sábado, 14 de fevereiro de 2009

«A vida melhorou»

A tarde de sábado lá vai, apressada. Duas e quarenta agora. Ainda trabalha-se, sem saber a hora certa para largar. Coração desamparado não tem compromisso, não dá nem espera prendas, isso até São Valentim já sabe.

Mas nem tudo vai mal. Há dias que possuimos o modem, como se vê a coisinha branca ligada ao portátil, o que permite uma gestão mais dinâmica do Blog.

Tudo tem seu custo, obviamente. A média mensal é de Akz 4 mil e 500 (Usd 70), mais uma linha orçamental a cobrir com o ordenado. Mas ao menos acabaram-se as correrias pelos cybercafés para se conectar na Net. Melhor ainda, é não ter que guardar para os dias e horas normais de expediente os posts. Como diz o meu povo, por mais insignificante que seja a victória, «a vida melhorou!!!».

Bom fim-de-semana para todos e todas!
Gociante Patissa
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Já não importa como se manuseiam as cédulas de Kwanzas, a nossa moeda?

Há poucos anos convivemos com a mensagem «O nosso kwanza está a valer», da campanha publicitária institucional pela valorização da moeda angolana. Hoje, e nos mesmos órgãos de comunicação social, vemos a publicidade de certo banco, mostrando o seguinte...
Bom, se a moda pega e todo o mundo sai a fazer barquinhos, borboletas e carros de papel....
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Mulher taxista é homenageada pelo programa radiofónico “Viver para Vencer”

A segunda edição da rubrica “Nossa homenagem - um reconhecimento às pessoas pelo seu exemplo de sucesso”, emitida a 10/02/09, homenageou uma senhora. Beatriz Laura, ou Tia Bia se preferirem, é um exemplo de sucesso que vem da mística vila da Catumbela.

Quando obteve a sua carta de condução, não imaginava que um dia disputaria com os homens uma profissão rara entre as mulheres, a de taxista. Beatriz Laura era muito jovem ainda, e a condução era apenas uma habilidade para engrossar o curriculum vitae.
Com as mudanças que o país tem vivido e a falência de algumas unidades de produção, Tia Bia viria perder emprego, comprometendo-se deste modo a situação económica da família. Foi então que, volvidos 17 anos desde a obtenção da carta de condução, Tia Bia socorreu-se dela para o ganha-pão. Apareceu a oportunidade de trabalhar com um Hiace e ela disse “sim”.
«Comecei a actividade de táxi porque achei que era um meio de trabalho. Na altura estava desempregada e comecei, para não ter que ficar parada, fui fazendo alguma coisa», justificou
Em Angola, chamam-se genericamente de HIACE as carrinhas (mini-autocarro?) de nove lugares em diante, sejam de marca Toyota ou não. E, pelo seu tamanho, não colhem muita simpatia feminina. A tarifa na via Lobito Benguela, 30 Km aproximadamente, é de 100 Kz (USD 1,30).
Tia Bia conseguiu o Hiace através de crédito bancário. Ciente da responsabilidade, decidiu trabalhar, ela própria, ao volante até completar o pagamento. Mas teve de enfrentar algo mais difícil do que avarias de veículo, o preconceito.

«Mais difícil foi por ser única mulher. Todo mundo comentava, os colegas taxistas, dizendo que não é trabalho para mulher. E eu, de vez em quando, ficava retraída. Mas fui ganhando coragem até que me habituei e faço o trabalho normalmente», recordou.

E a relação com os passageiros «tem sido boa. Só de saber que – disse – estou a lidar com público, pessoas de todo tipo, de vários níveis, tenho tido a máxima paciência. Não é fácil lidar com eles, mas a gente tem que ter paciência».

Outro desafio de mulher taxista é conciliar o trabalho com o dever de mãe. «É difícil mesmo! Tenho que me levantar muito cedo, deixar as orientações de casa, ir para a via. Às vezes ter que sair um pouco antes da hora, [para] ver como é que as coisas e os miúdos estão, retomar o trabalho por volta das 14h30 e regressar antes das 18h», contou.

Bem-haja Beatriz Laura, a senhora da Catumbela que surpreendeu a sociedade no serviço de Taxi. Infelizmente, há meses que o Hiace da Tia Bia está inoperante por falta de correia de distribuição.

Note-se que a rubrica “Nossa Homenagem” é oferecida pelo programa de mesa redonda radiofónica, “Viver para Vencer”, uma produção da ONG angolana Associação Juvenil para a Solidariedade (AJS). Vai ao ar todas as terças-feiras, das 17-18h30, através da Rádio Morena Comercial (97.5FM), cobrindo as cidades de Lobito, Benguela e Baia Farta.

