terça-feira, 12 de agosto de 2008

Benguela: novos talentos motivados a romper o anonimato. Lançamento do "Consulado do Vazio" abre caminho a novas obras literárias

«Os munícipes benguelenses e amantes da literatura foram brindados recentemente com mais uma obra literária. Trata-se de "Consulado do Vazio", da autoria do escritor Gociante Patissa», destaca na sua secção de Cultura do Jornal Chelapress, edição nº 105,de 02/08. Por seu turno, O Jornal Angolense, num artigo assinado por João Marcos, destaca que a obra, que deixa antever uma carreira coroada de êxitos (sic), surge numa realidade (a de Benguela) de um grande vazio quanto à produção literária.

A cerimónia de apresentação foi animada por amigos da trova e da declamação da praça local e não só, cabendo a componente formal ao crítico literário e professor Universitário Francisco Soares (à esquerda), a quem o autor (ao centro) já solicitou a mesma abertura para futuros candidatos à publicação de obras.
«Estamos ainda na ressaca do lançamento, naquela fase de pedir desculpas àqueles a quem não deu para mandar convites e receber desculpas dos que não puderam lá estar», esclareceu GP para de seguida afirmar que «esta obra não é apenas o livro de estreia. Está a ser também uma oportunidade de conhecer pessoas com as quais tenho estado a aprender bastante, destacando-se o professor Francisco Soares, docente universitário e crítico literário, que, mais do que crítico, tem sido uma espécie de padrinho, quer mostrando questões técnicas, quer portas. O mais recente encontro com o renomado autor, e também professor universitário, Abreu Paxe, contou com a sua ajuda».
Embora a componente financeira seja um claro handicap, a verdade é que agora os jovens ganham mais uma motivação. Em entrevista ao programa da Lena Sebastião, "Pista Livre", na Rádio Benguela, no sábado, 02/08, Gociante Patissa lamentou haver muita poesia a morrer nos cadernos do quarto, algo que poderá ter dias contados a julgar pelo facto ser contactado por várias pessoas com pretensões de escrever/publicar também. Vale aqui apontar o exemplo de Martinho Bangula, uma referência nas lides literária e radiofónica nestas paragens, que deu a conhecer, no programa “Hora Quente” da TPA-2, a intenção de lançar a sua obra já no próximo mês de Novembro, igualmente sob a chancela da Editora KAT-Empreendimentos e consultoria, LDA.

Questionado se podia a sociedade contar com a sua ajuda para o surgimento/lançamento de outros autores, GP disse ser, ele também, "vítima" da ausência de cursos de literatura, intensivos que fossem, de tal modo que a sua obra é fruto do que se sente, lê e quer aprender. Portanto, se na base disso for solicitado a prestar o seu humilde apoio, não poderá dizer não. Para mais, recitou:
Não se fez manhã ainda

Sou mais um
um mais apenas
entre milhares de anónimas penas

Pinto nestas linhas de poema desarmado
um marco do respeito pelas ideias
que morreram no peito
sem terem subido à boca ou descido às mãos
ou beijado montras

Àqueles cuja imaginação e sonhos
se tornaram predilectos rivais
empresto uma certeza
com o calibre das outras e algo mais
não se fez manhã ainda
e não há obstáculo crucial
quando vai o coração aos pedais

“Consulado do Vazio" sai com a chancela do KAT-Consultoria e empreendimentos LDA (representada na cerimónia por Cristóvão Kajibanga, à direita na foto), e traz à capa a gravura "De pernas cruzadas", do artista plástico Délio Batista. De 51 páginas, o poemário é uma colecção de textos escritos ao longo de 12 anos, tendo o mais recente surgido em Abril de 2008. Subdivide-se em três capítulos e retrata respectivamente o "Quotidiano, Cidadania e Esperança", "A Natureza e a Voz das Paisagens", sendo que o último, "Amores e Desamores", inclui um poema em língua (materna do autor) Umbundu. Impresso na Gráfica Aguedense, com uma tiragem de 1500 exemplares encontra-se à venda pelas principais livrarias e tabacarias das cidades do Lobito e Benguela ao preço de Kz 650,00.
O primeiro poema do punho do autor surgiu em Fevereiro de 1996, na ocasião, visando participar das gravações do programa infantil "Comboio da Amizade" da Delegação Provincial da Televisão Pública de Angola (TPA) em Benguela.
Angodebates
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quinta-feira, 31 de julho de 2008

