quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Aforismos e anúncios chamativos

"Se bebes para esquecer, paga antes de beber" (Bar, Benguela)

Não corra/não mate/não morra (via entre Benguela e Huila)

"O fiado é como a barba, se não cortas, cresce" (Lanchonete na Caponte, Lobito)

"Meta isso na cabeça de uma vez por todas" (referência ao condom)

Qual deles lhe parece ter mais graça?
Abraços do vosso Gociante Patissa
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terça-feira, 3 de novembro de 2009

De volta à casota...


É sempre uma emoção agradável girar a chave e empurrar a porta de casa, depois de alguns dias fora. É como se a morada renascesse. Vamos lá ver o que Benguela nos reserva...
Abraços aos amigos, meus e do Blog. E por falar nisso, há dias que noto ausência da república do Kenya entre os visitantes... quê isso? É por algo de errado que eu tenha feito???
Gociante Patissa
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domingo, 1 de novembro de 2009

Uma homenagem aos ardinas


O fim-de-semana é para eles e respectivos clientes o ponto mais alto da procura, que é quando vêm à rua  os jornais privados, de longe mais solicitados que o Jornal de Angola (oficial e único diário do país). E lá vai o ardina, levando muitas vezes jornais cujo conteúdo não teve tempo de ver, isso, se é que o entenderia.
Gociante Patissa
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sábado, 31 de outubro de 2009

Sugestão de Leitura: "Quem me dera ser onda" (versão bilingue, Português/Umbundu)


Depois de muito procurar pelo célebre "Quem me dera ser onda", da autoria de Manuel Rui Monteiro, eis que descobrimos uma livraria na cidade de Luanda. Trata-se da Livraria Lello. É uma versão bilingue Português/Umbundu, de 147 páginas, com tradução do filósofo (e não historiador segundo correcção recebida de um dos nossos leitores) Jaka Jamba, com a chancela da Editorial Nzila, Setembro de 2000.

Continuação de bom fim-de-semana!
Gociante Patissa
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Jovem escritor estreia-se com "Matrimónio Venerado"


“Matrimónio Venerado” é título de obra literária, cujo lançamento ocorreu na quinta-feira (29/10) em Luanda. Da autoria de Isaac Pacheco “Macumbumdu da Graça” (à direita na foto), que se estreia embora esclareça não se tratar do primeiro manuscrito da sua lavra, o livro tem seis capítulos e 30 páginas, com edição independente.

Curioso, o Blog Angodebates perguntou se o autor já passou pelo matrimónio. «Não passei. Mas como objecto de ficção podemos ter uma ideia do que é matrimónio», referiu Isaac Pacheco, para a seguir acrescentar, «o romance retrata a vida conjugal, parte de alguns princípios: o namoro, o noivado, até ao matrimónio. Exactamente queremos apresentar frutos daqueles matrimónios que já existem».


A apresentação do livro esteve a cargo do escritor Carlos Pedro (CP), que é Coordenador de actividades da Brigada Jovem de Literatura.

de uma forma recreada, reflexiva, como manda a regra da literatura, a regra implícita. O autor faz uma incursão daquilo que é o matrimónio cristão e não cristão. Na sua visão, [o primeiro] é ideal se quisermos ter uma família mais saudável, com harmonia.  É uma obra importante porque é um género que poucos jovens têm estado a cultivar, comparativamente com a poesia», considerou CP.
«É uma obra actual, retrata um tema muito apelativo


CP revelou que pelo menos dez jovens escritores estrearam-se este ano, safra superior a do ano anterior, o que vê com um misto de agrado e preocupação.


«Apela-se aqui aos críticos para poderem fazer um estudo de uma nova geração que já surgiu. Portanto, seleccionar os livros, fazerem uma abordagem, para vermos então como vai o estado da literatura angolana com o surgimento destes novos».


Gociante Patissa, Luanda, 29 de Outubro de 2009
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Crónica: "(...) haverá geração melhor?"


Era para ser inesquecível, e o foi (apesar de tudo). O reencontro é, ou seja costuma ser, mesmo nas mais adversas circunstâncias, uma emoção positiva.

D. Makiadi Maria atravessava a fronteira na companhia da família, uma filha e duas netas, cujo pai, que era suposto ser genro, nunca chegou a conhecer. Mas para quê falar dele agora, se só é homem quem está presente?! Viúva de marido e de genro fugidio.

Ao partir para a sua segunda pátria, plantara a semente da esperança. Por isso, adorava a vida no estrangeiro. Não porque se sentisse realizada, mas simplesmente porque sonhava voltar à terra, quando despertasse no coração dos homens o lado mãe.

Quem é camponês onde nasce, o é em qualquer parte… se não de corpo, pelo menos de alma, sendo que, no entender da experiente D. Maria, lavrar a terra é das mais limpas profissões, as que não atraem políticos. Aliás, ela sempre teve mau pressentimento em relação aos políticos, e estava certa… se calhar.


No fundo, o que incomoda as pessoas não é tanto dos actos animais, mas a sua própria impotência perante estes. De tal forma que, aconteça o que acontecer, a imagem daquilo que nos é sublime permanece sempre viva no tesouro da memória.

D. Makiadi Maria, por exemplo, guardava na memória uma imagem adolescente do Uíge, quer enquanto cidade, quer enquanto berço da sua gente, suas raízes. Muito café, muito algodão, muita educação à sombra da mulembeira.

Essa imagem, obviamente, remetia-a aos tempos de mocidade. De repente, ela deixa de sentir a dor dos pés inchados pela caminhada, pois o subconsciente percorria, despreocupado e veloz, as artérias da cidade… correr, com a sensação de voar!


– QUEM TEM CRIANÇAS, VAI À DIREITA! – ordenava o técnico do Ministério da Reinserção Social – ESTÁS A OUVIR, Ó MAIS-VELHA?


Nesse instante, D. Makiadi acorda do sonho em que andava embalada em pé e reencarna a condição de angolana expulsa da Republica Democrática do Congo após 40 anos. A roupa que cada membro da família trazia no corpo era tudo o que aconseguiram salvar.


Várias famílias partilham o mesmo drama, o de não saberem o que fazer no dia seguinte. Enquanto isso, os políticos apertam os braços… de desculpas e entendimento diplomático. O que vem a seguir para os da base da pirâmide, D. Maria ainda não sabe, e talvez não seja a única.

"Pobres políticos… haverá geração melhor?”, indaga-se a velha no silêncio.

Gociante Patissa, Luanda 27 de Outubro de 2009
PS: Adaptação do texto/exercício com vírgulas improvisado na prova de Português na Universidade-ISCED
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Recados de uma chuva


Luanda, 25 Outubro 2009
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Nossa Homenagem à mulher


"Por muito que o galo cante, não pode é esquecer que veio do ovo" (tradução livre de provérbio bakongo)
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

Com tecnologia do Blogger.

TV-ANGODEBATES (novidades 2022)

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