segunda-feira, 5 de junho de 2017

Citação

"I don't give a care"
(expressão recém-cunhada e atribuída aos ingleses por uma das estrelas do panorama opinativo televisivo angolano. Não se sabe é se já se registou a patente deste descobrimento, que nos merece vivos parabéns ao autor.)

PS: até então usava-se "I don't care" (para dizer eu não me importo) ou o seu informal mais ou menos gráfico, "I don't give a fuck", havendo também quem alivie o palavrão por um "I don't give a damn".
Ainda era só isso. Obrigado
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domingo, 4 de junho de 2017

Divagações | PRIMEIRA PARTE DO DEVER MORAL/SOCIAL CUMPRIDA

Dói-me literalmente a cabeça, algo em todo o caso já previsível​, em se tratando de situações de esforço mental mais ou menos extremo. Arrumei há alguns minutos as 198 páginas que formam esta obra didáctica, da autoria de Claudino Kuenhe, a qual estive a ler com olhos de estudar desde a tarde de sexta-feira (02/06), na sequência do compromisso que sua excelência eu firmou no sentido de a apresentar na cerimónia de lançamento agendada para a tarde de amanhã, segunda-feira (05/06) no Ispocab do Lobito. A margem de tempo é muito apertada e dizer não seria quiçá a saída mais à mão, entretanto reconsiderei em função de muitos ponderáveis: já desde o ano passado que vimos falando do assunto, além de termos sido colegas de carteira num curso básico de jornalismo radiofónico ministrado pela pastoral da criança da igreja católica em 2003, e ainda pela natureza académica do book, algo fora da minha zona de conforto, a literatura. Pronto, agora é ir bebendo água e esperar que a dor vá pastar por outras cabeças. Ainda era só isso. Obrigado
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Utilidade pública | Concurso de Fotografia da Alliance Française de Luanda 2017

TEMA: “A MODA E OS CÓDIGOS DE VESTIMENTA” 
DA PARTICIPAÇÃO, ARTIGO 1º: O Concurso é aberto a fotógrafos amadores e profissionais, de nacionalidade angolana, com idade mínima de 18 anos. A participação no presente concurso implica por si, a aceitação por parte dos inscritos, de todos os termos e condições deste regulamento.
DO OBJECTIVO DO CONCURSO, ARTIGO 2º: O objectivo deste concurso é de mostrar a abrangência e a riqueza do património e, sobretudo, da criatividade contemporânea e das inovações dos quatro cantos da Terra; em resumo, como nas seis edições anteriores, revelar a diversidade do mundo. Serão seleccionadas 10 fotos que melhor expressarem o tema do concurso. Serão premiadas as duas primeiras fotografias. Para que haja entrega de prémios, deverão ter pelo menos 30 candidaturas efectivas. As 10 fotos seleccionadas serão divulgadas, com créditos e legendas nas redes sociais da Alliance Française de Luanda e no seu website www.afluanda.com
DO PRÊMIO, ARTIGO 3º: O vencedor n*1 será agraciado com uma máquina fotográfica Canon EOS M10 e será inscrito no concurso internacional da Fundação Alliance Française para concorrer ao prémio “viagem a França”
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sábado, 3 de junho de 2017

Utilidade pública | SEGUNDA VIA DO CARTÃO DE ELEITOR

Sua excelência eu, que sabe muito bem que o cartão de eleitor não vai para já curar as feridas de ninguém nem muito menos comprar camisa, vem, ainda assim, por esta via confirmar que está a sair na hora o cartão de eleitor para aqueles que o tiverem perdido depois de efectuada a actualização na base de dados. No caso concreto da Administração Municipal de Benguela, a brigada funciona no recinto do refeitório, que fica no quintal mais para o portão que vai dar ao campo de ténis, durante as horas normais de expediente. Ainda era só isso. Obrigado
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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Leituras poligâmicas

Leitura "poligâmica". O primeiro veio de oferta do mano Edu Macieira, e reforça a escola do auto-didactismo numa área com que me identifiquei sempre mas que se mantém cada vez mais distante dos meus caminhos profissionais. O segundo book é fresquinho em Angola, da autoria do companheiro Claudino Kuenhe Kuenhe e será apresentado formalmente por sua excelência eu ja na próxima segunda-feira, 07/05, no espaço do Instituto Superior Politécnico Católico de Benguela (Ispocab). Ainda era só isso. Obrigado
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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Piratas cibernéticos e falta de apoios ameaçam projecto informativo | PORTAL PÉROLA DAS ACÁCIAS RECUPERA DE MAIS UM ATAQUE

