terça-feira, 5 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

«UM POUCO DO MEU PASSADO» - ficção


Lembro-me como se fosse hoje: de manhã, eu e a minha mãe saímos para ir ao milheiral, como de costume. Naquela altura era verão. Normalmente, na época quente, nada de cultivo resulta. O milheiral foi secando aos poucos. Tudo começou a piorar, uma vez que era da terra que vinham os nossos alimentos.

Minha mãe Maria, toda angustiada, chamava-me:

-- Ó Frederico! Vem cá ver este inferno! É desta vez que morremos de fome…

E eu, todo pequenino, não percebendo o que se passava, desatei às gargalhadas.

Depois de alguns anos, a minha mãe perguntou-me se eu me lembrava daquele tempo. Eu disse que não, que não me recordava e depois ela contou-me. Após relembrar o passado, fiquei a reflectir durante um tempo… Sinto muito. Não queria que acontecesse… mas foi assim, no Huambo, em 1998.

Autor: Frederico Epalanga, aluno da 13ª A, in «Fanzine EFPB», Nº 4, revista da Escola de Formação de Professores de Benguela, Outubro 2013
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Turismo interno: Por estrada de Benguela a Kuando-Kubango

Depois de um turno de oito dias no emprego convencional, liguei as províncias de Benguela e Kuando-Kubango, cerca de 1500 km em ida-e-volta, oito horas ao volante de regresso, para se ter ideia. Parti na 6ª feira às 14h, pernoitando no Huambo. Com partida às 8h da manhã, a chegada a Menongue deu-se às 13h. Fiquei hospedado no Hotel Mulombe, cujo preço deverá ser revisto (está puxadinho, pá!). De modo geral, a cidade velha está limpa e a sua arquitectura é de um aspecto bem melhor do que o das cidades de Kwanza-Sul, Porto Amboim e Ondjiva juntas. A temperatura é um exagero, atinge 35ºC ao meio dia, 32ºC ao anoitecer, 20ºC ao acordar. O trânsito é menos pacato do que o do Namibe, mas não tão agitado como em Benguela e Luanda. Representa cartão postal, sem dúvida, o rio que atravessa a cidade, para o deleite dos habitantes, de quem se espera um redobrado sentido de responsabilidade e cidadania com vista à melhoria da higiene e consequente saúde dos banhistas. Aconselha-se ao turista um trabalho de casa quanto à pesquisa do que a cidade tem para oferecer, sob o risco de perder-se tempo na procura de lugar para hospedagem (não é como Benguela e Luanda, que esbanjam em termos de cama por metro quadrado). Há um restaurante que não fica longe do mais referenciados, nem em preços nem em qualidade. Guia-se bem, com alguns saltinhos a partir do desvio para o Kuito, o que faz grande diferença para quem, como eu, tem um carrito baixo, barato e frágil. Kuando-Kubango é a nona província do meu país que visito, faltando-me ainda outras nove, nomeadamente, Malanje, Kwanza-Norte, Uige, Lunda Norte, Lunda Sul, Moxico, Bengo, Zaire, Cabinda. Concluindo, viva a paz! 
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domingo, 3 de novembro de 2013

Vamos ao debate: Você casaria no dia dos finados?

(cortejo matrimonial na cidade de Menongue, província do Kuando-Kubango, sábado, 2 de Novembro 2013)
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Boa parte das habilidades que ganhei em metodologia de investigação científica, técnicas de leitura e técnicas de leitura, devo-as a este gentleman, o doutorando José Sasoma, um dos professores/fundadores do curso de Linguística/Inglês no Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED da Universidade Katyavala Bwila) de Benguela.

Por coincidência, estivemos hospedados na mesma pensão na noite de 6ª feira (01/11) Huambo, oportunidade bem aproveitada para trocar impressões sobre o turismo nacional, a vivência académica e a preocupação relativamente à tradição oral africana/nossa identidade.
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Acabado de chegar da aventura por estrada (1500 km em ida e volta), 8 horas ao volante de regresso do Kuando-Kubango. Cansado, mas satisfeito. Dentro em breve, publico fotos
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sábado, 2 de novembro de 2013

Aprumo

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Leituras

“A paz não é um estado primitivo paradisíaco, nem uma forma de convivência regulada pelo acordo. A paz é algo que não conhecemos, que apenas buscamos e imaginamos. A paz é um ideal”. Herman Hess, citado pela fanzine da Escola de Formação de Professores de Benguela, Setembro 2013
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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Um dos cinco jovens em convívio etílico na roullote ao portão

"É porque aqui, no Huambo, não valorizam. Noutras partes mesmo, a moça que te morre... você até não acredita!"
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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TV-ANGODEBATES (novidades 2022)

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