terça-feira, 21 de setembro de 2010

Crónica: “Um dia para esquecer, ou para lembrar?”


Os reactores do Boeing-737 roncavam o início da sua última meia hora de permanência na placa do Aeroporto da Catumbela, para o devido regresso ao ponto de origem, Luanda. Desembarcados os passageiros, a preocupação imediata era saber, do colega que fazia as folhas de carga e centragem, se Luanda se lembrou de enviar a edição do dia do Jornal de Angola.

Na secção de cultura, pág. 37, confirmo a notícia que esperava, sobre o lançamento do meu livro de contos, A Última Ouvinte, que teve lugar em Benguela no dia 17 de Setembro. Só não foi maior a satisfação por lhe faltar o «efeito surpresa». O jornal de Angola, não obstante ter estado no acto o seu repórter, cuidou apenas de retomar na íntegra o texto da Angop (da pena de Honório), cuja versão digital foi publicada anteontem na página daquela agência estatal de notícias. Pessoalmente, gostaria de reunir em jeito de reacções (e crítica) diferentes ecos sobre o assunto.

Tomado ainda pela emoção de ver referência positiva do meu trabalho em papel (seria o efeito Guttenberg?), sou alertado de um problema iminente. Falava-se de 17 passageiros na classe executiva, quando a limitação é de 16. Fosse qual fosse a causa do erro, estávamos rendidos à lógica matemática. 16 menos um, tudo bem; mais um é que não dava. De repente, o jornal em minhas mãos despia-se de toda a emoção, convertendo-se apenas em mais um inerte papel. Esteve sob minha responsabilidade o check-in da classe C, pelo que, se havia um culpado, tinha que ser eu. Na verdade, nesse emaranhado de emoções que implica a véspera e a ressaca do lançamento de livro, qualquer distracção é provável.

Já lá dentro estavam catorze. Custava-me enfrentar a realidade que me traria o último autocarro. As hospedeiras pressionavam já para o fim do embarque, acelerando mais ainda os ânimos e aquele “lavar as mãos diante do problema anunciado”, enquanto este caminhava para o seu pico. Erro humano (no caso, do oficial de tráfego), que significava USD 50 de diferença entre a classe Y (económica) e a C (executiva), mais os transtornos de quem vê as mordomias desta última a se esvaírem à última hora. Para alguns passageiros, o receio de não viajar na executiva é quase paranóico.

«Minha senhora, peço a sua compreensão. Cometi o erro de pôr um passageiro a mais na executiva, dos tais erros humanos e involuntários. Posso até tirar do meu bolso o valor para compensar a diferença. A senhora tem toda a razão, errei eu, mas foi involuntário», penitenciei-me, com semblante de derrotado. A senhora visada, cuja razão não debato, estava  irredutível. «Porquê eu?! O senhor sobe, vai lá falar com outros passageiros a ver se encontra um voluntário, eu é que não»! Lá no fundo, eu compreendia a reacção dela, cujo pescoço estava suspenso em apoio medicinal.

Restava-me abordar os dois últimos passageiros, um dos quais um deputado à Assembleia Nacional. Retomei o meu discurso de penitência, sendo que o companheiro do deputado disse «isso acontece», e foi para a classe económica. Levei a mão ao bolso para a prometida devolução da diferença monetária, o que o passageiro simpaticamente não aceitou. «Também sou escritor, e quando regressar de Luanda, por favor localize-me, gostava de lhe oferecer um livro meu», acrescentei num misto de culpa e alívio.

Mas foi inevitável o atraso no embarque, desta vez porque as autoridades colocaram entraves à entrada de ambulância com doente, uma medida sem critérios que chateou o colega chefe interino. Foi ele quem disse que hoje foi “um dia para esquecer… (ou para lembrar?) para não repetir”.

Gociante Patissa, Benguela 21 Setembro 2010
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domingo, 19 de setembro de 2010

Escritor Carmo Neto reconhece valor do livro "A Última Ouvinte" (Texto da Angop)



Benguela - O secretário-geral da União dos Escritores Angolanos (UEA), Carmo Neto, reconheceu sexta-feira, em Benguela, que o livro “A Última Ouvinte”, da autoria de Gociante Patissa, deixa uma lição de moral e secular de que as aparências enganam.
 
O responsável, que intervinha na cerimónia de lançamento do livro, reconheceu que na obra literária “A Última Ouvinte” o autor cria um consulado com vários ouvintes.
 