O portal Pérola das Acácias foi lançado há dois anos, com hospedagem online no endereço www.peroladasacacias.net . Assume-se como veículo generalista de informação alternativa, tendo a província de Benguela em primeiro plano e depois o país e o resto do mundo. Na semana passada, leitores do portal estiveram privados do seu serviço. Foram quatro dias com o site fora do ar. Na verdade, este não foi o primeiro “apagão”. O blog Angodebates manteve uma breve conversa com o gestor técnico do portal Pérolas, o jornalista Horácio dos Reis, que conta na iniciativa arrojada com a parceria do também jornalista João Marcos.

Angodebates: Quais foram as razões da queda e que prejuízos, se é que há, a registar?

Horácio dos Reis (HR): Primeiro, razões técnicas. Fomos fortemente atacados. o ataque provocou sérios danos à estrutura anterior e na base de dados. Facilitou o ataque a falta de pagamento de alguns serviços de protecção, o que fragilizou ainda mais o nosso sistema de segurança. Criou-se uma nova estrutura e agora estamos no ar, mas a maka financeira continua. Porque mesmo tendo uma audiência na ordem dos 100 mil acessos diários, estamos sem publicidade.

Angodebates: Por quantos dias esteve o portal fora do ar?

HR: Foram quase quatro dias.

Angodebates: Quais são os principais desafios do projecto?
HR: O grande problema nessa altura é financeiro. Não se consegue sustentar em termos técnicos e remunerar o pessoal, daí que não temos jornalistas efectivos. Os milagres técnicos são todos feitos por mim. Se não tivesse uma formação nessa área, já era...

Angodebates: Quem sustenta o site?

HR: O site é financeiramente assegurado por benfeitores do próprio projecto, o João Marcos e eu.

Angodebates: Quando foi lançado o Pérolas?

HR: Estamos a caminho do segundo ano. Em termos de publicação de notícias começamos em outubro de 2015, mas criamos o projecto em Maio do mesmo ano.

Angodebates: Que avaliação faz do projecto e seu impacto?

HR: Grande impacto, é só olharmos nos números de acessos...estamos no site com mais 100 mil visualizações por dia, quase 60 mil gostos na página.
Gociante Patissa, Benguela, 26.05.2017
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quinta-feira, 25 de maio de 2017

África Mãe Zungueira

ÁFRICA MÃE ZUNGUEIRA

Esta que se aproxima
carrega uma criança às costas e outra no ventre
uma nuvem húmida rasga-lhe a blusa
lembrando que é hora de parar e amamentar
e lá vai ela seguindo o itinerário que a barriga traçar
gestora de um ovário condenado a não parar
porque é património social
penhora o útero na luta contra a taxa de mortalidade

Conhece bem demais a cidade
não tanto pelos monumentos
mas pela necessidade
viandante como a borboleta
fez-se fiel e histérica amante
da lei da compra e venda de porta à porta
uma lei entretanto não prevista por lei
“depender só do marido? Nunca”
mal acordou a urbe já peleja aliciando clientes
no estômago só o funji do jantar de ontem
sem tempo sequer para escovar os dentes

Lá vai mais uma dobrando a esquina
de pregão firme como a voz do tambor
humilhada aos poucos pelo sol
nos mapas de salitre da poeira que adormeceu no suor

Forte por fora muitas vezes vulnerável no íntimo
veja esta
nos olhos encarnados grita despercebida
uma mulher mal amada
nunca descoberta
rainha de etapas queimadas
ele que devia ser companheiro
é de se esconder no copo
quando os ventos são ásperos
autentico chá em taças de champanhe
não estar disposta para mais um suor sagrado
é para ele frontal apelo à violência
habituada a levar da cara odeia a sinceridade do espelho

Por aqui passou mais uma profissional da zunga
protagonista anónima com mil mestrados da vida
contudo não contada na segurança social
para o turista uma espécie de paisagem
rosto de uma noite que lançou a mulher
às avenidas dialécticas dos centros urbanos
no seu dever de sustentar a sociedade
a mesma que a condenará antes de amanhecer
por não participar da vida política
ou por não saber ler
nem escrever

In «Consulado do Vazio» (Gociante Patissa-KAT consultoria e empreendimentos, Julho 2008)
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(arquivo) Diário | A VÍTIMA MAIS É QUE TEM A CULPA?!