"África mãe Zungueira"

(Nossa homenagem às mulheres desta imensa África. Angodebates)

Esta que se aproxima
carrega uma criança às costas
e outra no ventre
uma nuvem húmida rasga-lhe a blusa
lembrando que é hora de parar e amamentar
e lá vai ela seguindo o itinerário que a barriga traçar
gestora de um ovário condenado a não parar
porque é património social
penhora o útero na luta contra a taxa de mortalidade

Conhece bem demais a cidade

não tanto pelos monumentos
mas pela necessidade
viandante como a borboleta
fez-se fiel e histérica amante
da lei da compra e venda de porta à porta
uma lei entretanto não prevista por lei
“depender só do marido? Nunca”
mal acordou a urbe já peleja aliciando clientes
no estômago só o funji do jantar de ontem
sem tempo sequer para escovar os dentes

Lá vai mais uma dobrando a esquina

de pregão firme como a voz do tambor
humilhada aos poucos pelo sol

nos mapas de salitre da poeira que adormeceu no suor

Forte por fora muitas vezes vulnerável no íntimo

veja esta nos olhos encarnados grita despercebida
uma mulher mal amada
nunca descoberta
rainha de etapas queimadas
ele que devia ser companheiro
é de se esconder no copo
quando os ventos são ásperos
autêntico chá em taças de champanhe
não estar disposta para mais um suor sagrado
é para ele frontal apelo à violência
habituada a levar da cara
odeia a sinceridade do espelho

Por aqui passou mais uma profissional da zunga

protagonista anónima com mil mestrados da vida
contudo não contada na segurança social
para o turista uma espécie de paisagem
rosto de uma noite que lançou a mulher
às avenidas dialécticas dos centros urbanos
no seu dever de sustentar a sociedade
a mesma que a condenará antes de amanhecer
por não participar da vida política
ou por não saber ler
nem escrever

In «Consulado do Vazio», 28, Gociante Patissa, KAT-Benguela, Maio 2008
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terça-feira, 29 de julho de 2008

novos poetas em benguela (do Blog Soantes)

http://soantes.blogspot.com/2008/07/novos-poetas-em-benguela.html

Surgiu em Benguela, nestes últimos tempos, uma editora, a KAT, ligada a uma associação cívica. A sociedade civil levanta o estandarte da cultura. A editora abriu uma colecção chamada «Nova Safra» para publicar novos poetas da província de Benguela. O primeiro número saiu agora mesmo, sendo o feliz premiado um jovem promissor, Gociante Patissa. O título é Consulado do Vazio. Quando voltar a luz transcreverei um poema dele.

posto por soantes às 17:49
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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Para rir: Político erudito contra bêbado (mas) inteligente... A estranha beleza da língua portuguesa

NOTA: É uma anedota recebida por e-mail, numa colaboração do amigo João Gomes, a quem desde já se reitera a gratidão, e desejamos a todos "bom proveito". Angodebates.
*Este texto é dos melhores registos de língua protuguesa que eu tenho lido sobre a nossa digníssima 'língua de Camões', a tal que tem fama de ser pérfida, infiel ou traiçoeira. *
ESTRANHA A BELEZA DA LÍNGUA PORTUGUESA

Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:
- *Compatriotas*, *companheiros*, *amigos*! Encontramo-nos aqui,*convocados *, *reunidos* ou *juntos* para *debater*, *tratar* ou *discutir* um *tópico*, *tema* ou *assunto*, o qual me parece *transcendente*, *importante* ou de *vida ou morte*. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha *postulação*, *aspiração* ou *candidatura* a Presidente da câmara deste Município.
De repente, uma pessoa do público pergunta:- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa? O candidato respondeu:
- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; A terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.
De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e 'atira':
- Senhor postulante, aspirante ou candidato: (HIC) o facto, circunstância ou razão pela qual me encontro num estado etílico, alcoolizado ou mamado (HIC), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (HIC) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca (HIC). E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou juntando (HIC) os seus haveres, coisas ou bagulhos/trastes (HIC) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (HIC) à *Leviana da sua Progenitora*, à *Mundana da sua Mãe Biológica* ou à *Puta que o Pariu*!

Viva a paz, viva Angola!

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sábado, 19 de julho de 2008

Alguns poemas da obra "Consulado do Vazio" que já se encontra nas bancas nas cidades do Lobito e Benguela

Canos soltaram gargalhadas
E no rosto deste sonho sem fim
que já passou da idade de ir à escola
pintam-se telas de alegres destinos
traçados com vontade e certezas cantadas
os gatilhos não mais cumprirão os dedos
o automatistmo que os envaidece adormecerá
blindados sentar-se-ao
ao chão
esquecidos
enferrujados
as covas não mais serão notícia
«In Consulado do Vazio, Gociante Patissa, KAT-empreendimentos e consultoria, Benguela, Maio 2008»
Isso eu já sei
Quando partirem
não os censurarei
se me abandonassem
não os condenaria
nem que me viesse alguém atiçar o faria
Que não fui para os que me conheceram
exemplo consistente de companhia
ora isso eu já sei
«Idem»
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quinta-feira, 3 de julho de 2008

Nosso contributo para a melhoria do Hotel M’Ombaka (É preciso não voltar a parquear viaturas no passeio)

São cada vez mais evidentes os sinais da entrada em obra do Hotel M’ombaka. Ao alcance do olho de qualquer cidadão está a aplicação (ainda não concluída) da vedação do edifício e do recinto do jardim adjacente com chapas de zinco, isso sem nos esquecermos dos chineses “residentes” - habitualmente repousando em “maralha” nos bancos do jardim ou "pendurados" nas janelas de um dos andares do edifício e que para as crianças servem de “paisagem”. Dentro de cinco meses, fazendo fé nos “timings” da Maboque (esqueçamos, por favor, a tradição de não se cumprirem os prazos das empreitadas em Angola), teremos de volta o “nosso” Hotel M’Ombaka aberto ao público.

Enquanto aguardamos com ansiedade pela reinauguração, algumas perguntas que se impõe colocar:

1. Terá acatado as sugestões ecoadas pela imprensa, no sentido de se acabar com as “puxadas” de energia para a vizinhança, pelo menos de forma tão pouco estética e um tanto perigosa com cabos à vista?
2. Continuaremos a assistir ao deselegante espectáculos de jeeps top de gama parqueando no passeio e na faixa de rodagem à porta do edifício, na ausência de um sítio apropriado para o efeito, para o óbvio atropelo às regras de trânsito?
3. Será o recinto do jardim (também vedado para obras) propriedade do Hotel M’ombaka, ou da administração Municipal de Benguela?

Bom, o que o Angodebates defende é que, tendo em conta o largo espaço do recito do jardim, sintuado entre dois quarteirões, então que se aproveitassem pelo menos 15 metros de comprimento e 4m de largura da parte da rua descendente que dá à Angola Telecom. Com todos os riscos próprios de sugestões não saídas da banca de arquitecto, parece-nos que entre continuar a obstruir o passeio (só) para manter intocável o rosto deixado pelo colono e devolver o passeio aos peões, essa última premissa deve prevalecer.
É nossa sugestão, enquanto cidadãos, até que nos digam que já foi descoberta uma saída mais aconselhável para enterrar a grande trapalhada que é para o hotel o parqueamento de viaturas.
Gociante Patissa
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segunda-feira, 23 de junho de 2008

Hoje não há forças para escrever. Descansem em paz irmãos zimbabweanos!

