quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Opinião | Porque perdemos todos na briga judicializada entre entre o vice-procurador e o jornalista

Estando aprazada para o dia 13 deste mês a sentença, gostaria muito que o jornalista Carlos


Alberto ganhasse a causa no processo movido contra si pelo vice-Procurador Mouta Liz por crime de difamação e calúnia (conforme o cartaz), na sequência de uma série de reportagens no seu canal A Denúncia sobre alegada apropriação ilegal e abusiva de terreno de pacato cidadão pelo dignitário para fins particulares .

Não é que afiance os excessos, adjectivos ou entusiasmo do redactor/repórter, mas porque seria uma perigosa jurisprudência prender jornalistas, encerrar órgãos ou proibir gestores de frequentarem as suas próprias empresas de comunicação social como medida de coação pessoal, na medida em que não há memória de tal ter ocorrido com profissionais no exercício da actividade quando os visados são "apenas" cidadãos comuns. Não é que também não reconheça legitimidade em Mouta Liz (neste caso como cidadão em litígio particular) de ver reparados os danos à sua imagem e reputação, até porque nestes defendi sempre que cabe aos tribunais arbitrar, não devendo os jornalistas quando "apertados" por coisas que publicaram se fazerem de vítimas. A razoabilidade deve imperar.

A questão é que podemos hoje andar emprestados a outras variantes da comunicação e não só, porém não deixamos de ser cidadãos com consciência cívica enquanto jornalistas, ramo ao qual volta e meia retornamos. E nessa qualidade defendo que precisamos de um sistema de justiça/Direito eficiente, do mesmo jeito que precisamos de um jornalismo investigativo acutilante em defesa do interesse público e da justeza social, de uma sociedade civil ética e coerente. A democracia carece deste equilíbrio ou então perdemos todos e bem perdidos! Ainda era só isso. Obrigado Gociante Patissa | Luanda, 09 Setembro 2021 |
www.angodebates.blogspot.com imagem 2: Carlos Alberto (à direita), ladeado do actual secretário-geral do Sindicado de jornalistas angolanos, Teixeira Cândido (à esquerda) - arquivo Manifexto
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