Para Carmo Neto, é com a subtileza literária usada pelo autor que o leitor descobrirá que por detrás de uma bela voz poderá estar uma miss, uma marreca feia, bruxa ou uma santa mulher, ficando por isso a lição moral e secular do autor de que as “aparências enganam”.
 
Chamando a atenção das pessoas para que leiam e descubram o final do conto “A Última Ouvinte”, o escritor afirmou que o autor também bebe das “nossas tradições”, alertando ao leitor de que são os segredos e os sacrifícios que fazem o poder.
 
Igualmente explicou que não necessitou o autor de fazer o nó à gravata para que visse aprovado o seu livro, e, por conseguinte, publicado e lançado.
 
O secretário-geral da União dos Escritores Angolanos esclareceu que a ausência da UEA nas províncias se deve ao facto de o número de literatos não ser suficientemente representativo.
 
“Alguns questionam sobre as razões por que a UEA não está presente nas províncias”, sublinhou, afirmando que no caso de Benguela, que tem uma tradicional herança cultural, foi institucionalizado um núcleo da união cujas instalações serão criadas.
 
“Temos um rebento justificativo do Gociante Patissa. Publicaremos a breve prazo Paula Russa e outros autores que justificam a existência de um núcleo da UEA em Benguela”, asseverou.
 
Admitiu a possibilidade de essa acção ser estendida às províncias da Huíla e do Kuando Kubango, porque em ambas as regiões estão também presentes alguns autores.
 
Carmo Neto elucidou que a UEA não é uma organização de massas, daí que esteja presente lá onde o número de escritores justifique tal necessidade.
 
Disse, além disso, que a associação não tem a função de ensinar a escrita  criativa às pessoas, visto que essa missão cabe às escolas e às famílias. “Enquanto auxiliares dessas instituições citadas, acolhemos aqueles que têm realmente talento para a escrita criativa”, finalizou.
 
O livro “A Última Ouvinte” reúne sete contos inéditos iniciados em 2001 e que se baseiam em factos ficcionados pelo autor, nos quais se evidencia uma constante interferência de terminologias e linguajar em Umbundu, predominante na região centro e sul de Angola, segundo o texto explicativo inserto na contracapa da edição.
 
Além de “A Última Ouvinte”, complementam o livro, o segundo do autor do “Consulado do Vazio”, os contos “Os dentes do Soba”, “O Temível”, “Os três braços do rio”, “Um natal com a avó”, “A morte da albina” e “O Homem-da-viola”.
 
Trata-se de um livro com 93 páginas, editado sob chancela da União dos Escritores Angolanos, no âmbito da Colecção “Sete Egos”. 
 
Foi subvencionado pela Sonangol Holding e impresso no Brasil a cargo da Imprinta Express com uma tiragem de mil exemplares.
 
Daniel Gociante Patissa nasceu na comuna do Monte Belo, no município do Bocoio, província de Benguela, em Dezembro de 1978. É bacharel em Linguística Inglesa pela Universidade Katyavala Bwila e membro da União dos Escritores Angolanos.
 
Estreou-se no mercado literário há dois anos com o livro “Consulado do Vazio”, publicado sob a chancela da KAT em Benguela.
 
Assistiram ao acto de lançamento da obra, decorrido no auditório da Rádio Benguela, para além do secretário-geral da UEA, Carmo Neto, o escritor Francisco Soares, o reitor da Universidade Katyavala Bwila, poetas, trovadores, estudantes, familiares e amigos.
 

19-09-2010 14:18
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sábado, 18 de setembro de 2010

parece que a porta da cadeia cresceu...

... todo o mundo está a entrar...
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Convite para lançamento de obra literária

A União dos Escritores Angolanos, na sua qualidade de editora, e o Blog Angodebates têm a honra de convidar V. Excia, respectiva familia e amigos para o lançamento do livro de contos “A Última Ouvinte”, da autoria de Gociante Patissa, que terá lugar no Salão Auditório da Rádio Benguela, a partir das 16h00 de sexta-feira, 17 de Setembro. A obra será apresentada pelo Doutor Francisco Soares, docente universitário, escritor e crítico literário.

Mil kwanzas é quanto custará cada exemplar.

A princípio está igualmente programado para ser lançado o referido livro na cidade de Luanda, propriamente na sede da União dos Escritores Angolanos, no dia 22 de Setembro.

Esperamos por si.
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domingo, 12 de setembro de 2010

Como há muito não se via, jornada do 8 de Setembro culminou com almoçarada da classe jornalística

Jornalistas em Benguela viveram tarde de confraternização, no sábado, 11/09, aproveitando o fim-de-semana para as comemorações do 8 de Setembro, dia Internacional dos profissionais da informação. O almoço estendeu-se noite a dentro, "lubrificando" por isso as articulações e a boa disposição para os devidos pés de dança e jocosidades.