Aqui jaz a nossa homenagem às vítimas (já consumadas e/ou por consumar) face à "criancice" política nas eleições do Zimbabwé. Um dia vão se lembrar que o povo só é útil (e válido de ser governado) quando estiver em vida... Depois querem q a juventude seja patriota e goste da política-partidária...! Vocês é que sabem. Sinceramente, hoje só sei que estou muito aborrecido e metade dessa página deixo em branco. Descansem em paz, irmãos zimbabweanos, e que a história se desculpe algum dia!
Gociante Patissa
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sábado, 14 de junho de 2008

Pesquisa Fracassada... (*)

A ONU resolveu fazer uma pesquisa em todo o mundo.Enviou uma carta para o representante de cada país com a pergunta:

"Por favor, diga honestamente qual é a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo".

A pesquisa foi um grande fracasso. Sabe porquê?
1. Todos os países europeus não entenderam o que era "escassez".

2. Os africanos não sabiam o que era "alimento".
3. Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre o que era "opinião".
4. Os Portugueses mal sabem o significado de "por favor".
5. Os norte-americanos nem imaginam o que significa "resto do mundo".
6. A assembleia Angolana está até agora debatendo o que é "honestamente".

(*) Roubada ao Blog Desabafos Angolanos
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Encerramento do Hotel Mombaka é para seis meses

Seis meses é o tempo que permanecerá encerrado ao público o Hotel M'Ombaka, na sequência da determinação do Ministério da Hotelaria e Turismo após a morte do luso-caboverdiano ex-técnico dos "Palancas negras", Carlos Alhinho. O defeso será aproveitado para obras profundas, segundo revelou na manhã de hoje, 14/06, Nelson Ventura, que falava pela Maboque em directo ao programa "Aiué Sábado" da Rádio Morena comercial na cidade de Benguela. A "Maboque" é a empresa que gere aquela que é uma das mais antigas e referenciadas unidades hoteleiras na província de Benguela.
Durante a curta entrevista, por si solicitada à RMC, Nelson Ventura garantiu que o vínculo com os funcionários continua em pé. Disse também que está prevista a reinauguração do Hotel M'ombaka com "tudo novo", sendo que a louça actualmente em uso será distribuida aos trabalhadores.
O Angodebates constatou ainda ontem no local a aplicação de vedação à volta do edifício de seis andares, à base de chapas de zinco. Por outro lado, as cercanias assistem ao intenso movimento de operários e máquinas da construtora brasileira Odebrecht, por se enquadrarem no leque de ruas prioritárias a atacar no âmbito do programa do Governo de asfaltagem e recelagem de 36Km na cidade capital da província.
Gociante Patissa
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quarta-feira, 11 de junho de 2008

Mbi oyongola okupiñala o'telemovel ya inakulu yange? (Alguem quer herdar o celular do meo avô?)

Foto de autor não identificado
Tualisanga p'onambi olosayi viapita ndeti. Inakulu yange Kalonga yu wakala lokuliyeya. Ombangulo yaco yafetika eci vakota liange vo'pula heti:
- A vavó, puãi o telemovel yove yipi?
Eye yu watambulula hati:
- Ame ndakava. Ndaciyikila vo'mala. Nda umue oyiyongola eye ayupe. Ocina oco cilinga okuti ndacilandela ale ekui l'eceha (19) kolo'saldo alopo cilia ño olombongo?! Ame oco vo sicitela!!!
Inakulu yange lolopapelo vyaco kavisilivila vali kavinilesi. Okutala kosi yutima, walavokaile ño cimue okuti cilia ño lumosi, catela. O telemovel puãi yasapa!!!

