segunda-feira, 18 de maio de 2009

Amostra de ocupações... é Angola a crescer

(Geralmente dependendo de como "se entendem" com os agentes do trânsito, os hiaces fazem andar o país e calibram os bolsos do patrão... já que nem todos têm carro próprio...)
(Inovação de uma ocupação que no resto do país é feita com carro-de-mão ou kangulo: a de roboteiro (em Luanda/ajudeiro (No centro e sul do país)/"tio António (no Lubango)... só que o do Huambo é... especial)
(Clientes e amigos dos livros fazem o escritor (Chico Pobre-esq-, Lara, Atanagildo, Bungo e Patissa. No dia em que "Consulado do Vazio" foi autografado no "Palácio de Vidro" 09/05/09)
(Benguela e Huambo partilham, também, vastos talhões de massambala. Com essa de biocombustíveis, a agricultura terá de ser novamente a base, para uma indústria que deverá ressuscitar como factor decisivo - ou importaremos até o ar para respirar...)
(Meninas do Huambo, abrindo caminhos para a escola. É como digo, vamos longe... com livros na mão)

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Letreiros e sítios no Huambo

Restaurante e piscina (Granja "Pôr do Sol")
(Jardim da Cultura)
(Granja "Pôr do Sol")
("Utiliza-me", diz o caixote de lixo...)

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sábado, 16 de maio de 2009

Sinal da TV-Zimbo em Benguela não é novidade

Há alguns (bons) dias que em Benguela se pode acompanhar sem sobressaltos as emissões da TV Zimbo e TPA-Internacional, basta para o efeito adquirir o Kit da TV-Cabo. Cerca de USD 250 é quanto custa o kit e oferece, para além da antena parabólica e do respectivo descodificador, 13 canais. E tem como vantagem o facto de a validação cartão ser “vitalícia”.
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A TV-cabo, cuja divulgação é feita de boca em boca, responde à solicitação (unicamente) através de chamada telefónica. Não se-lhe conhece a sede.
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A cidadã Ermelinda (nome fictício) encara com expectativa o evoluir do serviço de informação da TV Zimbo, isso, depois que assistiu a uma reportagem sobre o roubo de propriedade intelectual entre duas estudantes universitárias finalistas. “Uma roubou a pen-drive da outra, que continha trabalho de pesquisa. A lesada acabou por reprovar, mas a gatuna, só boca…!”, conta com indignação. No entanto, lamenta que o pacote da TV cabo, não obstante o custo barato, está longe de satisfazer quem já foi cliente da Multichoice. Os 13 canais não contemplam os habituais canais SIC, RTP (Portugal), Globo, Record (Brasil) tão-pouco canais desportivos.

A TV Zimbo é propriedade do Grupo Media Nova (capital luso-angolano, que tutela o Jornal O País, a gráfica Dhamer e a Rádio Mais). Com aproximadamente seis meses de emissão experimental, cobrindo nos termos da lei apenas a província de Luanda, a Zimbo deu ontem a conhecer a sua inserção no pacote da Multichoice e passa a ter 18 horas diárias de emissão.
fotos: 1) selo da edição especial de 15/05/09; 2) a apresentadora (ex-miss Angola) Karine Manita entrevistando José Caliengue, editor de política do Jornal O País; 3) Sílvio Kapuepue, jornalista Desportivo.
Gociante Patissa, Benguela 16 Maio 2009
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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Crónica: “Mas não devia”

«Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.», começa assim um texto de Marina Colasanti que achei no Blog ANAcoluto e cronismos...

«Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia», diz a poesia. Mas, minha cara, haveria outra forma de suportar o fôlego? Não será isso mesmo viver (no fundo sobreviver) às nossas bíblicas impotências?

Coisas, tempo, memórias, pessoas, amores, tudo. Um dia a gente tem, outro dia já nada sobra. E aprendemos a não ter… pelo menos por algum tempo, como é o caso do meu irmão. A gente se acostuma a levantar a cabeça, mesmo que nos pisem sobre ela. Será que não devia? A gente se acostuma que a vida é para a frente e sempre em frente caminhamos…

É desculpar-me por essa ladainha, mas é que faleceu recentemente o computador portátil HP do meu irmão mais velho. Queimou a motherboard. Se bem o conheço, quebrava-se assim o melhor brinquedo da vida dele, uma porta que o projectava para o mundo do dia seguinte, ou do dia de ontem (dependendo do clic), uma máquina multiplicadora de amizades e conhecimentos.

