzol a deputado..."
"Mas sem partido?"
"Como deputado independente. Independência não é discordar de tudo?!"
"Será?"
"Então, mas querias que fosse como o marketing do outro para independente? Tenta insistir em falar com ele, vais ver..."
(Il)
"Ó meu! Andas diferente. Como é então esse negócio?"
"Tenho algum negócio com vossa pessoa?!"
"Há uma diferença em você que estou a notar.."
"Agora vossa excelência agora é notarial?"
"Você mudou de repente..."
"Em relação a que estágio? Aliás, se por mau não me toma, eu retiro-me deste diálogo inquisidor e pouco fecundo. A não ser que me queira fazer companhia no talho..."
"Não, obrigado. Por acaso agora sou vegetariano..."
"Para quê?"
"Para não sacrificar a vida dos animais, não?"
"Porque as plantas não têem vida?"
"Não é isso..."
"Meu caro concidadão e coetâneo, se eu tenho de produzir ervas para alimentar o boi, o cabrito, o carneiro, ou o que seja, então ao abater o animal eu estarei tão só a comer a minha erva. O animal é proporcional ao investimento, certo?"
"Certo e não certo. O abate de animais não é massacre?"
"É colheita para consumo alimentar..."
"Meu irmão, é assim: vai só, yá!... Se queres ser deputado, fica só bem, mas não me entres na mente..."
"O cidadão, que por definição é potencial autarca, assim é uma espécie de intolerante, alérgico ao debate?
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Gociante Patissa, Caimbambo, 04.05.2017
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Divagações | UMA EXECUÇÃO BEM EXECUTADA DO EXECUTIVO E ELEVEN
A passar esta tardinha pelo cruzamento ali conhecido por mar e sol, na cidade de Benguela, sua excelência eu verificou a presença de homens em trabalho de reposição do poste/coluna do semáforo (sentido leste), derrubado há alguns meses e que no entanto, soube-se, a provedora enfrentava rotura de stock para reposição, numa era em que as importações encalham com o rarear das divisas. Resulta que a retirada em cena do semáforo, justo no afunilamento de uma estrada nacional como é a número cem, tem sido uma chatice automobilística, que nem mesmo com o regresso da penhanha e do agente sinaleiro passa despercebida. Até porque, há que dizê-lo com franqueza, andávamos todos desabiatuados quanto a esta forma de ordenamento do trânsito muito em voga no século passsado. Não sei quanto de orçamento foi mobilizado nem a origem, como cidadão só sei que é uma execução bem executada do executivo municipal e a firma Eleven (a concessionária do serviço de sinalização). Ainda era só isso. Obrigado
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Divagações | Cara minha corpo alheio
Estou a pensar na Vietnamita da casa dos retratos para documentos, aonde fui de boa vontade, barba feita e tudo, camisa xadrez verde azul, e no dia de levantar as malditas fotos tipo passe encontro sua excelência eu de casaco e gravata, logo ele que só usou gravatas uma vez durante a adolescência para fazer teatro na igreja e outra em serviço por não mais de cinco minutos. Eu algum dia usaria em documentos foto do tipo cara minha, corpo alheio?! Mas eu vos pedi casaco e gravata, caramba?! Amigo, passa amanhã de manhã, moço já foi. E assim terei de lá voltar, sem saber se ainda guardam o digital original ou se deverei deixar novamente aquela gente apalpar-me os maxilares. Ainda era só isso. Obrigado
Citação
"Preguiçoso é o dono da sauna, que vive do suor dos outros" (da personagem Marinete, da série brasileira A Diarista)
Divagações | E a gincana começou
Curva 1
Curva 2
Curva 3
Curva 4
Moral da história: há que erguer um monumento aos ladrões de carteiras de documentos, pela proeza de nos permitirem radiografar sem veludos o verdadeiro tecido do nosso excesso de burocracia no atendimento público ao cidadão. Ainda era só isso. Obrigado
Cartões multicaixa e visa: No banco, filas intermináveis, gestor de conta em dia de não atender o telefone.
Curva 2
No SIAC, para o Bilhete de Identidade? São 11h00. Hoje não é possível, tens de vir amanhã muito cedo, já excedemos o limite. Por dia só 30 emissões, hoje até atendemos 40. O bilhete? Só dai daqui a sessenta dias, estamos sem material.
Curva 3
Ainda no Siac. Segunda via do cartão de Segurança Social? A cópia só não chega; tens de escrever uma carta dirigida à Direcção Provincial da Segurança Social. À mão não pode, tem mesmo que computarizar. Ah, ou então solicitas aos recursos humanos da tua empresa. Ah, fica na capital? Então é mesmo com a carta pessoalmente.
Curva 4
Vem aí o rol delas. Neste momento aguarda sua excelência eu à porta da AGT, que engloba finanças e alfândega, no intuito de obter segunda via do cartão de contribuinte.
Moral da história: há que erguer um monumento aos ladrões de carteiras de documentos, pela proeza de nos permitirem radiografar sem veludos o verdadeiro tecido do nosso excesso de burocracia no atendimento público ao cidadão. Ainda era só isso. Obrigado
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