É que nos dias que correm, por contingências da vida e agendas apressadas, a tendência é as pessoas só se reencontrarem quando muito nos funerais. Pelo que a socialização por alegria foi (mais) um ganho para a classe, à parte as implicações logísticas que os “comícios e bebícios” acarretam.

Como é óbvio, à alegria juntaram-se outros convidados não jornalistas. Estão de parabéns as associações socioprofissionais (Clube de Imprensa e o Sindicato de Jornalistas), bem como a feliz patrocinadora do evento, a Direcção Provincial da Comunicação Social.
Gociante Patissa
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Setembro cultural na "mira" do LEV´ARTE

O Movimento LEV´ARTE
Tem a honra de convidar todo o amante da leitura e arte para assistir ao GRANDE RECITAL DE POESIA à Volta da FOGUEIRA com a venda e sessão de autógrafos dos livros recentemente lançados em Luanda, PALAVRAS e CARTAS A UM VICIADO, a ter lugar na , dia 11 de Setembro de 2010, pelas 17 horas.


Data: 11 de Setembro de 2010
Hora: 17:00
Local: União dos Escritores Angolanos [Luanda]
Entrada: Livre
Livros: 1500kz

Quer saber mais? levarte.angola@gmail.com
www.fazemosacontecer.blogspot.com
Tel. (00244) 927 00 17 80 
(00244) 927 00 17 80      
917 05 15 50
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

“Missão resgate do papá”: Jovem angolana a residir em Portugal procura pelo pai, algures em Luanda, o qual não chegou a conhecer

"Na sequência da vossa rubrica "Desabafos do Quotidiano", decidi arriscar e tentar a sorte, visto que já há muito que ando à procura do meu progenitor, José da Paixão Fortunato Neto. Chamo-me Dilkarina Fortunato, mais conhecida por Lay, resido em Lisboa, mas vivi em Benguela/Angola até aos 14 anos. Desde que cá vim que comecei activamente a procurar pelo meu pai. Sei que se encontra em Luanda e se chama José F. P. Fortunato Neto, é Coronel ou General, natural de Catete. Sei também que a procura é recíproca, porque há algum tempo atrás, dois irmãos meus, os quais desconheço, estiveram na minha antiga casa em Benguela à procura de mim, só que, para mal dos meus pecados, a minha tia não pediu o contacto deles nem deu o meu contacto (...) Tenho 22 anos e sinceramente quero muito conhecer o senhor, meu pai, porque acho que tenho esse direito. Tenho o direito de conhecer os meus irmão e criar laços com eles =). Obrigado pela atenção. Dilkarina Fortunato"

Nota: a solicitação de cooperação chegou ao Angodebates por um e-mail que deu início ao um processo de correspondência. Embarcamos, então, nessa missão de utilidade pública a que chamamos "resgate do papá". Estamos optimistas e cá estaremos para reportar o reencontro.
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domingo, 29 de agosto de 2010

Crónica: Músico Presilha da B’Max ou o magrito Kinito Calei do morro do Lobito?

Há muito que venho adiando esta crónica, digo há cinco anos, o que pode muito bem não ser tanto assim nessa era da “ditadura do relativismo”. As razões do adiamento são pessoais e nacionais ao mesmo tempo. Nacionais, porque temos um país onde se tornou suspeito tecer elogios, públicos ou não, a pessoas bem sucedidas ou figuras notórias da sociedade – isso, por causa de gerações que, para a nossa desgraça, usaram e abusaram da fórmula, ao ponto de o elogio, que era suposto brotar do coração, passar a vir da garganta, descendo em direcção ao bolso, naquela táctica da letra “B”. Pessoais, porque sendo filho de minha mãe, para quem a pessoa deve aprender a usar o nariz, é já tarde para aprender o contrário.


Cruzei com ele pela primeira vez, em 1999, na Zona Comercial (28) do Lobito. Foi-me apresentado como irmão do colega de serviço com quem partilhava a suite no terraço do prédio defronte a Gráfica Magalhães (o que não era verdade, vim a saber mais tarde). Na altura, a moda era usar calças Jeans da marca Levi’s Strauss 501 (straight), adquiríveis somente no mercado paralelo de balões de roupa usada “fardo”, daquelas que tinham os guardacintos laterais pregados à costura mais abaixo, por outras palavras, as que “pregavam”. Moda também era investir em tudo que fosse camisa ou camisola de marca.

