segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Nessa fase do ano, há tantos e tantos acidentes, que nem dá para imaginar. Mal chegamos a Benguela, vindos por volta das 18h30 do serviço, no Lobito, testemunhamos logo, na rotunda da Cruz Vermelha, o cenário de uma senhora atropelada. Estava estatelada no chão, enquanto o polícia de trânsito tentava, aflito, parar um hiace para a levar ao hospital. Já nas imediações do aeroporto 17 de Setembro/Nosso Super, dois senhores iam discutindo, enquanto pensavam provavelmente em quem pagaria os danos resultantes do choque entre carrinha e kupapata. Bom, é mesmo uma época para engrossar as estatísticas de sinistralidade rodoviária, da nossa polícia de viação e trânsito.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Entre hoje e amanhã, bem no último minuto da virada, vou tomar um trago, bem amargo, embora saiba à partida que nunca chegará a ser mais amargo do que a impotência e o cansaço que me envolvem. Esse preto está cansado desse pega, que no fundo nada pega! E como profissional de prostituição, quando amanhecer, será mais um dia, com a diferença apenas de ser um pouco mais chato do que os demais nesse 2011.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Ganhei do amigo Carlos Pacatolo o mais recente romance de Pepetela, depois de ter ganho no princípio deste ano ou fim do passado um livro (poesia/prosa) de Nuno Júdice, das mãos da amiga Cristina Amado. Na verdade, Foi nesse mesmo período que ganhei Sabor de Maboque, de Dulce Braga. Bom, não vale esquecer Sonância, do amigo Martinho Bangula nem tampouco Gravidez de um por do Sol, do amigo Lara. Houve um ano que ganhei via correios dois livros de Lili Laranjo, um dos quais com poemas de Natal. Em resumo, tenho sido um gajo de sorte rsrsrsrs, e olha que não inclui aqui os digitais.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
Crónica: Outro domingo que ofereci aos sobrinhos
Regressado por volta das 14h00 do Lobito, onde investi a manhã
com o rotineiro passeio até à ponta da Restinga, seguido de uma paragem em casa
da mamã, tirei a tarde para cumprir a segunda parte da promessa de passear com
sobrinhos. Muito gelado e espreitadela à praia (sem mergulhar, ainda).
Pelo Caminho da Baía Azul constatamos com agrado as obras de
ampliação da rodovia, que vai do cine Kalunga à vila da Baía Farta.
A turística Baía Azul recebeu-nos, alegre, com diversidade de visitantes, enfim, tudo para termos um dia diferente. Fomos até ao topo norte, de onde se aprecia a imensidão do oceano e, ao longo do arco, a ligação com a piscatória Baia
Farta. Infelizmente, fomos forçados a dar meia-volta, porque ali mesmo, sítio tão de todos, às 16h00, havia um Jeep com casal a ter relações sexuais.
Entusiasmadas as sobrinhas pelo colorido de um lodge ao
longo do troço, não tive outra alternativa senão desviar até este. Portão aberto,
ninguém para dar satisfação, crianças brincando, alegres, no fundo do quintal. Conclusão:
podia-se lá ter e apreciar os animais da selva e as belas plantas.
Errado. Uma matilha surgiu do meio do nada para desencorajar os curiosos, que
ficaram a salvo graças à atenção dos guardas. Acabou tudo em sorrisos.
De volta, pelas imediações do antigo posto de controlo, no
desvio que se tornou obrigatório para o acesso à Baia Farta enquanto durarem as
obras da via, estava montado o cenário de fatal acidente. Estatelado no
asfalto, o cadáver aguardava-se pela polícia de trânsito. Sem camisa,
provavelmente pelo ambiente de praia, o finando vinha ao volante de uma
motorizada Delop, que embateu forte e feio contra um turismo.
Foi um dia memorável. Espero, na minha qualidade de tio que
passa mais tempo na conversa com computadores e turbinas de avião, voltar a
proporcionar um passeio melhor, ou no mínimo igual a este, no ano que vem. É uma
pena que me tenha esquecido de levar a máquina fotográfica.
Gociante Patissa, Benguela, 4 de Dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
Rádio Diocesana de Benguela celebra primeiro aniversário de emissão à distância
A equipa
juntou-se este sábado (03/12) nas suas instalações, ao lado do Bispado, para comemorar
o primeiro aniversário do “Magazine da Rádio Diocesana de Benguela”. Trata-se
de um espaço de informação generalista sobre Benguela, produzido nesta província
do litoral centro do país e enquadrado na programação da Rádio Ecclesia de Luanda,
que o emite às manhãs de segunda-feira para aquela cidade na
frequência de 97.5 FM.
O “Magazine
Diocesano” é o mais visível sinal de aspiração da extensão do sinal da Emissora
Católica para todo o território angolano, um projecto que se acreditava
arrancaria em 2004, altura em que se intensificou a instalação de estúdios e
repetidoras em mais de seis províncias. Entretanto, a primeira fase viria a
revelar-se um erro de concepção, já que visava restituir a cobertura nacional
do sinal da Ecclesia em FM e onda curta, que se quebrou com o fim da era
colonial. A lei em vigor reserva tal privilégio à estatal Rádio Nacional de
Angola. O clero viu-se forçado a redesenhar o projecto para rádios de âmbito
provincial, estando desde o ano passado à espera da luz verde do Ministério da
Comunicação Social para o arranque.