“Será por causa das oscilações da corrente eléctrica?”, pergunto-lhe. “Acho que sim”, responde-me com uma incerteza que só faz sentido no sentido figurado. A única vantagem é que, ao contrário da irreversibilidade na morte de seres vivos, no caso dos objectos que se quebram ainda podemos sonhar com a ressurreição. Mas “não tem recuperação”, disse-lhe já o técnico. E ele teve de se acostumar com a dor de cabeça de quem se revolta perante a morte de um bem tão novo ainda em sua posse… De que adianta ter saldo no modem, se não existe (mais) um PC para se conectar à Internet?

A gente se acostuma a pagar com regularidade o consumo da energia eléctrica, algo irregular e que nos queima (ou nem sequer arranca) os electrodomésticos… mas não devia (ou se calhar devia, no caso dele, por ser funcionário da empresa de electricidade).

Gociante Patissa, bairro da Santa-Cruz, Lobito, 13 Maio 2009
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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Manuel José é o novo técnico dos Palancas Negras

O treinador português do Al-Ahly vai trocar o clube egípcio ao fim de nove anos de ligação, para abraçar o comando técnico da selecção de Angola.

De acordo com um texto publicado no “site” oficial do clube, a direcção do Al-Ahly concordou em libertar Manuel José, que tinha contrato até 2010, pouco depois de o treinador chegar a acordo com a federação angolana.

“Manuel José disse há algum tempo à direcção do Al-Ahly que poderia não cumprir o contrato até ao fim e que estava a considerar uma proposta”, diz o clube no “site” oficial, acrescentando que o técnico “informou hoje o Al-Ahly da decisão que tomou”.

O técnico de 63 anos mudou-se para o Egipto em 2001, depois de ter sido substituído por José Mourinho na União de Leiria. Manuel José alcançou o estatuto de um verdadeiro ídolo no Egipto com os títulos conquistados pelo Al-Ahly. Entre campeonatos nacionais, taças, supertaças e ligas dos campeões africanos, o técnico algarvio deu 18 títulos ao clube do Cairo.

10 May 2009
Fonte:Angonotícias, citando o "Público"
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Crónica: “O bunker”

O Rav-4 em que seguíamos pára ao portão. O polícia do lado de dentro faz um gesto giratório com o indicador direito, num claro “façam meia volta, retirem-se imediatamente!”. Só nesta altura nos lembramos de olhar para o relógio, que por acaso até marcava 17 horas e qualquer coisa. Será por ser tarde ou por ser sábado?

Nunca pensei que o Huambo tivesse algo que me fosse excitar algum dia, depois da impressão negativa de há quatro anos atrás – havia mexido demais com o meu lado sensível ver crianças menores de 15 anos fabricando carvão ou no biscato de camponeses para alimentarem os avôs, em aldeias e Ombalas (município da Tchicala-Tcholohanga) situadas a menos de 200 Km do Huambo sede, que já esbanjava Jeeps, “palácios” e concursos fúteis bem recompensados –. Mas volvidos quatro anos, curiosamente, estava eu (entre e com os amigos) ansioso, rezando para o polícia ser mais generoso. Era um “must” a visita à Chianga, a base da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA).

Chico Pobre, rico em dinamismo por sinal, desce do carro para abordar o polícia do lado de fora. Este, num misto de charme e autoridade, caminha em direcção contrária. Mas não resiste perante um Chico persistente e bem instruído a “representar” que vinha no carro um escritor ávido de explorar as potencialidades turísticas do Huambo. Exibia inclusive o livro, como que a dizer “é verdade mesmo, chefe!”. Passados poucos minutos, três outras viaturas juntam-se à fila, crescendo a onda de nobres motivos, e o polícia, “angolanamente”, permite a entrada.

Enquanto o carro segue à velocidade de funeral, vejo-me baralhado com tanto a ver, tanto a fotografar. E agora, falo mesmo assim!, a quem ainda duvida da legitimidade do Huambo em reclamar o estatuto de “Capital Ecológica” perguntem-lhe só se já visitou a Chianga…

Mas a surpresa estava ainda por vir. “Vocês já viram um bunker a sério?”, desafiava um turista encontrado no local. O nosso “não” era evidente no semblante apanhado desprevenido.

Só mais dois passos, estávamos à entrada do bunker… de Jonas Savimbi. Com todos os mitos que o nome e a guerra acarretam, estávamo
s entregues ao relato das façanhas “do mais-velho” na voz de um dos agricultores. Da parte do nosso guia, não faltou o convite para enfrentarmos a treva do antigo esconderijo de luxo do líder “carismático mas brutal”. A aventura era, no entanto, impossível para quem contava só com as lanternas dos telemóveis. Nem mesmo eu, cujo primeiro emprego foi andar em câmaras-escuras na revelação de rolos e impressão de fotografias a preto-e-branco, aceitei. Podia se dar o caso de existirem cobras ou outros bichos letais… e não ficava bem incomodá-los (portanto, uma questão de respeito ao próximo, não de medo…!).