Kinito Calei. Franzino, humilde, algo acanhado, mas com aquele aspecto visível de quem queria ir longe. Ainda o vejo com o teclado a tiracolo, na paciente frequência às aulas de órgão do mestre Semedo, pai dos Impactus 4, que residia bem ao lado da Casa do Desportista, mais ou menos onde actualmente fica a DHL. Kinito, que com o tempo foi adoptando a alcunha de “Presilha”, morava na Zona Alta do Lobito, precisando de apanhar um táxi até à praça do Chapanguele e daí outro para chegar à Zona Comercial, o centro da cidade. A minha relação com o colega foi-se incompatibilizando, terminando a coabitação já no fim do curso de informática, que era a razão de eu ter ido morar sozinho pela primeira vez na vida.

Naquele mesmo ano, fundei com amigos a AJS, uma pequena ONG angolana que adoptou como divisa “Humildade, Justiça e Solidariedade”. E a primeira oportunidade de capacitação foi um seminário sobre elaboração de microprojectos, onde conheci a Zila Calei, isso já em Agosto de 2000. Além de bonita, ela tinha um nível de Inglês raro para as meninas autodidactas, mesmo. Foi ali que fiquei a saber da história de persistência musical da família Calei. O pai, funcionário bancário reformado,  é mentor de um sonho que o levou a investir em meios e capacidades para com os filhos cantar, buscando almas para Deus. “Conversão” é o nome da banda, de que conheço o Heth, baixista, Kinito (DJ Presilha, se quiserem), tecladista e guitarrista, Zila, vocalista (não cheguei a conhecer pessoalmente a Mãezinha, também vocalista).

O mais-velho Calei tem passagem pela IESA (Igreja Evangélica Sinodal de Angola), a mesma de minha família. Serviu ainda a Cruz Azul, um movimento cristão de combate às drogas. Talvez um pouco contra a vontade do pai, Joaquim Valeriano Calei viria a “fugir” para Luanda, sendo recebido e retemperado pelos estúdios da Beto Max Produções. Mas em 2001, ainda no Lobito, recordo ter visto o jovem preocupado em programar acordes no órgão para o show com Euclides Dalomba. Portanto, já estava bem encaminhado. E antes da ida a Luanda, onde conquistou todo esse sucesso como produtor e tecladista da Banda Voga, rentabilizava os meios e as capacidades, enquanto produtor de instrumentais e sonoplasta caseiro, pelo que cobrava qualquer coisa como USD 15 por música. Pessoalmente encaminhei Don Refer, com o tema promocional “kamba do peito”, um produto final que agradou a minha sensibilidade.

Em 2004, tive o Heth e o mais-velho Calei como convidados no “Palmas da Paz” (era de Zila a voz feminina dos indicativos e vinhetas do programa), que eu realizava e moderava ao serviço da AJS através da Rádio Morena Comercial. Falamos do contributo dos artistas à reconciliação nacional. Nessa altura, já tinham um CD, que me parece não ter sido devidamente promovido e continua desconhecido, até em Benguela. Em 2006, a Rádio Luanda premiava Presilha como melhor artista produtor daquele ano.

Confesso que sempre me intrigou o facto de o DJ Presilha, que chegou a acompanhar Patrícia Faria no Kora, aparentemente não “puxar” a Zila, também a residir em Luanda. Finalmente, ao passar pelo programa “Hora Quente” de Pedro Nzagi, na semana passada, o rapaz deu a notícia que sempre esperei: “Nós temos um grupo familiar, a Banda Conversão. A Banda continua, vamos já agora, se calhar, é tirar outro CD”. E não fiz outra coisa quando o vi, hoje, no meu local do ganha-pão. Usando o meu direito de mais velho dele de há onze anos, confrontei-o em tom policial. “Kinito, aquela informação que avançaste, sobre a vossa banda familiar estar a preparar um disco, é mesmo verdade?”, ao que me respondeu “sim, é”.

Assim sendo, só me resta reiterar meus votos de êxitos à família Calei, da Banda Conversão, no fundo a origem de todo o sucesso do produtor musical Presilha Calei (que a solo tem já três álbuns). Assim é que é!

Gociante Patissa, aeroporto da Catumbela, 29 Agosto 2010.
Foto da Zila tirada do seu Facebook (não me leves a tribunal, faz favor, ya?)
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Novidade!!!! Para quem estiver em Luanda, livro de contos "A Última Ouvinte" pode ser adquirido na Feira do Livro e da Música no Cefojor

Acabo de notar numa reportagem do Janela Aberta (TPA), a partir do Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR), onde decorre a Feira do Livro e da Leitura. O meu livrito de contos está na montra da União dos Escritores Angolanos, onde pode já ser comercializado (enquanto se prepara lançamento).

