sábado, 8 de outubro de 2016

Angola at Frankfurt Book Fair


Luanda - Angola will attend the Frankfurt Book Fair set to take place from October 17-23 in Germany.

The information is contained in a press note from the Angolan Writers Association (UEA) that says the writer Gociante Patissa will represent the country at  the event.

According to the UEA note that reached ANGOP, the presence of Angola follows an invitation by the Press and Culture section of the German Embassy in Luanda. Gociante Patissa, a relatively new name in the history of the Angolan literature, is seen as showing considerable signs of a promising career.

In addition to having published two books of short stories, two of poetry, a novel and one of chronicles, Gociante Patissa won the Benguela province Culture and Arts Award in 2012, for his contribution to the spread of the Umbundu language and culture.

The writer also won the Sonangol Arts Festival Award in 2014 in the poetry category.
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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Divagações | Um arquivo a ter em conta

Na ressaca da comemoração da data simbólica da fundação da Rádio Nacional de Angola, 05 de Outubro, ficam aqui algumas linhas elogiosas ao inegável contributo da Rádio Benguela no registo da nossa história através do seu vívido arquivo. Não foi para já uma primeira vez que os ouvintes puderam "conviver" com personalidades que já não fazem parte deste mundo. De qualquer modo, vale ressaltar quão relevante foi na peça sobre a sua figura recordar pelo registo sonoro risadas de Raul David, o escritor do peculiar suspensório, português refinado, para quem "um artista que não seja boémio é um artista parado" e que "andar sem gravata é o mesmo que andar sem cuecas"
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Angola: Participation angolaise à la foire internationale du livre de Frankfurt

Luanda — L'écrivain Gociante Patissa va représenter l'Angola à la foire internationale de Frankfurt prévue du 17 au 23 octobre prochain en Allemagne.

Un communiqué de l'Union des Ecrivains Angolais (UEA) parvenu à l'Agence Angola Presse (Angop) souligne que l'Angola a été invité par la section de presse et culture de l'ambassade d'Allemagne à Luanda.

"L'écrivain été désigné par l'institut cultural allemand Goethe pour représenter l'union des Ecrivains angolais », lit- on dans la note.

Gociante Patissa est un nom relativement récent dans l'histoire de la littérature angolaise mais avec des considérables signes d'une carrière qui promet. Outre la publication de deux livres de contes, deux œuvres de poésie, une série et un livre de chroniques, il a décroché, en 2012, le prix provincial de la culture et arts à Benguela pour sa contribution dans la langue et culture Umbundu.

Gociante Patissa a également remporté le prix Festival d'Arts de la « Sonangol » en 2014 dans la catégorie de poème.

La foire internationale de Frankfurt est l'une des plus grandes rencontre mondiales du secteur éditorial et compte 5 siècles de réalisation.
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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Angola participa na Feira Internacional do Livro de Frankfurt

Texto da Angop05 Outubro de 2016 | 11h58 - Actualizado em 05 Outubro de 2016 | 11h58

Luanda- O escritor Gociante Patissa vai representar Angola na Feira Internacional de Frankfurt a decorrer de 17 a 23 do corrente mês, na Alemanha.

Segundo uma nota de imprensa da União dos Escritores Angolanos (UEA) a que a Angop teve acesso, a presença de Angola resulta de um convite feito pela secção de Imprensa e Cultura da Embaixada Alemã em Luanda.

“O escritor foi  seleccionado pelo Instituto Cultural Alemão Goethe Institut para representar a  União dos Escritores Angolanos”, lê-se na nota.

Gociante Patissa é um nome relativamente recente na história da literatura angolana, mas com consideráveis sinais de uma carreira promissora.

Para além de ter publicado dois livros de contos, igual número de obras de poesia,  uma novela e um livro de crónicas, foi galardoado em 2012 com o prémio Provincial de Cultura e Artes em Benguela pelo seu contributo na divulgação da língua e cultura Umbundu, através de contos e das novas tecnologias de informação e comunicação. Venceu ainda do prémio Festival de Artes da Sonangol em 2014 na categoria de poema.