Na cidade
de Benguela, enquanto a permissão não surge, o estúdio do projecto, que tem à cabeça
o Pe. Kakepa Graciano, retomou o processo de selecção de novos talentos através
da formação-acção. São na sua maioria jovens que tomam contacto pela primeira
vez com o mundo da rádio. O veterano José Manuel Alberto, que traz a
experiência das rádios Benguela e Morena, considera haver condições técnicas e
humanas suficientes para o arranque da Diocesana, e com isso reforçar a
pluralidade.
Horácio
dos Reis integra os 16 funcionários que dão vida à Diocesana. É o chefe de
redacção e mentor da emissão online, através do site www.radiodiocesanadebenguela.net.
Na visão do seu criador, o site permite medir progressivamente o retorno da
sociedade. “As pessoas continuam a pedir
mais. Antes era maioritariamente gente na diáspora, mas agora, até mesmo os cidadãos
residentes”, realça.
No ar há
sete meses, o site teve, ainda segundo Reis, três momentos altos de transmissão
em directo: a cobertura do “Quintas de Debate”, sob promoção da ONG Omunga (transmitido
para Luanda em conexão com a Rádio Despertar); a cobertura da missa do corpo
presente do Pe. Celestino Kamuko (transmitido para Luanda com a Rádio Ecclesia);
e uma emissão a partir do Lobito, que dista 30 quilómetros do estúdio.
Gociante
Patissa, Benguela, 03/12/11
Rádio Diocesana de Benguela tem talentos prontos para o mercado
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| Lídia da Silva |
Lídia da
Silva e três outras raparigas, uma das quais sonoplasta, destacaram-se entre as
duas centenas de jovens que vão surgindo para o teste. “Quando ouvi que deram continuidade ao projecto anterior, há um ano,
vim para cá”, conta. O Blog Angodebates quis saber como se sentia com a não
abertura de facto, já que a maioria dos angolanos não está familiarizada com a
Internet, onde ouviria a emissão online. “Dizer
que me sinto bem, se calhar, estaria a mentir, uma vez que o nosso trabalho só
é ouvido em Luanda, e quando vamos entrevistar, o público tem expectativa de
acompanhar os seus pronunciamentos”, confessou.
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| Hipólito Pinto |
Da mesma
tristeza alinha Hipólito Pinto, 27 anos, que se juntou à equipa há um ano, atrás de
um sonho. Hoje é repórter, locutor e entende de sonorização. “Me deixa muito
triste. Se pudéssemos fazer qualquer coisa para abrir essa rádio, faríamos. Mas
estamos também expectantes. À medida que caminhamos, acreditamos que o dia da
abertura está quase”, disse.
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| António Mateus |
António
Mateus, 22 anos, é outro polivalente. “É
um sonho que sempre tive, ser profissional da comunicação social, não digo
apenas em rádio, mas agora vejo que a rádio é uma paixão, é aqui que estou a
dar os primeiros passos”, revelou, para logo falar do impasse da abertura: “É uma pena. Conheço bem o país, como ele
está a andar. E sabemos que as causas da não abertura da rádio, se a gente
comenta, cria uma certa polémica”, referiu.
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| Samuel Quijingo |
Samuel
Quijingo, 31 anos, desdobra-se entre a informação e o entretenimento, sendo o animador
do programa vespertino “geração fantástica”, emitido em directo via Internet. Encara
a realização profissional como uma soma de pequenos passos, pelo que, para quem
veio de uma empresa privada de comercialização de perecíveis, está realizado. “Porque me sinto que comecei, estou seguro
na classe jornalística”, sentenciou. “Como
tenho familiares e amigos em Luanda, sinto que o trabalho é bem recebido pela
sociedade”, confessa.
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| Luciano Cambimbi |
Luciano
Cambimbi, 29 anos, é da leva que em 2004 acabou vendo o sonho desmoronar. Teria
razões para se sentir frustrado, mas, antes, voltou a embarcar nova fase do
projecto. “As condições parecem mais
sérias do que no projecto anterior, não digo que antes não fossem. Mas é que
agora, até, já conseguimos enviar matérias para Luanda, temos um espaço concreto
na grelha da Rádio Ecclesia”, assegura. “Há
vontade de aprender e aprender mais, para não termos contratempos quando isso abrir”,
acrescenta o também editor religioso.
Gociante
Patissa, Benguela, 03/12/11
Peito materno (algures entre os municípios de Caimbambo e Cubal, Benguela)
Segundo Figueiredo Casimiro Casimiro, via facebook, "Esta cerra chama-se VITORIA. Localiza-se no Kalenguele. Gostei dá acesso a minha terra CUBAL".
Eu vejo sempre um peito materno cada vez que olho nela. Nossa Angola tem dessas paisagens que fazem bem à vista de quem "rasga" o país por terra. bom fim de semana, amigo
