Já a sair, vemo-nos forçados a testemunhar o filme de um casal fazendo amor no seu carrinho de vidros transparentes, bem à beira do lago, num local tão alcançável, tão de todos, que só mesmo a ditadura da libido justificaria tal egoísmo.

Manda a consciência de turista reconhecer que o rosto da cidade do Huambo melhorou acentuadamente. Fica até difícil lembrar-me daquela imagem anedótica de estradas com semáforos bons mas sem asfalto. “Agora o Huambo é outro”. E quando chegar a hora de regressar, levo mais uma lição comigo: o Huambo é para se ir conhecendo aos poucos. Nada melhor que voltar.

Gociante Patissa, Palácio de Vidro, Huambo 10 de Maio de 2009
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Rios, lagos e águas do CUBAL

Chamam-lhe riacho/barragem do rio Dondi, a cerca de 10 km a leste da sede do Cubal
É preciso andar para ver...
Os dialécticos mini-autocarros Toyota Hiace, ligando o país
Rio Cubal na ponte da entrada ao Cubal

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Ainda chove no Huambo

Rostos do Huambo
....
umas vezes de noite, outras de dia
quase sempre sem avisar
vem a chuva tudo molhar
o rosto verde alargar
é o Huambo e a recompensa às férias
.....
Gociante Patissa, Huambo, 06 Maio 2009
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"Consulado do Vazio" será autografado este sábado lançado no Huambo

Depois de Benguela, Huambo acolhe o lançamento do livro de poesia "Consulado do Vazio", de Gociante Patissa, uma colecção de textos escritos ao longo de 12 anos, com ilustração de capa de Délio Batista.
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- Sábado, dia 9 de Maio a partir das 9 horas no espaço do Palácio de Vidro (Cybercafé, cidade alta do Huambo)

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- Domingo, dia 10, às 17 horas na portaria do Cine Comandante Bula Matadi, num encontro com o teatro do grupo "Vozes de África".
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Se estiver no Huambo, já sabe, passe pelos locais acima indicados e adquira o seu exemplar.
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Na foto: o promotor do evento no Huambo, Horácio Sacupema Barato "Coragem" (esq) e o autor, Gociante Patissa (dir) no Jardim da Cultura, cidade do Huambo
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terça-feira, 5 de maio de 2009

Crónica: “O regresso ao Huambo, quatro anos depois” (I)

De repente, o toque no teto, aquele jazz umbilical que só a chuva sabe orquestrar. Pouco importa se foi por poucos minutos. Deu para vê-la e sentir que me dava as boas-vindas. Obrigado, senhora dona chuva, que já ia longa a saudade, já que nunca mais passou lá por Benguela.

Depois daquelas chamadas e SMS para a família e pessoas chegadas, depois de um bom banho, seguido de um bom funji com repolho, há forças para juntar umas ideias. Claro, com as nádegas cansadas (a esponja na verdade é “rasa”), sono aparentemente acumulado, daquelas coisas que só quem viajou por terra sente. Foram cerca de seis horas em três Hiaces diferentes, tudo por culpa do Novo Código de Estrada, uma ida memorável pelos ligeiros impasses.

Era pouco depois das cinco e meia quando chegamos à paragem “camioneiro”, seguindo as orientações baixadas ontem pelo bilheteiro da SGO. «Não recebemos dólares e também os [22] bilhetes para hoje já acabaram. Amanhã vendo os outros 22… é a regra da empresa», sentenciava. Ainda sugeri a elaboração de uma lista de espera. “Não! Aqui não fazemos isso, vem só amanhã”. Ordem dada, ordem cumprida (não é assim quando não se está em posição de vantagem?!). Mas à hora combinada, hoje, e com aquela “frieza profissional”, disse-nos o compatriota que só tinha bilhetes para o autocarro do dia seguinte. «Os colegas não avisaram, até a minha família perdeu lugar», sustentou.

Um Hiace era justa alternativa, até porque cobrava os mesmos 2.500,00 kwanzas que o autocarro. Carro lotado, motorista ausente. Pega o cobrador no seu telemóvel e, quinze minutos depois, lá surge o mestre justificando, baixinho, que estava a dormir. Às seis e quarenta e tal deixávamos o parque. Parecia táxi de outro “mundo”, tal era a comodidade lá dentro. Motivo? O novo Código de Estrada tem fama de severo em casos de excesso de lotação.

«Daqui ao Huambo fazemos quantas horas nessa via da Ganda?», perguntei ao cobrador, na mania de controlar sempre o tempo. «Isso não se conta», desencorajou.