(I)
“Doutora Felismina! Venha só ver. O que é que eu fiz para merecer isto???!!!”
“O que foi, doutora Ernestina, para tamanho alarido?”
“O seu filho, um matulão destes, que até leite do biberão dei, hã!, hoje vai pegar à força a minha filha?! E quando vou-lhe perguntar me responde com duas bofetadas?!”
“Mas a doutora Ernestina já viu a gravidade da acusação? Qual é o corpo de delito?”
“Repare, doutora Felismina, as escoriações no corpo da menina, a lingerie rebentada…”
“Credo! A doutora agora sente o monstro que pari, né? É isso! Quando eu batia no gajo ou ralhava, a doutora defendia, ‘ah não, não podemos muito apertar com os miúdos’. Que me perdoe Deus, mas não somos mães para passar a vida a limpar as cagadas, quer dizer desvarios, dos filhos. Está aí ele, é maior de idade. Faça o que achar correcto.”

(II)
“Alô! É do 113? Preciso patrulheiro, é urgente!!! Tenho uma queixa. O senhor polícia está a ver o filho da doutora Felismina?” (…) “Ah, não conhece? Eu explico. É assim um pouco alto, músculo de pedreiro. Então não é que apanhei o gajo a violar a minha filha! Como mãe que sou, lhe chamei um nervo. E a resposta? Duas chapadas da minha cara. Pwá! Pwá! Isto assim é legal?” (…) “Onde fica a minha casa? Na casa da patroa! Moro no anexo atrás da casa.” (…) “O meu nome? Doutora Ernestina.” (…) “Como assim, ‘doutora é o seu nome?!’ Então, mas uma empregada doméstica não pode ter licenciatura, ó senhor agente?! Desculpe-me lá, mas há cada pergunta!… curso de Direito.” (…) Qual é o itinerário? Mas, ó senhor polícia, francamente! Numa situação de emergência pericial, o presumível delinquente pode escapulir, hã!, você ainda me pergunta o nome oficial da rua?! Não era mais fácil perguntar se a casa fica ao lado de quê?!” (…) “Ah, pronto. Está desculpado!”

(III)
“Doutora Ernestina, como vai esta saúde?”
“Vai bem, doutora Felismina. Até estou a estranhar a sua visita. Alguma coisa?”
“Quê isso, doutora?! Já não podemos mostrar preocupação com os mais próximos?”
“Quer saber quando é o julgamento do vosso filho na violação frustrada à minha filha?”
“Para ser franca, é por isso. A doutora nunca só cogitou, como mãe, retirar a queixa?”
“A doutora sabe que o agressor chegou a ser solto sem explicação? Tive de pedir uma audiência para questionar a justeza da instrução do processo. Depois de tudo voltar à primeira forma, fiquei mais descansada. Agora é com o ministério público…”
“Doutora Ernestina, acho que está a ser preciosista, a criar situações onde não existem.”
“Como assim, doutora Felismina?!”
“Mas a doutora não sabe que a cadeia não tem condições, há mosquitos, superlotação, doenças, desvios sexuais e tudo?! Quando penso que ainda ele não me deu netos…”
“Doutora Felismina, não acha que deve perguntar isso ao ministro da justiça? Então, se o habitáculo prisional é desprovido de habitabilidade, a vítima mais é que tem a culpa?”
“Não nego o erro do meu filho, mas tenta lá retirar a queixa, ser humana, doutora. Assim vai-me dizer que você nunca levou uma bofetada do seu falecido marido?”
“Doutora Felismina, por favor, não me faça envergonhar! Então gastamos quatro anos a estudar de noite o Direito para hoje defender que o lugar de criminoso é em casa?!”
Gociante Patissa. Benguela, 25 Maio 2016
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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Humor | Missão do comprimido

- Ora, ora! Então o nosso amigo vem à consulta? Diga-me lá, o que é que o está a incomodar?
- Ah, doutor! Isso não vai nada bem. Foi uma noite horrível. Cabeça e barriga dói tudo de uma vez...
- Mais alguma coisa?
- O doutor queria mais? 
- Pronto. Vai tomar estes dois comprimidos e tudo vai passar. Um comprimido para a dor de barriga, outro para a dor de cabeça...
- E como é que eles vão saber a missão de cada um?
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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