AJS – “A cidadania é resultado de um exercício permanente de Educação e Comunicação”. (GP)
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

"Segurança no trânsito", tema de mesa redonda hoje do programa "Viver para Vencer" na Rádio Morena FM (Lobito, Benguela e Baia Farta)

Os acidentes rodoviários estão entre as maiores causas de mortalidade em Angola, tal como estão a malária e a tuberculose.
Para a mesa redonda radiofónica de hoje, o seu contributo será valioso, ligando para 925917622, ou pelos emails: ajslobito@yahoo.com.br ajsolidariedade@hotmail.com
*******************
1. Você tem viatura própria ou utiliza transportes colectivos?
2. De que forma o trânsito afecta a sua vida diária?
3. Que soluções a apontar para a melhoria do trânsito em Angola, de modo geral, e na sua localidade, particularmente?
4. Uma vez que os kupapatas (mototaxistas) são acusados constantemente de estar na base dos acidentes, que medida se deveria tomar quanto a isso? Extinguir a "profissão", capacitá-los, ou deixar a situação como está?
5. Já ouviu falar do novo código de estrada? O que acha que trará de bom?
AJS - "A cidadania é resultado de um exercício permanente de educaçção e comunicação"
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domingo, 8 de fevereiro de 2009

poemas do meu dorso: "Sonhos de rua"

No dia de São Valentim
vou apanhar flores
e guardá-las bem perto de mim
debaixo do meu banco de jardim
e tenho a certeza de que logo à noite
a morena miss dos meus sonhos
a sua prenda virá reclamar
sou criança de rua
mas tenho o sonho
na conta do que a sorte me negar
«In Consulado do Vazio, KAT-GP, Benguela, Maio de 2008»

(Foto "Coração com asas" retirada de http://nodiscrimine.blogspot.com)

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Programa radiofónico homenageia jovem pelo exemplo de sucesso

Malaquias Tchimbambi Ngolo, de 32 anos, residente no Lobito, foi o homenageado da rubrica “Nossa homenagem-um reconhecimento às pessoas pelo seu exemplo de sucesso”, no passado dia 03/02.


Foi há seis anos que Malaquias decidiu retomar os estudos, enfrentando o ensino superior. Na altura, já era professor, chefe de família, e ocupava metade do seu tempo vendendo roupa na praça do Chapanguele.


Inscreveu-se e fez a prova de admissão. Mas ao ver a pauta, o nome dele estava entre os não admitidos. Seguindo um princípio da Universidade Agostinho Neto, o candidato recorreu. E, uma vez notada a irregularidade, foi readmitido. «Os jovens têm que ser fortes. Desde que a pessoa saiba, tenha convicções naquilo que fez, então é o momento também de exigir um pouco de justiça», referiu.


O primeiro ano, também conhecido como o ano da adaptação, foi o mais difícil. Mas com dedicação e grupos de estudo, Malaquias licenciou-se em história o ano passado. E não quer parar por aí, diz mesmo que a licenciatura é (apenas) «um dos sonhos, mas ainda as ambições são maiores. Não termino por aqui, porque - disse - tenho um caminho a percorrer, fazer o mestrado e por aí fora».


Hoje, Malaquias Tchimbambi Ngolo é um dos jovens que batalham para legalizar a Associação dos Universitários da Santa-Cruz, no Lobito. O objectivo é dar explicação aos jovens que pretendam ingressar no ensino superior. As explicações são a custo zero nas cadeiras de história, matemática, psicologia, para só citar algumas.

A passagem pelo escutismo despertou nele uma sensibilidade maior quanto aos problemas que a juventude atravessa. Mais do que isso, Malaquias realçou também que a responsabilidade dos próprios jovens faz a diferença, já que o tema da mesa redonda era “os desafios da mãe solteira”. «Há a necessidade de os jovens adoptarem mecanismos próprios, que são a fidelidade, o uso do preservativo. Sobretudo a fidelidade!», enfatizou para de seguida asseverar que «se o jovem é o futuro da nação, é a força motora que se espera, tem que ter cautela e primar, acima de tudo, pela formação».

