terça-feira, 6 de maio de 2014
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Nota de imprensa: LANÇAMENTO DO LIVRO DE AIRES DE ALMEIDA SANTOS
Por
incumbência da editora NósSomos, com sede em Luanda, dirigida pelos veteranos
escritores Luandino Vieira e Arnaldo Santos, vimos pela presente solicitar a
vossa divulgação e cobertura da sessão de lançamento do livro “MEU AMOR DA RUA
ONZE” DE AIRES DE ALMEIDA SANTOS, que terá lugar no anfiteatro da Mediateca de
Benguela, no domingo, 11de Maio, pelas 15:30 horas.
Propositadamente
enquadrado na jornada de mais um aniversário da cidade de Ombaka, o lançamento
do livro de AIRES DE ALMEIDA SANTOS presta singela homenagem à memória do poeta
benguelense que imortaliza a cidade, principalmente pelo clássico literário
“Meu Amor da Rua Onze”. As entradas serão livres e a apresentação do livro será
feita pelo académico Francisco Soares e pelo Jornalista e escritor Carlos
Ferreira “Cassé”, ambos vindos de Luanda.
Para além do
lado lúdico, que compreende a apresentação formal e recital de poesia e trova,
o livro estará também a ser comercializado ao preço de 500 (quinhentos)
kwanzas. A organização do acto está a cargo dos escritores Gociante Patissa e
MBangula Katúmua, desde já disponíveis para mais informações através dos
telemóveis *******, respectivamente.
Cientes de que
o vosso papel é determinante para a festa, subscrevemo-nos.
Benguela ao 5 de Maio de 2014
O organizadores,
Gociante Patissa
____________________
MBangula Katúmua
domingo, 4 de maio de 2014
Este é o bruto da entrevista conduzida pelo jornalista Crisóstomo Horácio, na reportagem que ouviu Gociante Patissa sobre o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, cujos extractos serviram para a peça sobre o tema no Magazine Diocesano de Benguela, produzido nesta província e emitido pela Rádio Ecclesia Luanda, no dia 04.05.2014
sábado, 3 de maio de 2014
Diário: PEQUENOS "DEUSES DE FUMO"
Os escritores - na lógica de estar a pagar o
justo pelo pecador - são uma "raça" não poucas vezes chata. Imaginam
tanto, inventam tanto que volta e meia se acreditam possuidores de uma dimensão
messiânica. Espero que não a tenha, mas, sendo uma vaidade negar defeitos,
tentem ao menos perdoar-me, caso não me consiga livrar de tal tentação. A mim,
na qualidade de espectador, chega
quase a enojar o narcisismo que se desfila nas entrevistas avulsas ou na
imposição do auto-valor em função de um acumular de prestígio desses
"deuses de fumo". Há quem entre em quase ataque de nervos, não se
poupando de apelar à saúde da sua próstata, pelo simples facto de, em casual
circunstância, encontrar-se na mesma linha do equador em termos de receber
e-mail de agremiação com algum nome de autor recém-revelado, por exemplo. Não
faltam ainda aqueles que se arrogam o direito de qualificar poemas de outrem,
desde que não se encaixem nos seus gostos ou escola, como simples diários ou
letras de kizomba. Há vaidades para todas as despesas, incluindo transformar
menores de idade em críticos de arte, se tal contribuir para publicitar o
núcleo familiar como celeiro de intelectualidade. No outro dia, certo escritor,
que vive as suas ideias e voz no mais veemente e recorrente êxtase, tentava
convencer-nos de que a sua escrita era auxiliada por búzios. Dizia aquele
"deus de fumo" que, em situação de tragédia na trama, ele jogava o
búzio ao chão, cabendo a este artefacto decidir se o personagem morre ou
sobrevive. Quer dizer, como se uma narrativa fosse um amontoado de pequenos
desfasamentos. Tanto show off! A gente escreve, sim; dedica-se mais do que o
cidadão comum, sim; tem imaginação provavelmente mais fértil, sim. Mas, por
favor, isso é um trabalho como qualquer outro. Não é por mal, mas bem que podíamos
poupar a sociedade de carregar para nós tão pesado palco imaginário.
Diário: SÓCIOLINGUÍSTICA DO PASSEIO
Investi metade da tarde de ontem no centro da cidade
do Lobito, deambulando como exercício de "queimar tempo", um pouco
por incompetência de certa agência bancária, onde suportei longa fila até ouvir
que "o colega que atendia Western Union saiu para almoçar, passa mais logo
ou então amanhã". Procurei saber daquela simpática senhora que me atendeu
se o banco fecharia caso o colega estivesse doente, ao
que respondeu, a contra-gosto, que não. Bem, como discutir não me resolveria o
problema, saí ao encontro da celebração da vida que é no fundo o quotidiano, os
diálogos fortuitos e a observação de imprevisíveis fenómenos sociais. Numa rua
da Zona Comercial, passo por duas senhoras, nessa mania muito angolana de
estorvar o passeio. Uma era funcionária (em pé e de passagem), a outra mendiga (sentada, encostada entre a árvore e a parede). Era grande a empatia. A
funcionária elogiava a bebé da mendiga, num registo de diálogo coloquial e
terno, na língua Umbundu, que a seguir reproduzo, ciente embora da poesia que se
perde com a tradução:
“Avoyo, mba wakula!” – Vejam como está grandinha!
“Oco, wakula!” – É, está mesmo grande!
“Omõlã mba ka vala!” – A criança não custa!
“Ocili, omõla ka vala, civala ño imo” – É verdade, o que custa mesmo é a gravidez.
E lá continuei a caminhada com a certeza de que algum troco a funcionária deixaria para a mãe da bebé, sem deixar de especular que o pai da criança, algures na cidade, aguardava pela esposa que faz da mendicidade o posto de ganha-pão.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
GUARDANAPO DE PAPEL, o meu livro de poesia com edição em Portugal, seguiu para a gráfica. Talvez o lancemos por lá em Agosto. Tem 48 páginas, sairá pela editora NósSomos
Esta será a capa, para a qual o editor escolheu o poema...
Excepto pombos
no tecto
asas insuflando incoerências
e o esvair-se de um sono
que perdeu a missão
não passou dos olhos
talvez urja desaprender
tudo,
o hoje desmentir
o mundo de criança vestir
será?
Bem, se calhar nada
mesmo
há
a assinalar.
Gociante Patissa
























