quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Não perca hoje, no Centro Camões, em Luanda
É hoje, dia 9 de Outubro (5ª feira), pelas 18H00, no Camões - Centro Cultural
Português (Av. de Portugal, 50), à Embaixada Portuguesa,
em Luanda, será lançado o livro "BALADA DOS HOMENS QUE SONHAM - Breve
antologia do Conto angolano (1980-2010)" .
Na
antologia participam 14 contistas de várias gerações, designadamente Timóteo
Ulika, Eduardo Bettencourt Pinto, E. Bonavena, José Luís Mendonça, António
Fonseca,Frederico
Ningi, Joao Tala,
Zetho Cunha Gonçalves, José Eduardo Agualusa, Carmo Neto, Roderick Nehone,
Albino Carlos, Ondjaki e Gociante Patissa.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Receita para repórteres
Quando eu, velhinho, velhinho, abrir a minha
rádio, para a equipa só contratarei repórteres com o faro da formiga. Não sei
como conseguem, mas impressiona como em pouco menos de 20 minutos elas já se
assenhoram do mínimo pedaço de pão na cozinha. Com um repórter assim, não há
fonte que se esquive hahaha
terça-feira, 7 de outubro de 2014
«Oco, oco, o kwenje!» (Assim, sim, rapaz!)
Na sua canção intitulada «Okucita Kuvala» (que
na língua Umbundu equivale a não é fácil ser mãe), Auxílio Morais, que ficou em
segundo lugar da classificação na gala final do 'Benguela, Gentes e Músicas'
(27/09), retratou a mulher, no seu papel de mãe batalhadora e de poucas posses,
que faz da sua tenacidade no campo, no negócio precário, enfim, o sustento da
sociedade, combinando a força de vontade e a fé cristã. Para dar ênfase à
actuação, AM recorreu à indumentária típica da personagem a descrever, exibindo
mesmo uma bíblia em palco, um exemplo da transversalidade do teatro nas artes.
E mais, AM é um exemplo de que não basta cantar em línguas nacionais, mas há
que fazê-lo bem, com algum sentido de pesquisa, profundidade e correcção.
Assim, sim, rapaz!
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Eduardo Quive| "Nós defendemos o activismo literário"
Eduardo Quive, do Movimento Kuphaluxa e Revista Literatas em Moçambique, esteve hoje (06.10) no espaço de entrevistas da STV Notícias, estação televisiva do seu país que em Angola é sintonizada no canal 9 da Zap.
O que seria um «Jornalista-Mor»?
Ficou-me a dúvida quando tive acesso ao
relatório programático de uma Associação virada para a medicina natural, em
cuja ficha técnica figurava um compatriota com a função de «Jornalista-Mor». Não tendo tido acesso aos estatutos daquela Associação, que
me haveriam de dar a resposta, manifesto aqui a minha ignorância:
«Jornalista-Mor» é a pessoa que faz o quê mesmo?
Nota solta
“É sabido que as línguas africanas, as línguas
Bantu, sempre foram ágrafas, ou seja, não tinham representação escrita, mas
mesmo assim, houve sempre a figura do professor, a formação informal no
onjango” (de um convidado ao programa Janela Berta, TPA, há pouquinho)
O lugar do que é nosso na representação cultural
«UKONGO», que em Umbundu significa o caçador, é uma dança do folclore do grupo étnico Ovimbundu, que visa, por um lado, enaltecer a figura do valente ser que alimenta a comunidade arriscando a sua vida e, por outro, evocar aos deuses para mais êxito e paz dos espíritos. Esteve muito bem representado o conceito enquanto dança, mensagem e ritmo pelo candidato Martinho Kangala que trouxe uma compilação de adágios e aforismos na canção «Olila» (em Umbundu, está a chorar) ao concurso 'Benguela, Gentes de Músicas', da Rádio Benguela, a 27/09, no Cine Kalunga.
domingo, 5 de outubro de 2014
«Gostava de ter um trabalho que me complicasse», Alberto Isaac| No dia dedicado à Rádio em Angola, trazemos do arquivo a história do “Mega” Isaac, um veterano na sonoplastia radiofónica

.
O período da manhã é o mais agitado. Ainda assim, o “Mega” Isaac aceitou a conversa, com a tácita anuência da Redacção, na emissora dirigida pelo jornalista José Lopes de Almeida Júnior.
«Sonoplastia ou sonorização tem a ver com a preparação de programas, gravação de peças, ou seja, dar tratamento ao trabalho antes de ir ao ar. Operação tem a ver já com a emissão do sinal, com os mesmos cuidados», esclareceu.
E quanto ao envolvimento com a rádio – disse –, «Era o meu sonho, antes de sair das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA). Mesmo no exército, já fui radista durante quatro anos». Não obstante o gosto, viria a desistir, por causa do peso do equipamento. «Era um Racal 921, de12 kg, e a pessoa tinha que o levar às costas».
E quanto ao envolvimento com a rádio – disse –, «Era o meu sonho, antes de sair das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA). Mesmo no exército, já fui radista durante quatro anos». Não obstante o gosto, viria a desistir, por causa do peso do equipamento. «Era um Racal 921, de12 kg, e a pessoa tinha que o levar às costas».
A entrada para a rádio dá-se em Fevereiro de 1985, após formação como operador. «Fiz na Rádio Escola, naquela época dirigida por Mesquita Lemos, durante três meses. Depois vi que no Bié as coisas não corriam bem», conta, numa clara referência à instabilidade provocada pelo conflito armado entre as forças militares da Unita e o exército governamental. O que ele não sabia era que apenas 17 anos mais tarde a guerra entre angolanos terminaria definitivamente, isso em 2002.
Paródia epistemológica
"A psicologia não é uma questão de
estudos, mas sim um dom. Porque senão, chega o momento em que não vês pessoas,
só vês livros à tua frente." - (argumento do personagem Jorge, estudante
fracassado na comédia espanhola em Dvd, "Días de Fútbol")
CÉU BAIXO
Há mesmo dias assim, de chuva, céu
baixo, momentos belos pela própria sombra. Aí, vontade, a muito custo calada, é
pedir: não os estragues com a inconveniência DO TEU SORRISO.
Gociante Patissa,
Lobito, Fevereiro 07, 2013


