Não custa nada, se estiver em Luanda, compre só o livro do outro, está bem??????!!!!!!

Para saber mais sobre a feira, clique aqui
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PN apresenta autores do assalto à Agência do BAI da marginal de Luanda


Os autores do assalto à dependência do Banco BAI, da Avenida Marginal, em Luanda, foram já detidos e apresentados pela Polícia Nacional, nesta Terça – feira, 24/08, entre eles está o próprio tesoureiro da agência, que confessou o crime, a Reportagem da TPA.
Foram apresentados o Tesoureiro e o caixa do Banco, bem como um outro elemento que entrou na agência para simular o assalto, com uma arma que por fim se afirma que era de brinquedo.
“Eles disseram-me que não havia problemas nenhuns que nada iria acontecer, era só deixar a barba crescer mudar um pouco a aparência porque estava tudo controlado e que eu devia ficar o mais discreto possível”, explicou o suposto assaltante, de nome Paulo Jorge, de 34 anos de idade.
Adejame Filomeno Santos, o tesoureiro, 32 anos, confessou que, o dinheiro roubado serviria para pagar a compra de uma casa no Projecto Nova Vida, que estava a ser fortemente concorrida por outras pessoas.
“Eu estava a ser pressionado para pagar a casa, razão pela qual…tentação, uma vez que eu trabalho com dinheiro, infelizmente cometi este erro e aconselho ninguém a cometer porque não houve êxitos”, confessou o tesoureiro.
Já Moisés Kifuta, 22 anos, o caixa, alega que, não tinha qualquer envolvimento com o assalto e que foi apenas ajudar o seu colega a contar as notas do maço de 100, longe de imaginar qualquer combina com o cliente.
Com os resultados desta operação, a Polícia Nacional, reiterou o alerta a todos que continuam ainda com a engenharia de assaltar agências bancárias, para que desistam porque o crime não compensa.
“A polícia está em estado de alerta e importa também dizer que as câmaras visionárias do circuito fechado de televisão da referida agência bancária não colheu as imagens como devia o que se pressupõem que a qualidade dela não é das melhores”, frisou o 2º Comandante Provincial de Luanda.
De notar que, durante a acção de conivência foram roubados da Agência do BAI, cerca de 283 mil dólares norte – americanos, 23 mil Euros e dois milhões de Kwanzas.

Fonte http://www.tpa.ao/artigo.aspx?sid=6c171b3d-fe44-4ea0-b4da-3fcfaa786633&cntx=seme8cY8v4yRoRqjKB73IX39pC48a2GoL8txqLBNjF%2FoiEPlUxKeDnZ9y%2BZb%2Bmmp  
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Carros com mais de 3 anos proibidos de entrar no país (Angonotícias com JA)

26 Ago 2010: As autoridades aduaneiras que­rem aplicar com urgência o Decreto Presidencial que limita a importação de veículos automóveis ligeiros com mais de três anos, soube o Jornal de Angola de fonte oficial. 


Uma das medidas a que os importadores são sujeitos, é a interdição da entrada, já nos próximos dias, de automóveis que não obedeçam aos condicionalismos aprovados pelo mais recente diploma presidencial de 13 de Julho último. O decreto agrava, igualmente, os impostos sobre viaturas usadas. 

O Decreto Presidencial nº 135/10, de 13 de Julho, que aprova o regulamento sobre a actividade de importação, comércio e assistência técnica a equipamentos rodoviários e revoga toda a legislação anterior, admite também a importação de veículos automóveis pesados que tenham, no máximo, cinco anos de uso, contados a partir da data de fabrico e desde que obedeçam às condições exigidas. 

A partir de agora é obrigatório o veículo ter no local respectivo as placas de identificação contendo o número de série e o ano de fabrico, a apresentação do certificado de inspecção que aprove o seu estado técnico, emitida pela entidade competente do país de origem e válido por um período não inferior a seis meses, anterior à data de embarque, e a entrada no país com a matrícula de origem. De acordo com o Decreto Presidencial, os veículos cujas marcas e modelos estejam aprovados, só podem ser matriculados após aprovação em inspecção técnica a realizar nos termos do Código de Estrada, pela Direcção Nacional de Viação e Trânsito ou por uma entidade delegada por essa instituição. 