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T R A D U Ç Ã O

Encotramo-nos num óbito nesses últimos meses. O meu avô Kalonga pôs-se então a lamentar. A conversa iniciou quando os meus/minhas kotas o questionaram:
- Onde andará o teu telemóvel, avô?
Foi então q respondeu:
- Estou farto. Fechei aquilo na mala. Sse alguem quiser que venha buscar. Então não basta ter comprado 19 saldos e aquilo continua a pedir mais (para recarregar), sempre a me dar cabo do dinheiro? Eu também assim não aguento!!!
O avô nem sequer deitou fora o que sobrou dos cartões já carregasdos, é como se fizesse colecção. No fundo, ele gostaria mesmo (e gostaria) é que o bicho comesse só uma única vez, para toda a vida. É que o telemóvel afinal é guloso!!!

Gociante Patissa
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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ministério da Hotelaria determina encerramento do Hotel Mombaka

Foto de autor não identificado
Na sequência do acidente com o elevador que resultou na morte do luso-caboverdiano profissional de futebol, Carlos Alhinho, o Hotel M'ombaka encontra-se oficialmente encerrado desde a passada sexta-feira, 06/05, deu hoje a conhecer a Rádio Nacional em Benguela. Com o encerramento, quer será provisório embora não se saiba até quando, a Direcção do Hotel M'ombaka cumpre uma determinação do Ministério da Hotelaria e Turismo.

À Direcção da referida unidade hoteleira foi ainda recomendada, pelo organismo de tutela, a contratação de uma empresa vocacionada à instalação e manutenção de elevadores, bem como a instalação do sistema de vigilência electrónica.

Segundo a fonte que vimos citando, o processo encontra-se em aberto sob a alçada da Polícia de Investigação Criminal, uma vez não estar concluida a peritagem policial.
Gociante Patissa
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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Transferir a capital de Angola para a província do Huambo. O que pensas? (*)

A capital de Angola devia ser transferida para outra província, por exemplo o Huambo ou o Bié, defendeu hoje em declarações à Lusa a escritora angolana Maria Alexandra Dáskalos."Sou defensora disso. O que aconteceu nestes mais de 30 anos foi que realmente houve uma altura muito megalómana, muito macrocéfala de Luanda em relação ao resto do país. E seria altamente positivo deslocar a capital, porque Luanda se tornou numa cidade de rotina insuportável. É um desastre urbanístico", disse.
Nascida no Huambo, Maria Alexandra é sobrinha do nacionalista angolano Sócrates Dáskalos, fundador em 1961 da Frente de Unidade Angolana (FUA), e lançou quinta-feira em Lisboa um livro em que publica a tese de mestrado em História Contemporânea, com o título "A Política de Norton de Matos para Angola - 1912/1915", da responsabilidade das Edições Minerva Coimbra.
Maria Alexandra Dáskalos justificou a escolha do tema pelo que considera ter sido o "papel fundamental de Norton de Matos no lançar das bases da Angola moderna" durante o primeiro período de governação, entre 1912 e 1915. "A reforma administrativa e o redesenhar do mapa de Angola, com as 'campanhas de pacificação', a rede de estradas e a penetração das três linhas férreas, a fundação da cidade do Huambo no planalto central e o objectivo de fazer desta área uma região estratégica no projecto da revolução agrícola, são factores que alteram e definem a Angola moderna", defendeu.
A mudança da capital de Angola permitiria ainda "rentabilizar uma zona como o planalto central e também dar ao povo Umbundu - e isto não é defender etnias -, uma dignidade que merecem", destacou. "O povo Umbundu está em todo o lado, mas aquela zona merecia a importância que perdeu, porque o Huambo foi das cidades mais modernas em termos de investigação e economia no tempo colonial. Tínhamos ali a fina-flor dos agrónomos e dos veterinários de toda a África", acrescentou. "Acho que se devia retomar a ideia do Huambo, como Norton de Matos a concebeu e está aqui neste livro como ele a concebeu, e dar importância não só à região, mas também ao povo do planalto central", frisou. "Um vulto da grandeza de Norton de Matos na I República foi esquecido pelo Estado Novo, por razões que nos parecem óbvias.
Porém, o facto de ele ter sido um colonialista provido de uma visão imperial correspondente à sua época levou também a que a revolução marcada pelo pós-25 de Abril e pela independência das colónias de África tenha relegado para um longo silêncio a sua obra em Angola", lê-se no livro de Maria Alexandra Dáskalos. A investigadora pretende demonstrar com este livro que "a Angola da modernidade nasceu com o projecto imperial de Norton de Matos neste primeiro período de governação e que muitas das suas ideias inovadoras apenas forma concretizadas mais tarde, quando o Estado Novo, isolado internacionalmente, as recupera".
José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos, nascido em Ponte de Lima, em 23 de Março de 1867, iniciou na Índia a carreira na administração colonial, tendo depois viajado por Macau e pela China em missão diplomática. O regresso a Portugal coincidiu com a proclamação da República e em 1912 assumiu o Governo-geral de Angola, cargo que exerceu até 1915, quando foi demitido em consequência da nova situação política que se vivia em Portugal durante a Primeira Guerra Mundial. Entre 1921 e 1924 voltou a exercer o cargo de Governador-geral de Angola, tendo posteriormente sido nomeado embaixador de Portugal em Londres, de que foi afastado aquando da instauração da Ditadura Militar, que antecedeu o Estado Novo.
Eleito em 1929 grão-mestre da maçonaria portuguesa, participou nas eleições presidenciais de 1949, desafiando o regime de António Salazar, mas devido à falta de liberdade no acto eleitoral, e prevendo fraudes eleitorais, acabou por desistir depois de participar em comícios e outras manifestações de massas.NL
(*) Roubada ao Blog Uige Centrico
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terça-feira, 3 de junho de 2008

