sexta-feira, 6 de junho de 2014

Concurso relâmpago: QUER GANHAR UM EXEMPLAR DO LIVRO GUARDANAPO DE PAPEL?

Muito simples. Basta provar que você possui os três livros até agora lançados por Gociante Patissa, designadamente, Consulado do Vazio (poesia, KAT 2008) , A Última Ouvinte (contos, UEA 2010), e Não Tem Pernas o Tempo (novela, UEA 2010). Não tem os livros mas tem o Boletim "A Voz do Olho", de que o autor foi editor entre 2006-2010? Também vale. Junte então quatro edições e já está. Enquanto aguardamos pela chegada de exemplares para o acto de lançamento do livro Guardanapo de Papel (poesia, NósSomos 2014), você pode habilitar-se a ganhar o seu exemplar. Mbora tentar?! Obrigado

PS: Uma pista: O livro Consulado do Vazio está disponível na livraria Sucam, defronte ao Bar Ferreira. Já o Não Tem Pernas o Tempo está à venda na Tabacaria Grilo. Bem, com pelo menos dois, já podemos repensar a possibilidade de atribuição
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Retrato

"Em todo o mundo, os pobres têm essa estranha mania de morrerem muito. Um dos mistérios dos lares famintos é falecerem tantos parentes e a família aumentar cada vez mais" - Mia Couto, in Contos do Nascer da Terra, pág. 13. Caminho, Portugal. 2009
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quinta-feira, 5 de junho de 2014

"NDA OMÕLÃ OLILILA OMOKO YOPUTO, OVE UYAVELA! [ECI YUTETA, EYE MWENLE]" (adágio Umbundu)

"NDA OMÕLÃ OLILILA OMOKO YOPUTO, OVE UYAVELA! [ECI YUTETA, EYE MWENLE]" (adágio Umbundu) - Se a criança chora por uma navalha, dá-lha. [Quando se ferir, terá sido por ela mesma]
Explicação: Se o orgulho impede a pessoa de ouvir conselhos, há que deixá-la com as suas escolhas. O arrependimento vem mais tarde com as consequências.
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Tese

"Eu entrei para o periodismo [jornalismo] porque eu considerava que o assunto não era de literatura, o assunto era contar coisas. E que, dentro desta concepção, o periodismo, há que considerá-lo como um género literário (...) Nenhum periodista quer aceitar que a reportagem é um género literário e, inclusive no fundo de sua alma, o vêem com um certo menosprezo. E eu diria uma coisa: uma reportagem é um conto totalmente fundado na realidade, como o conto tem imagens da realidade na ficção. Nenhuma ficção é totalmente inventada; sempre são elaborações da experiência" - Gabriel Garcia Marquez, escritor colombiano, documentário intitulado "La escrita embrujada". Disponível no youtube a 04.06.14
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quarta-feira, 4 de junho de 2014

citação

"No fundo, um livro não é mais que um delírio articulado, um delírio coerente. Tem que avançar implacavelmente" - António Lobo Antunes, escritor português, em entrevista ao canal Sic Notícias, 2013
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terça-feira, 3 de junho de 2014

Fragmentos

"Mas não se pode esquecer que, como sistema, o colonialismo era intrínseca e necessariamente racista (...) A maioria negra foi sempre profunda e estruturalmente discriminada, pois, se não o fosse, o colonialismo não teria condições para se manter (...) implica entender que o racismo é uma questão sistémica e não pessoal, pelo que o combate contra os fundamentos e os processos deste sistema e não contra as pessoas deve ser o foco do anti-racismo".

João Melo, in "O homem que não tira o palito da boca", pág. 42. Editorial Nzila, Luanda. 2009.
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domingo, 1 de junho de 2014

À MÃO MORENA DO CHÃO

Lá longe, bem longe
desfilam sonhos 
pintados
sobre a tábua côncava
uma vela difusa
a mesma vontade de chegar

Do lado de cá
colhe o chão 
a semente
lençol de asteriscos
oh casuarinas
o mar guarda o céu
as águas os encontros
estes a vida

Correm as horas
a mesa partida e chegada
para lá do sombreiro
amanhã é regresso
à mão deste chão


Gociante Patissa, 27 Março 2014 
Nota: Por gentil convite da TPA Benguela, dirigida pelo sempre afável Florêncio André, duas profissionais levaram-me à Praia Morena, enquanto cenário de entrevista para um programa em carteira. Um dos desafios da dupla Deolinda Catrongo (repórter) e Dezilda Neves (produtora) era rabiscar um poema de improviso para a emblemática praia. O título inicial era "Diário à Praia Morena", que agora substituí pelo actual, na sempre busca por imagens menos gastas.
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Diário: COMO SE O CABELO DEPENDESSE DA UNHA

Está entre nós o escritor fulano de tal, anunciava ontem o escritor anfitrião do recital, que de seguida acrescenta: chegou atrasado, mas chegou; obrigado por vires. Sentado na plateia, levanto as mãos em instintivo gesto socialista, como criança que marca presença na sala de aulas, auxiliado por breve sorriso. Pouco depois, aproxima-se um jovem sentado a poucos metros do meu lugar, mão estendida para o aperto que, entretanto, tem de esperar, pelo menos até eu poisar a máquina fotográfica. É o kota fulano? Sim, correspondendo, ciente de que ele próprio não acreditaria se lhe dissesse o contrário. Parabéns, meu kota, pelo teu livro! Até, se eu soubesse que vinha, ia trazer o livro para assinares. Não há problema, tranquilizo-o, outras oportunidades surgirão. Obrigado por gostares, concluo, com secreta vontade de ficar a conversa por ali, pois o papo paralelo distraía-me do principal, o recital e a trova. Foi então que quase não acreditei no que vinha a caminho: enquanto o kota não assinar, não vou acabar de ler o teu livro. Sorri e garanti que ficaria resolvido em breve. E tenho pensado cá comigo: à parte o facto de pertenceram ao mesmo corpo humano, o que tem o cabelo a ver com a unha? Em que medida condiciona um simples autógrafo à leitura de um livro? Bem, seja como for, aprendemos todos os dias com os nossos estimados leitores. Bom dia, bom domingo a todos e todas! 
Gociante Patissa, Benguela 01.06.14
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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