No caso de viaturas importadas directamente pelos seus proprietários, cujas marcas e modelos já estejam aprovados, pode ser requerida inspecção técnica e matrícula, unidade por unidade, aos serviços competentes, com indicação do número do título de aprovação. No caso de marcas e modelos ainda não aprovados, os proprietários ­devem solicitar a sua aprovação ao ministro dos Transportes. 

As direcções dos Transportes Rodoviários e de Viação e Trânsito são chamadas, a todo o tempo, a fiscalizar a conformidade das marcas e modelos com o protótipo aprovado e os automóveis importados e comercializados pelas empresas. No quadro da fiscalização e do regime sancionatório, sem prejuízo da competência de outros órgãos com atribuições na matéria, foram também tidas, além das direcções anteriormente evocadas, o Serviço Nacional das Alfândegas e a Direcção Nacional do Comércio. 

Contravenções
As contravenções ao actual regulamento são punidas com multas que vão dos 10 mil e seiscentos kwanzas, por cada dia de atraso na prestação de informação à direcção dos Transportes, a um milhão e sessenta mil kwanzas, que corresponde a importação de veículos cujas marcas e modelos não estejam previamente homologadas. 

As infracções a importação de veículos para uso próprio são punidas com o valor de 795 mil kwanzas (Akz), no caso de automóvel usado, e Akz: 1.590.000,00, no caso de carro novo. Por outro lado, quando um titular deixa de reunir os requisitos para a prestação da assistência técnica pós-venda, é sancionado com uma multa no valor de 530 mil kwanzas. (http://angonoticias.com/full_headlines_.php?id=28571)
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Reflexões literárias: Livro de poesia (Consulado do vazio) na interpretação de Fridolim Kamolakamwe sob o título «A Desconstrução da Construção para Edificação do pretensamente Desconstruído frásico»

Nota: Caros (ou baratos -  não estamos a falar de preços!) leitores, decidi partilhar a curiosa interpretação que o conteúdo do meu livro de estreia "Consulado do Vazio" suscitou em Fridolim kamolakamwe. Foi-me dada pelo próprio por ocasião do lançamento (em Benguela, a 26/07/08), que ele enriqueceu com a sua forma ímpar de declamar. O texto não é curto mas eu voltaria a lê-lo sempre que pudesse, porque... ora porquê? Bom, porque o sentido polissémico da poesia é uma coisa espectacular, sobretudo quando o leitor cria, imagina eventuais contextos que seriam  a base do surgimento da obra. GP


Tema: «A Desconstrução da Construção para Edificação do pretensamente Desconstruído frásico»
“ The crack in the tea-cup/ Opens a lane / To the land
Of dead”   (A sevícia na xícara de chá, abre uma brecha para terra dos mortos)
Auden Webber (poeta Inglês) século xviii
O ser enquanto “Ontos”, está sujeito aos determinismos inalienáveis da sua natureza circundante, agindo por conseguinte, em função dos quesums e quesaruns inerentes às desinerências ditatoriais de tal realidade aflictiva, ora gravada na matriz iludibriável da sua própria existência;
quesuns  e quesaruns tão ilustres quão cancerígenos como a pobreza herdada, o albinismo inevitável, a negritude, a alienação, o iluminismo, o ocultismo, as seitas secretas, os deuses auto propostos os satanazes invencíveis, os contos de fada, o pai natal,a própria morte não escolhida e a vida jamais aceite por opção; é pois, a partir deste repertório de corruptelas circum-voláteis que o remetem ora à réu ora à juiz de si próprio, onde irá recolher os defraudados retalhos de suas vivências e expectativas, os seus malfadados infernos céus e purgatórios, para formulação de receitas de viveres ou morreres, para construção da sua história ao longo da passagem, pelo efémero jardim da vida.
Que dizer então de um pobre poeta, este pássaro que se surpreende zungueiro de assuntos, á revelia de vontades ilustres e antagonismos republicanos
Que dizer de um pobre poeta nos dias como os de hoje, onde às vezes a sombra é a lamparina do dia, e a lua morde mais que o recolher obrigatório no Iraque…
Que dizer de um pobre poeta cujo seu maior investimento é ele próprio, cujo maior empreendimento é um balão de sonhos que procuram o pavilhão do reconhecimento público, mirando a vida com o nguimbo dos dedos…
Que dizer de um poeta nos dias de hoje, em que o homem é o seu próprio inimigo, e Deus parece cansado de ser Deus, enquanto a TV assume o papel do odjango e das missas dominicais, em que sucumbem pássaros inocentes, no Iraque, em kabul e kandahar, nas minas de carvão na China, nos hospitais na índia! Em que mulheres, chefes de família se prostituem aos olhos de São Pedro, por um kilo de fuba que engane por alguns segundos a teimosia do estômago.
Faço das palavras do autor minhas:
Esta que se aproxima
Carrega uma criança às costas
E outra no ventre
Uma nuvem húmida rasga-lhe a blusa
Lembrando que é hora de parar e amamentar
E lá vai ela seguindo o itinerário que a barriga traçar
Gestora de um ovário condenado a não parar
Porque é património social
Penhora o útero na luta contra a taxa de mortalidade…