Morte rompe secretismo no 1º de Maio... Alhinho "abatido" por elevador do hotel M'ombaka dias antes de assumir comando da equipa técnica

Benguela, Sábado, 31/05/08. Carlos Alhinho já não vai treinar o Maio, faleceu no elevador do Hotel M'ombaka, que está sob gestão da Maboque, do Grupo César e Filhos, propriedade do empresário angolano Armindo César. Já tinha feito o check-out e tudo, de malas feitas para mais um regresso a Luanda e, segundo fontes próximas do Clube 1º de Maio, rumar para Portugal, já que o Girabola conhecerá um interregno de um mês face às competições da Seleccção nacional para o apuramento ao Mundia de 2010 na (xenófoba) África do Sul. Mas voltou lá para cima pegar qualquer coisa e é alí que o elevador faz (muito mal) a sua parte.
Morreu de elevador? Como? Que consequências terá o hotel que até transporta na sua marca o emblemático nome da cidade mãe das cidades (Ombaka)? São perguntas que ficavam por responder, até abrandar o choque ou serem engolidas pela lei do esquecimento.
Enquanto isso, rumores sobem de tom sob duas versões: (1) que ao entrar ao compartimento não notou que a base não estava; (2) o cabo rebentou, mas a confirmação, esta, ninguém trazia à tona. A única fonte a quem se podia recorrer era a Direcção do 1º de Maio de Benguela, mas, para os benguelenses atentos, tal confirmação viria romper com o secretismo em volta das negociações. Com a Rádio Benguela, que sempre teve facilidades de penetrar nos bastidores do Estrela Clube 1º de Maio, algo de estranho se estava a passar, só assim se justificava tanto silêncio inoportuno.
Ao anoitecer, o Telejornal da TPA "brinca" com os angolanos atirando a seco e frio "Acidente trágico em Benguea, Carlos morre num acidente com elevador no Hotel M'ombaka", e nada mais foi dito.