A Feira Internacional de Frankfurt é dos maiores encontros mundiais do sector editorial e conta com cinco séculos de realização. Os  19 países participantes terão a oportunidade de saber mais  sobre a história da literatura alemã e ao mesmo tempo dar a conhecer o que se faz e aspira de literatura nas suas sociedades de origem. A par da comercialização de obras e negociação de direitos autorais, o evento vale ainda por ser uma plataforma de oportunidades intelectuais diversas, com destaque para os ciclos de conferências.

Para a União dos Escritores Angolanos, o convite recebido para uma tão importante montra intelectual representa não só o progressivo reconhecimento da vitalidade da literatura angolana, mas também um saboroso fruto do exercício permanente da diplomacia cultural, que passa pela tradução de antologias e pelo estabelecimento e preservação de boas relações e parceria.
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Coreografia

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Just a question

No outro dia desloquei-me a uma Casa dos Rapazes, ou Seminário Propedêutico, como também são conhecidos os internatos da igreja Católica vocacionados para a formação de padres. O seu currículo escolar tem equivalência do ensino médio do sistema oficial de educação. O Seminário é uma instituição tradicionalmente reputada pela consistência no perfil de saída dos seus formados (algumas vezes é também negativamente julgado pelo método alegadamente duro e competidor, que faz com que tendencialmente aos ex-seminaristas seja atribuído o defeito da "ostentação" do saber). O que me despertou a dúvida é que os mais de trinta adolescentes e jovens presentes quando ali passei, leitura que faço pelo método da observação, são de origem social de baixa renda. Não há como sofismar isso mesmo ao primeiro olhar. Será que os ricos e/ou famílias da classe média/alta não se revêem no sacerdócio (celibatário) para os seus herdeiros? E já numa perspectiva de história, pode alguém partilhar connosco nomes e obras de missionários vindos de famílias social e materialmente de fartura? Ainda era só isso. Obrigado
Gociante Patissa. Benguela, 05.10.2016
www.angodebates.blogspot.com
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terça-feira, 4 de outubro de 2016

A quem possa interessar | Bolsa de pós-graduação na Universidade de Temple

O Departamento de Espanhol e Português da Universidade de Temple, universidade pública da cidade de Filadélfia, oferece bolsas (isenção de pagamentos, seguros e salário de cerca de US $ 17.000 por ano para até quatro anos) para os estudantes que desejam realizar estudos de pós-graduação nos Estados Unidos. Qualquer proposta de trabalho relacionada com a literatura, estudos culturais e lingüística hispânica ou lusófona pode pleitear esse auxílio, compatível com outras bolsas. Mais informações, aqui no site da universidade:
http://www.cla.temple.edu/spanpor/graduate/
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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Crónica | Até vende muito bem…

Passei esta tarde pela loja do árabe ou por aquilo que de memória visual ainda resta dela.

É um destes estabelecimentos privados cujo fecho de portas por falência representa uma amputação colectiva dos munícipes que ali acorriam para adquirir vestuário e calçado de uma linha que não alcança bem o padrão de qualidade ocidental, mas também não chega mentir tanto quanto nos habituou a generosidade chinesa do custo por produto.

Na verdade, já há coisa de uma semana ou talvez pouco mais que vinha pensando em garimpar novidades, depois de ver a porta entreaberta e alguns homens com cara de cimento e tijolo entrando e saindo pela meia-porta.

Devo antecipar-me em reconhecer e possivelmente esclarecer que não há nada de extraordinário no verbo passar, quando o sujeito da frase neste caso sou simplesmente eu. Todo o mundo por ali passa e nem por isso fazem do facto objecto algum de notícia. De facto, não é por aí que o mar vem à terra. A rua é principal, a loja do árabe fica mesmo na berma ali em cima do cruzamento. Além do mais, já vai para aí um ano, se não mais, que aquilo fechou as portas ao público. Ao público e aos funcionários, diga-se. Parece que nem as moscas sequer conseguem entrar, de tão bem encerrado que ficou.

Diz-se por aí, o que também não exige dupla confirmação, de tão evidente, que o comércio ficou acometido pela endemia da evaporação das divisas, e não há o que dividir sem divisas. O coitado do comércio asfixia sem ter dólares para bombear as artérias da importação; que o libanês alheio deve ter trocado o nosso solo por um qualquer destino distante da crise económica em termos mais directos, por uma garantia de previsibilidade. Estou em crer que isto é o que mais deve haver para quem dorme e acorda ruminando leis de mercado.

