segunda-feira, 7 de julho de 2014

Diário: AINDA JULHO, LOOKING IN REVERSE

Entretanto, já três anos se tinham passado sobre o pó. Estar dentro é sempre a forma menos eficiente de perceber o tamanho da casa, a verdade idem. Já homem, o adolescente cruza algumas vezes em partilhas de saber, nesse contínuo exercício de crescer com a pátria, com o camarada chefe. Em tom paternalista, gaba ao microfone de abertura de certame. O teu pai foi um grande camarada nosso. Ora, vindo de quem assinou precisamente o despacho que elevara o ido à altura do emocional tombo, devia significar muita coisa. Quem julga é Deus, dirá o cliché. Andava magoado pelo afastamento do comité provincial do seu partido, não podendo responder pelos efeitos colaterais e respectivos sacrificados subordinados. Hoje é segunda, caramba, a mangonha do weekend vem mesmo a calhar. Que se lixe a crónica.
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sábado, 5 de julho de 2014

Diário: JULHO

Vencidos setenta e poucos quilómetros de acidentado troço em pé, de autocarro, o adolescente reporta ao gabinete do camarada financeiro. O teu pai? Não sei se o encontro com vida. Está em coma. Olha, houve um aumento pequeno, mas vais levar como tem sido. Este bocado fica para mim. Impotente, o adolescente engole em seco e assina no folho por um montante que não viu. Era cacimbo, talvez a pior época do ano para se perceber o que camarada devia querer dizer. Em casa, estava consumado. O destinatário fizera-se surdo a tudo, era o culminar de uma passagem na terra. Hepatite tinha sido o pico. Pôr-me num tractor a recolher cães vadios, depois de tudo o que fiz e perdi por este país? Prefiro ir cultivar! A opção entretanto pecou por não levar em conta a lei dos ciúmes: não há lugar para a enxada no chão onde as minas madrugam. Oitava classe, muitos Lénines e Engels, alheio à utilitária sociedade. Só somos quando explorados. Somam-se os copos para desmentir a selectiva amnésia dos ideais. Ups! Sábado é dia de bíblico descanso, que se lixe a crónica.
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Diário

Estar em casa, de visita, tão estranho como a própria existência humana
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BAD NEWS

O curso semi-presencial de pós-graduação/mestrado em ciências da comunicação na CESPU em Benguela tem as mesmas hipóteses de arrancar que teria um avião de chegar a casa do piloto. Condicionado a um mínimo de 40 candidatos para formar turma, talvez nem se tenha chegado a 10 inscritos. Qualquer coisa me diz que ir para gestão de recursos humanos, como alternativa, não vai valorar os vários anos de dedicação e alguma experiência no universo da comunicabilidade. Pronto, haja milagres hahaha
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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Corpo de viola

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Diário: E SE JUNTÁSSEMOS DIVULGAÇÃO CULTURAL À HONESTIDADE?

Venho notando com satisfação o cada vez mais crescente interesse pela partilha de sabedoria popular nas línguas nacionais de origem africana. É de louvar, principalmente quando se trata de murais de gente mais nova, se tivermos em conta a conotação de que a maior tendência nas redes sociais recai para futilidades. Só me deixa aborrecido notar que quanto à língua Umbundu, não poucas vezes, algumas almas mais não fazem do que ir copiar dizeres aos meus blogue www.ombembwa.blogspot.com e mural do facebook, para colarem em seus murais ao pé da letra. Na minha ingenuidade, acredito que a sabedoria popular é património imaterial colectivo, de qualquer um que por ele tenha a mínima sensibilidade, mas que a tradução é de cunho pessoal. E essa preguiça só pode multiplicar eventuais erros do tradutor "imitado", até porque a Internet não pesquisa, não avalia, não escreve e... não erra. Divulgar a nossa língua e cultura, sim, mas com o mínimo esforço de honestidade intelectual.
Gociante Patissa, 3 Julho 2014
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Citação

"Há garinas mesmo com juízo. A minha namorada, tas a ver?, lhe espetei seis mil kwanzas. Hoje, é a rei das vendedoras na pracinha dos congolenses. É a mãe de casa."
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quarta-feira, 2 de julho de 2014

provérbio mexicano

"La casa no se reclina sobre la tierra, si no sobre una mujer" - A casa não se apoia na terra, mas sim numa mulher
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terça-feira, 1 de julho de 2014

Só um pequeno favor

Quando for para trocar segredinhos, gabar competência académica, ou o que seja, na via pública, não o façam em inglês. Há sempre algum infeliz que perceba. Não devia, mas há
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

Com tecnologia do Blogger.

TV-ANGODEBATES (novidades 2022)

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