The crack in the tea-cup
Opens a lane
To the land
Of dead
Nestes célebres versos do poeta inglês, que criticava assim a atitude da rainha em relação ao tratamento díspar entre os fidalgos, anglo-saxões e a plebe, as massas, e que é hoje o hino de bandeira do grupo de Rap, racionais MC’s no Brasil, quando se levantam contra aquilo a que chamam  política sectarista em relação aos negros e pardos nas terras de Getúlios Vargas e Zumbi dos palmares, não vêm ao acaso chamados para esta reunião de análise, e de introspecção à qual nos convida o autor de “Consulado do Vazio”, aliás diga-se de passagem, um título muito bem conseguido, em cujas entrelinhas subjaz já a formula plurímembre e enunciativa dos elementos sintagmáticos do dizer poético, prenhes de plurisignificâncias incorrigíveis e dos axiomas de que se faz revestir este poemário, repleto de cambiantes líricas e de um platirríneo exercício musical, mesmo quando os versos aparentam suicidar-se no trigésimo andar da inevitável dúvida, que acompanha sempre o carpinteirismo literário;
e no apogeu da sua irreverência orgasmica, propõe vendilhonicamente uma milícia de sonhos que se propõem estradas fardadas de flores brancas, sem o grunhido falsiforme de braços apressados ao sopro fútil e sequaz dos gatilhos, discípulos de vontades alheias.
O poeta, em obediência à um instinto que não precisa de ser cruel para ser fatal, que não carece de ser amoral, para cumprir por inerência do próprio egos faciendi e dos determinismos augustos do lavoro artistico, que não precisa socorrer-se dos socratismos mega impressionistas e dos fanhosos aristotelismos à edificação de falsos pudores e pretensas fénixes renascidas, cumpre uma função específica, peremptória e “desquesumcitória” do subjecto enunciativo, neste imensamente belo e quantas vezes ingrato departamento do dizer, por meio da mímica quantas vezes mal interpretada das palavras, quais delas flores, quais delas cravos, quais delas felizes, quais delas discípulas de amorosas angústias, quais delas perfumadas de ventos cinzentos com rostos de feridas e calendários repletos de datas fúnebres e prédios a cair, quais delas viagras, capazes de atiçar a mais distraída filantropia entre convénios pro-guerra, quais delas capazes de despertar um platonismo aprisionado na comarca dos mais fúnebres silêncios, ou nas sacristias de vontades desconexas, ou de um lancinante beijo á despedida recrudescificando na mente inapta porque enfadada, caravelas de trabalhos negreiros, e esperanças mortas a partida.

