domingo, 5 de janeiro de 2014

"Nação Coragem" ou a foto de Sérgio Guerra

© SÉRGIO GUERRA

«(...) Inusitado, porém, era o impulso com que o visitante se sentava diante do televisor, a seguir ao telejornal, para acompanhar o programa Nação Coragem.


Milhares de pessoas engrossavam diariamente as filas orientadas pela produção do programa, em Luanda, cada com a foto do familiar desaparecido e uma tocante mensagem. Vinha gente do norte, do centro, do sul, enfim, de subúrbios inimagináveis, vinham também esperanças da diáspora. Resistiam à fome e ao cansaço das horas que antecediam a gravação do Ponto de Encontro. Umas vezes, Veremos explodia de alegria diante da tela, contagiado por mais uma reunificação familiar. No entanto, também se davam desencontros ou, na mesma proporção, infelizes certezas de que A ou B já não está em vida, depoimentos de cortar o coração! E ele não resistia, derretia-se em lágrimas.

E enquanto assistiam…
— Mano Veremos, eu admiro bué o teu amor por esta miúda, a sério! É de dar varizes no coração… E se ela aparecesse, já esposa de outro homem?
— Amigo Perdido, estou em crer que as pessoas têm o direito de reaver, com a chegada da paz, o que a guerra lhes roubou.
— Acho que não me satisfez a resposta…
— Espero ter de volta a mulher. Acho que a paz é isso. Senão, um gajo acaba por se sentir um veterano da ironia do próprio Deus. Seria demais… É isso…
— Ya, estou a ver. No fundo, o que move as pessoas não é tanto dos actos infelizes, mas a sua própria impotência perante estes(...)»

In «Não Tem Pernas o Tempo», Pág 101-102, União dos Escritores Angolanos 2013
OBS: Foto de Sérgio Guerra.
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sábado, 4 de janeiro de 2014

Turismo interno: Visitar Chamumi e praia da Makaka, 9 anos depois

A última vez que ali estive foi em 2004, para participar numa actividade organizada pelo Ministério da Juventude e Desportos. Fui enquanto líder de associação juvenil e, no quadro dessa associação, realizador e apresentador de um programa radiofónico de debate sobre reconciliação e prevenção de conflitos.
É a parte mais melindrosa do troço, entre a montanha e o precipício para o fundo do oceano. Há que reconhecer que um trabalho de desbastamento diminuiu a sensação de perigosidade que do local guardava. Tanto assim que deu para parar ali mesmo e tirar umas fotos
 As pedras que foram buscar aparência ao próprio mapa de África
 Praia da Makaka, aproximadamente 5 Km da vila da Baía Farta
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Citação

"Há duas coisas que não faço no meu programa, eu não humilho nem bajulo os meus entrevistados. Não convido alguém para ser distratado, e eles percebem logo que não estão aí para atacar A ou B"- Armindo Laureano falando à Rádio Benguela sobre a compilação em livro das entrevistas biográficas a diversas personalidades que conduziu, hoje.
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"A inteligência francesa é muito superior à portuguesa. A França reconhece e, hoje, a obra de Aime Cesaire é de leitura obrigatória na academia; ao contrário de Portugal que ainda continua com um discurso que relativiza os males da colonização. Ali quase ninguém conhece a obra "O recolher das armas", de Amílcar Cabral (...) Esses poetas africanos tinham uma retórica de denúncia, de acusação do papel da força desintegradora, não apenas de afirmação da negritude"- de uma académica angolana à Rádio Nacional a propósito de mais um assinalar da data do massacre da Baixa de Kassanji. 04.01.14
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Ainda sobre o enquadramento do 4 de Janeiro...

Gostei do trabalho jornalístico feito pela Rádio Benguela (que pecou apenas por não nos dar a ouvir vozes a favor do regime colonial, de tanto que sabemos que as há). No todo, foi valioso ouvir o professor Brechet Cativa, que a partir do Cubal falou do mote da revolta popular contra o que considerou de "algodocracia", para se referir à obrigação das autoridades coloniais no sentido de toda a população cultivar apenas algodão, abdicando inclusive da sua necessidade de sobrevivência/agricultura. O rendimento, disse o professor, não passava de 30 USD. Por seu turno, o historiador Tuca Manuel deu a entender que Portugal não passava de objecto das potências imperialistas, na medida em que o armamento com que bombardeou os indígenas (os mártires da repressão colonial) só foi possível de obter graças ao estatuto de membro da Nato. Ou seja, havia grandes potências na ocupação e exploração colonial.
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O ACÚSTICO

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Mirabilis de ferro. Lobito, hoje.

Mirabilis de ferro. Lobito, hoje.
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"A inteligência francesa é muito superior à portuguesa. A França reconhece e, hoje, a obra de Aime Cesaire é de leitura obrigatória na academia; ao contrário de Portugal que ainda continua com um discurso que relativiza os males da colonização. Ali quase ninguém conhece a obra "O recolher das armas", de Amílcar Cabral (...) Esses poetas africanos tinham uma retórica de denúncia, de acusação do papel da força desintegradora, não apenas de afirmação da negritude"- de uma académica angolana à Rádio Nacional a propósito de mais um assinalar da data do massacre da Baixa de Kassanji. 04.01.14
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"Eu, quando entrego pautas à secretaria pedagógica, falo mesmo: está aí; se quiserem mexer, vocês já é que sabem. Porque eu já sei... Se você se mete a controlar como é que um aluno que só tinha notas baixas aprovou mais tarde, você só se vai stressar."
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Anedota

Uma vez um fotógrafo foi convidado para jantar em casa de um amigo. Durante a conversa, o fotógrafo começou a mostrar as suas imagens premiadas aos convidados. O seu amigo ficou bastante impressionado e disse: 
“Parabéns! Você tira fotos muito boas! Deve ter câmaras e lentes realmente boas."
O fotógrafo foi surpreendido pelo comentário, mas não pronunciou uma palavra. Após o jantar ter sido servido, ele agarrou a oportunidade e comentou:
“Você cozinha muito bem! Deve ter panelas muito boas!"
(Autor desconhecido)
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Caso 1

Aos meus amigos advogados e futuros profissionais da lei, aqui vai a solicitação de patrocínio judicial para um processo sumário. A balança do meu local de trabalho diz que"ganhei" quase dois quilos. Que anda ela a sugerir, que durante a quadra festiva comi mais que a idade? Difamação pura! Exijo reposição da verdade hahaha
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CITAÇÃO

"Lembro-me de 2013 como se fosse ontem. E tu?"
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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