O programa de mesa redonda “Viver para Vencer” é uma produção da AJS - Associação Juvenil para a Solidariedade, emitido às terças-feiras das 17h às 18h30 da Rádio Morena Comercial, cobrindo os três municípios do litoral da província de Benguela.
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

"Desafios da mãe solteira", tema de mesa redonda hoje às 17 horas

Hoje, 03/02 (3ª feira) é dia de mesa redonda, você está convidad@, das 17 às 18h30 na Rádio Morena.
- Quais as dificuldades vividas pelas mães adolescentes?
- Que acha da forma como a sociedade trata as mulheres abandonadas pelo pai da criança?
- Que implicações tem o fenómeno da mãe solteira ao desenvolvimento do país?
- Qual é a idade ideal para se ter o primeiro filho?Estas são algumas reflexões a levantar na primeira edição da segunda fase do programa radiofónico "Viver para Vencer", uma produção da AJS pela cidadania e saúde preventiva.
Não perca (se estiver no litoral da província de Benguela)!Pode mandar seu contributo:
- Ligando para o móvel da rádio (927585785) entre 17H20 e 18H10;
- Escrevendo para ajslobito@yahoo.com.br ou ajsolidariedade@hotmail.com
Citação: "a maioria das famílias angolanas é gerida por mulheres; umas porque são viúvas, outras até viúvas de marido presente" (anónima)
AJS - A cidadania é resultado de um exercício permanente de educação e comunicação.
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(Humor) Um da 3ª Classe descreve A VACA

O tema: - A vaca e a sua utilidade.

«A vaca tem quatro partes: a dianteira, a trazeira e, depois, o rabo que acaba nos pêlos. Debaixo da vaca está a leitaria. Com o rabo enxota as moscas que a picam. O marido da vaca chama-se touro. Não dá leite, por isso não é mamífero. Dos chifres fazem-se botões de madrepérola. A vaca é muito útil: come-se por dentro e bebe-se por fora»
Fonte: Almanaque das missões, 1974 (Fotos da Net)
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sábado, 31 de janeiro de 2009

Fevereiro há-de ser diferente?

Bem-vindos à estaçaõ de Fevereiro. Que balanços de Janeiro? Há-de ser diferente este mês?
Claro, que SIM (dirá você)... Mas há sempre um ou outro vivendo preso a um compromisso, sem prazer nem vocação, apenas pela necessidade de sobreviver e aumentar o poder de compra, simplesmente arrastando (e deixando-se arrastar com) o tempo...
"A liberdade é o direito que cada um tem de escolher a sua própria opressão" (anónimo)
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Que acha de kisaka importada (enlatada)?

Nota: O relato que se segue ocorreu por volta das 21 horas de 6ª feira, 30/01/09, na cidade de Benguela. Angodebates

"Dizem que já veio kisaka importada", diz a balconista do mini-mercado, enquanto factura as compras de mais um cliente.

"Kisaka importada? Assim é como?", questiona a colega de lado.

"Em lata mesmo", diz ela, que não fica indiferente ao sorriso repentino do cliente (será de reprovação?). "O moço até está a rir".

Não deixando a conversa morrer por aí, prossegue:

"Dizem que já vem mesmo preparada, você só tem que fazer o refogado".
"Kisaka importada? Daqui a pouco vamos importar vizinhos", interfere, um tanto conservador, o cliente. No seu imáginário, se calhar, a kisaka é, tal como a bandeira nacional, um símbolo que deveria ser made in Angola.

"Eu é que não compro kisaka de lata. A pessoa já come tanta coisa importada!...", sentencia a assistente de balcão.

Para quem não conseguiu ainda perceber, estamos a falar de uma iguaria cá da banda, feita de folhas de mandioqueira, um prato "especialmente" mwangolê acompanhado com um bom funge, peixe frito, ou carne assada, para se ter uma ideia, mais ao fim-de-semana.

Já agora, o que é que você acha de saborear uma kisaka enlatada? Se já importamos tanto, que diferença faria?
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Benguela prepara-se para acolher CAN de futebol 2010

Aceleram-se as movimentações em torno da preparação do Campeonato Africano das Nações em Futebol (CAN2010), que Angola alberga já em Janeiro do próximo ano. A entidade organizadora, que atende pela sigla COCAN (Comité Organizador do CAN), em terras de Ombaka, merece os nossos parabéns por ter já "casa própria" e, melhor ainda, muito bem localizada. Exactamente no chamado prédio da Cruz Vermelha, na rotunda do Coringe que dá para o aeroporto 17 de Setembro, na rua da Catedral, a mais principal e vistosa das ruas de Benguela.

Que venham as nações concorrentes, os turistas e as receitas para a economia do país. É que temos sorrisos suficientes - se não for nas acácias, será decerto no rosto do povo, no sopro do mar ou na virgindade das montanhas. Gociante Patissa

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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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