“Pinto nestas linhas de poema desarmado
Um marco…do respeito pelos ideais
Que morreram no peito
Sem terem subido à boca
Ou descido às mãos, ou beijado montras”
As montras da vida, onde os homens bebem e deixam-se beber até que a sombra ilumine mais que uma noção de lugar a beira do nada? As montras repletas de mulheres ausentes até da própria ausência, aonde o sacrifício é o padre de uma missa plantada sobre as nádegas de alheios sandinismos nicaraguenses?
Cônscio como no-lo asseguram os frutos de sua ceara, da responsabilidade enunciativa de um carpinteirismo literário apurado, para perfeita construção frásica de um aparatus linguístico suculento, ainda que envolto em oceanos de metáforas e sugerências proso-poéticas, arremessa e arremessa-se a si mesmo num jogo cíclico de transmissão e retransmissão de valores, num exercício permanente de metaforização da palavra poética e de metasistematização da linguagem literária, confundindo a utopia que acompanha os desvarios da mente criativa, com o rigor auto-critico que parece sobressair no seu produto intelectual, como resultado meritório deste esforço de oficina , entretanto, contudo, porém…
“Na orquestra de quem trabalha
Estradas rasgam-se na curva dos seios
Na nudez do arco-íris
A vida é infindável caminhada”
Quem não vê os homens que atravessam diariamente a cruz da vida com o desespero mensal no bolso e o terço envelhecido da esperança, no escritório mais escuro da vontade de partir, nas minas, nas serrações, nas frentes de combate, no Iraque e no Afeganistão! É isso que nos fazem lembrar esses versos cujos laivos de denúncia deixam no palco da memória, a recordação incessante de um mundo que é preciso construir, sem que para isso, o poema se perca em derrapagens fastidiosas até que a poesia morra no desequilíbrio inestético da emoção incontida. Estamos sem dúvidas perante um poeta que dispensa os faustosos debates “euistas “de rádio e as tertúlias de vendilismos líricos, e os joguetes magoativos dos iluminismos compadristas…os requisitos presunçosos da idade, para atingir o clímax do verdadeiro fazer poético…viva, temos um poeta…mais um em Benguela. A intertextualidade quase refractária, quando confrontada com a seiva dos amores propostos pelos antigos, socorrendo-se porém da plurisotopia da linguagem e da plurisignificância dos próprios recursos estilísticos, cria e recria em torno da aura do poeta, um repertório de sentidos que ameaçam já timbrar o nome do enunciante, o subjecto proponente nos anfiteatros da eternidade, para que as unhas do tempo ruminem sobre a escassez dos sentidos, a luz, luz sobre o firmamento das ideias, luz sobre a morbidez dos caminhos de dizer a humanidade de tanto assim, pois claro que não,… a sugerencialidade desditosa das verberas anti-poiesis às quais sabe fugir, com um engenho admirável:
De noite
O corpo exausto cobra pelo descanso
Os olhos carregados enganam as almas
Que adormecem masturbadas…
Mais uma vez és a sentença pela mão do vate inconformado, algures por detrás de um cigarro grávido de quadrigémeos (Norte, sul, este e Oeste) com a cor da lua e da rua e com rosto de crianças que têm idades de velhos e dizem países sem coração, onde o carácter interventivo mas sem ser necessariamente panfletário, canta os homens vergastados de enxada na mão, cujo o cansaço do corpo anda igualmente cansado. És a brecha para lembrar o ensaísta brasileiro Jonas Negalhas “Os poetas são profetas, anunciam eras através da sua arte, são lutadores, usam a poesia como arma de defesa e de ataque” é assim o homem do Consulado do Vazio, onde cada menino de rua pode ser o Cônsul, e o Vazio, o mestre de cerimonia. Uma poiesis prenhe de presentes que já foram passados e se recusam terminantemente a ser futuros seja de quem for, seja em que parte for, para que haja luz no firmamento das ideias, pois
The crack in the tea-cup
Opens a lane to
the land
of dead
Este poeta não reclama, porque quem está já não é, e quem é já não está, este poeta não reclama, as coisas reclamam por si…quando auto demitindo-se dos preconceitos estético-aprisionistas e dos falsos iluminismos retóricos, dos fastidiosos recursos às nugas, ao uso do estribilho e às rimas milimétricas, dá a luz ainda que á cesariana, versos de um calibre lírico tal que alcançam os terraços das erudições mais distantes e cada vez mais raras porque inéditas, dispensando o voluntarismo das palavras kamikazes e o recurso supostamente anestésico às viagens propostas por kiekgaard e Heidger, os ínvios retratos de Dante Alighieri, Giaccomo del vechio, e Giovanni Boccacio, sem recurso aos discursos de destruição maciça, propondo um menu recheado de cambiantes líricas extraordinárias, para que a palavra tenha o seu lugar á mesa de um estar que é comum à monarquia das nossas presenças, repletas de aldeias sem humanidades, grávidas de frígidas irmandades.
“Na esquina do umbigo
Multiplicam-se funerais domésticos
Abortos não reclamados nas estatísticas nacionais
E o amanhã uma promessa ainda…”
Que a presente crítica ao livro de Gociante Patissa, não tenha o efeito do veneno do elogio que muitas vezes projecta o poeta para os antípodas do sucesso, e o faz resvalar no leito da preguiça e da vaidade, mas na orquestra dos seus versos habitam vinhos procurados e nunca revelados aos profetas, pois a inevulgaridade dos mesmos coloca-os desde logo à mercê da procura e dos contusionismos académico literários. Nullas est celeritas qui possit cum annimi celeritate contendere
Estamos em crer, que este autor, jovem por sinal, não passará para os antanhos da história como apenas mais um poeta, candidato á um lugar de destaque, na pendrive do esquecimento nacional, bem haja, e viva 
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Fridolim Kamolakamwe
*Bacharel em Filosofia-Seminário Maior de Cristo Rei, *Estudante do Segundo ano de Técnicas de Tradução-Universidade do rio Grande-Brasil / *Poeta- Declamador, Tradutor
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

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Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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