Postos na Ganda, surgia uma conversa “estranha” sobre operação stop. O “nosso” motorista apercebe-se de que “está mesmo duro, licença de táxi da província de Benguela não vale no Huambo”. Multa? Cento e noventa mil kwanzas. Meia hora depois, surgia uma solução criativa: troca de passageiros com outro Hiace vindo do Huambo. Adeus conforto, já que o motorista não temia superlotação.

A meio do caminho, um sonante protesto tomava conta dos passageiros, que acabavam de ouvir a conversa ao telefone, na qual o motorista negociava com um suposto subordinado a possibilidade de findar apenas em Longonjo, passando os passageiros para outro Hiace que tinha a pintura azul-branco.

«Só aceitei vos trazer para vos facilitar… isso já é um endendimento motorista-motorista; vocês, como passageiros, já não têm nada a ver», defendia-se. O protesto baixou de tom, mas a viagem continuou até Caála. «Aqui vocês têm que endender o meu caso. Sem pintura própria não posso entrar na província, só nos municípios». Silêncio. «Meu tio mesmo é comandante da Viação e Trânsito, me chamou atenção, que não vale a pena arriscar». Lá o homem pagou os 50 kwanzas por cada passageiro e estávamos outra vez a mudar de carro. No final, como nos filmes, tudo saiu bem… e ainda bem!

Espero, ansioso, que me levem a passear para rever o Huambo sede. Gostaria (mesmo!) é de ter novidades a respeito de algumas povoações e Ombalas, que conheci enquanto integrante de grupo de pesquisa em 2005: Ombala Tchiaia, Sambo e Mbave. Até amanhã…!

Gociante Patissa, Kalomanda, Huambo, 5 de Maio de 2009
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domingo, 3 de maio de 2009

(Nós somos pela) liberdade de imprensa

A 3 de Maio de 1991 é feita em Windhoek uma declaração no sentido de proteger universalmente a liberdade de imprensa. Por isso se comemora sempre a 3 de Maio o dia da liberdade de imprensa. Mas essa é das tais datas sem data precisa: para haver liberdade a imprensa tem que exercê-la diariamente. E para haver imprensa livre temos que ser, todos, diariamente livres.
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sábado, 2 de maio de 2009

Crónica: "De malas quase arrumadas"

E como se o mundo decidisse de uma vez por todas ser generoso comigo, ainda não tocou o telemóvel para assuntos que tivessem a ver com aviões, bilhetes de passagem, etc. É caso para dizer que iniciaram bem as férias anuais de serviço, que já vão no seu segundo dia.

Sensação estranha, vejo-me a reaprender que existe fim-de-semana prolongado, estando no lugar de quem procura serviços para relaxar. De repente você se vê livre do relógio, como “gente normal” que não tem que dar no duro no feriado para completar o relaxe dos outros… Louvadas sejam as férias, assim na escola como no trabalho!

Tudo o que me interessa agora é viajar um pouquinho por algumas províncias, andar por aí a montar a minha "mesa" para continuar com o lançamento do livrinho de estreia “Consulado do Vazio”. Não é poesia o que a juventude quer ler nos últimos tempos, bem sei que ela não saltita como o Kú-duro, mas lá vou eu com a contumácia de poeta, “impondo” aos que cruzarem o meu caminho o reforço das suas bibliotecas domésticas.

Pressinto que o Kwanza-Sul tem mais a mostrar fora da estrada de Luanda; como um sonhador, dormir e, ao acordar, sentir que o Lubango e o Namibe me acolhem como turista que traz, mais do que receitas económicas, uma proposta literária. E por que não enfrentar Luanda? Sei que não seria o primeiro criador munido apenas com o poder da humildade e a força sagrada da amizade.

O plano é ambicioso para quem só tem o subsídio de férias para gastar, mas se não der para as despesas de marketing para o lançamento, dará com certeza para viajar, conhecer locais, rever cidades e pessoas. Atrevo-me a acreditar! Turismo, isso mesmo, fazer turismo, sem grande cash nem chave de carro, apenas com olhos de ver e mente de imaginar.

No entanto não fazia parte dos planos ter enxaquecas, como a que tive esta manhã, quando ainda tinha diante de mim um monte de loiça (acumulada durante semanas) para lavar (própria de solteiro preguiçoso, né?!). Até entendo que ninguém adoeceria por mim, mas é já mesmo logo uma enxaqueca para alguém que nem sequer andou aos copos (que daria em ressaca)?!

Mas como dizem os brasileiros, “vazo ruim não quebra”. Não sei se é o meu caso mas já estou bom. Um abraço aos amigos, meus e os do Blog Angodebtes. E se não nos virmos tão cedo por aqui, a culpa é das férias. É que não me decidi ainda se levo o meu velho portátil comigo ou não. E sobre isso, qual é a sua ideia?

Gociante Patissa, Benguela 2 de Maio de 2009
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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