[Como profissional] "prefiro o sócio-cultural ao social e político", Salú Gonçalves, ao programa Vivências da Rádio Mais, retransmitido hoje
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Citação
«O Konde é das pessoas que admiro. Espero que não enverede para o "mamawé, tamo a sofrerié". Que continue a cantar correctamente», Salú Gonçalves, ao programa Vivências da Rádio Mais, retransmitido hoje
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
ORATURA: ruídos que se perpetuam no tema "sakatindi" do cancioneiro ovimbundu, grupo etnolinguístico angolano de origem bantu
Sakatindi é uma dança tradicional com toques
sensuais, umbigada, mais ou menos como na dança rebita, onde os integrantes da
roda a dado momento se encontram aos pares (homem/mulher). A palavra Sakatindi,
não me ocorrendo por enquanto sinónimo, diria que funciona um pouco como
interjeição. Mas por que carga d'água venho agora com esta ladainha?
Ora, há uma passagem da canção que sempre me soou a
ruído. E todos os artistas que adoptam a canção, e olha que não são poucos,
caem no "erro" de pronunciar "ukãyi wanjepele, ukãyi wanjepele,
ulume ocitende". Traduzindo, "a mulher da Isabel, a mulher da Isabel,
o marido é parvo". Não faz muito sentido, já que Njepele é Isabel em
Umbundu. Foi daí que certo dia interpelei meu avô paterno e xará, que disse
tratar-se de uma degeneração de uma máxima Umbundu. O certo seria "ukãyi
ka endi epenle, ukãyi ka endi epenle, ulume ocitende", que em português
corresponde a "se a mulher sofre nudez, se a mulher carece de roupa, é
porque o marido é parvo".
Eis então a letra e tradução livre para o
português:
Onguya yange ndasile posamwã (Deixei fora a minha
agulha)
yokutunga olonanga (de coser panos/tecidos)
Onguya yange ndasile posamwã (Deixei fora a minha
agulha)
yokutunga olonanga (de coser panos/tecidos)
ukãyi ka endi epenle (se a mulher não tem roupa)
ukãyi ka endi epenle (se a mulher não tem roupa)
ulume ocitende (é porque o homem é parvo)
ulume ocitende ongandu yuñwatele (já que é parvo,
que o jacaré o ataque)
Sakatindi! Sakatindi! Sakatindi!
Esta é a versão de meu avô Manuel Patissa, que me
parece muito mais perto de fazer sentido. Se você tiver outra, não hesite em
partilhar.
Gociante Patissa, aeroporto da Catumbela, 11de Maio
de 2011
“Que pensa dos intelectuais?”
“Era bom que houvesse médicos para os tratar. Os pais não os souberam
educar.”
(Entrevista de rua, de jornal diário. In, "A vida
das Palavras - Lexico ABC", pág. 36. Clássica Editora. Lisboa, 2004terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Mestres com iniciativas próprias
Há poucos
anos, visando deslocar a torneira do quintal, que passou a estar quase ao
centro deste, uma vez concluída (parcialmente) a obra, recorri aos bons
préstimos de um canalizador sugerido por um amigo. À conversa que orçou por 4
mil Kzs a empreitada, seguiu-se uma “expedição” pelas lojas de material de
canalização, o que não ficou por menos de 10 mil kz. Aí, puxa tubo, serra tubo,
enrosca, tubo, suor e fome, e tal… Ele ocupado lá fora, eu ocupado dentro, ao
meu computador ligado. Ao fim de duas horas, o aviso. “Chefe, está tudo”.
Fiquei contente, não fazendo ideia do que vinha a seguir. “Chefe, os homens das
águas costumam passar?” Respondi que sim. “Fazem mesmo leitura no contador?”
Bem, acho que fazem uma estimativa, o preço é sempre na mesma média. “É isso”,
disse ele, “fiz aí umas adaptações que, agora, a água entra directamente em
casa, o contador só conta a água da torneira do quintal”. Resultado, tive de
arranjar outro para me livrar de tamanha “fuga ao fisco”.Perguntas de retórica, pela pátria
Ganha mais o sector da cultua a investir na elevação do Mbanza-a-Kongo (cabeça, capital ou sede do Kongo) a património mundial - pelo facto de ter ali entrado a civilização cristã - do que ganharia se investisse na pesquisa de manifestações culturais intrínsecas daquela região?
domingo, 2 de fevereiro de 2014
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Os mestres
Os mestres mentem, todos eles. O pedreiro não entrega no prazo acordado; o mecânico tem sempre uma desculpa; o canalizador, tirando proveito da semelhança nas três primeiras sílabas, faz-se canalha perfeito; o electricista é outro a quem é arriscado confiar, tão arriscado como seria pôr a mão no fogo pelo ladrilhador ou pelo pintor, enfim... Será que devo mesmo voltar à escola para fazer o mestrado?
Académico lança livro sobre relações públicas no Brasil
O
brasileiro Ewerton Luis Faverzani Figueiredo e a Editora Armazém Digital, após
lançarem “As Crônicas de Hannateur Winks”, têm para breve, naquele país sul americano, o lançamento do livro didáctico
“RELAÇÕES PÚBLICAS PARA CONCURSOS PÚBLICOS: Conteúdo Completo para Profissionais
com Curso Superior em Relações Públicas”. O autor estudou durante três anos até
passar nos cinco concursos para RP. Os dois primeiros anos não foram bons e
serviram como testes para aprimorar conhecimentos no treinamento árduo e
contínuo até chegar ao objectivo almejado. Durante este trajecto desenvolveu um
material de estudos, baseado em bibliografia e pesquisadores da área."Sobre o disco duro de um computador não se pode chorar, sobre o papel pode"
José Saramago, Apud Aldónio Gomes e Fernanda Cavacas, In "A vida das Palavras - Lexico ABC", pág. 147. Clássica Editora. Lisboa, 2004
"O nosso parlamento transformou-se em fábrica de palavras que ninguém ouve"
Aldónio Gomes e Fernanda Cavacas, citando dignitário português não identificado. In "A vida das Palavras-lexico ABC", pág. 14. Clássica Editora. Lisboa, 2004