2ª feira, 02/06, ao passar pelo Hotel, por volta das 12h, muito pranto no rosto de parentes e amigos do falecido vindos de Luanda. Nenhum movimento de estranho a notar, como era de esperar relativamente ao funcionamento do Hotel. Como se diz por aí "tipo nada!". Confirma-se isso mesmo com um "batalhão" de Nissans envolvidos no Raid Kwanza-Sul. À tarde, já no aeródromo da Catumbela, é visivel o cenário fúnebre. Homens de luto, entre eles as principais fuguras do futebol e mundo empresarial angolanos, camioneta funerária com o professor Alhinho, emudecido pela fatalidade e mansino no inteior da tábua, reduzido a "simples" corpo. O voo da Taag com destino à Ilha do Sal tarda chegar.

De noite, e fica por saber se é de se dizer "mais vale tarde que nunca" ou então "tarde e má hora", surge na peça de reportagem da TPA o ilustre Carlos Gregório dizendo que a morte interrompe um projecto ambicioso que a direcção do Maio e o finado idealizaram, que não se consusbtanciava apenas no campo do futebol. Daí não terem anunciado o Alhinho como treinador principal.
Que a paz nunca o anbandone!!!
Angodebates
***********************
Acompanhe texto da Angop

"Cabo Verde chocado com morte do treinador Carlos Alhinho em Angola"

Praia, 01/06 - Cabo Verde foi surpreendido na tarde de sábado com a morte trágica e inesperada do treinador Carlos Alhinho, aos 59 anos, na cidade centro-costeira angolana de Benguela, após uma queda do sexto andar de um hotel local, apurou a PANA.A notícia da morte deste homem do futebol, que dias antes tinha passado pela ilha cabo-verdiana do Sal acompanhando a equipa do Benfica de Lisboa então em digressão por Cabo Verde e por Angola, deixou a todos estupefactos e incrédulos perante as circunstâncias em que o malgrado perdeu a vida.
A morte de Carlos Alhinho, muito popular no arquipélago, causou profunda tristeza nos meios desportivos e não só, sobretudo na sua ilha natal, São Vicente, onde nasceu a 10 de Janeiro de 1949.O falecido é seguramente um dos nomes mais sonantes do desporto cabo-verdiano de todos os tempos.
O antigo futebolista internacional, que tinha também a nacionalidade portuguesa e que fez grande parte da sua carreira em Portugal, continuou, no entanto, sempre muito ligado à sua terra natal onde fundou, há já alguns anos, uma academia com o seu nome e que funciona como escola de aprendizagem do futebol.Enquanto futebolista profissional, o malogrado foi dos poucos atletas em Portugal a alinhar nos três grandes clubes do futebol português, Sporting, FC Porto e Benfica.

Do seu currículo constam várias presenças na selecção principal portuguesa bem como a conquista de vários títulos de campeão daquele país.Depois de terminar a sua carreira futebolística, que inclui também uma passagem pela Bélgica onde alinhou no Standart de Liége, Carlos Alhinho abraçou a carreira de treinador tendo neste âmbito orientado vários clubes em Portugal, Marrocos, Angola e países do Golfo Pérsico.

Pelo meio, orientou também as selecções de Cabo-verde e de Angola, equipa que conduziu, pela primeira vez, a uma fase final do Campeonato Africano das Nações (1996). Segundo o director do Hotel Mombaka, Valentim Gomes, citado pela Agência Angola Press (ANGOP), o insólito acidente de que foi vítima Carlos Alhinho ocorreu quando o malogrado abriu a porta e entrou para o elevador a partir do 6º andar do edifício, quando na verdade o aparelho se encontrava avariado no rés-do-chão.

A fonte não especificou há quanto tempo o elevador se encontrava avariado, acrescentando apenas tratar-se da primeira situação do género na instituição.Explicou que após a queda, o antigo treinador do Petro Atlético de Luanda e do Atlético Sport Aviação-ASA ainda foi levado à clínica São Filipe, mas que por falta de médicos foi transportado ao Hospital Central provisório de Benguela, onde veio a falecer meia hora depois acometido de um politraumatismo.

Até à data da sua morte, encetava contactos com a direcção da equipa de futebol do Primeiro de Maio de Benguela que recentemente rescindiu contrato com o treinador Rui Teixeira.
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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