Mas como ninguém nos proíbe de respirar a esperança, inalei uma boa quantidade dela quanto a uma possível reabertura da loja, mesmo até porque, à parte as portas trancadas e a vitrina opaca de jornais velhos, no resto da identidade visual tudo se mantinha intacto. As cores, a enorme placa do letreiro. Então, mas o que andarão os homens a fazer neste entra e sai mais ou menos discreto? Estarão em retoques de recomeço? Perguntaria você. Não, mano. Vai ser igreja. Igreja mundial.

E pronto. Despedi-me do meu interlocutor, jovem ajudante de pedreiro, com um misto de desilusão e ao mesmo tempo comemoração. Afinal nem tudo vai mal. Ao menos a importação de missionários, brasileiros, não ficou afectada. Há sempre um segmento industrial que sobreviva. Há sempre quem queira comprar. E a fé até vende muito bem…
Gociante Patissa, 29 Setembro 2016
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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

(arqivo) Diário | Mas casamento não é festa?

“Esses dois que desenhaste vão aonde, Tái?”
“Eles ainda não sabem; pensaram que vão à festa, afinal é casamento.”
“Postos lá, vão ver que estavam enganados?”
“Ya! Agora queriam fugir, o noivo lhes agarrou: Xê, vocês vão aonde?”
“O noivo?”
“Esse pequeno atrasou porque tomou banho, os outros foram só mesmo assim, sujos.”
“Mas casamento não é festa?”
“Não. Festa é que as crianças dançam, kuya bwé; casamento, não.”
“E lá aonde foram é muito longe de casa?”
“Não.”
“E foram de quê?”
“A pé… Ah, de mota!”
“Agora têm que voltar para casa, porque casamento não é festa, né?”
“Sim, tio. Esse pequeno ainda não sabe; está a gostar, porque acha que vai assistir bonecos…”
“Ah, é?”
“Afinal o pai dele está em casa, não foi trabalhar.”
“Assim, ele não pode ver bonecos?”
“Não, porque o pai está a ver o noticiário.”
(Diálogo que ocorreu na presença dos pais do menino de 5 anos, Benguela, 28.09.2014)
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Just a thought

Cheguei a visitar os EUA no mandado de Obama como presidente, Portugal no mandato de Cavaco, a Namíbia com Pohamba no poleiro, o Brasil durante o consulado de Dilma, Israel no madanto de Shimon Peres, a Inglaterra com Cameron. Deste grupo já só restam poucos meses para o último ainda em funções, o mano Obama. Estive a pensar se não seria mais um pingo para a história pessoal de viajante apanhar os últimos dias da tia Angela Merkel hahahaha
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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Morreu Shimon Peres, presidente de Israel, até ao momento o único que alguma vez fotografei e que passou por mim a uma distância de pouco menos de dois metros. Shimon Peres era tido (até mesmo pelos palestinianos) como comedido e conciliador. Guardarei dele a emblemática simplicidade com que interagiu com escritores e livreiros numa sala com mais de duzentos participantes em 2013, apertando ao mão a muitos na cerimónia da entrega do galardão da 26.ª Feira do Livro de Jerusalém

Feira do Livro em Jerusalém homenageia escritor espanhol Antonio Muñoz Colina. Cerimónia de abertura presenciada pelo presidente israelita, Shimon Peres

S. Peres e escolta.
Abriu as portas ao público a 26ª edição da Feira Internacional do Livro em Jerusalém, capital de Israel, aproximando editores, escritores e livreiros de 14 países da África, Europa, Ásia e América. Angola, Brasil e Portugal partilham o pavilhão da comunidade de falantes da língua portuguesa.

No discurso de abertura, o chefe de estado israelita e Prémio Nobel da Paz, Shimon Peres, destacou a aspiração de fazer de Jerusalém “a capital do livro”, ao que associou a relevância da “paz no coração de cada um”. Em boa forma física, o octogenário usou do bom humor para a advertência que se impõe quanto ao cultivo do hábito de leitura. “Na era do facebook, ainda se podem ler livros em Jerusalém”, referiu.
  
Instituída em 1963, a Feira Internacional do Livro em Jerusalém tem periodicidade bienal, sendo que cada ocasião premeia um escritor cuja obra “expresse a ideia de liberdade do indivíduo na sociedade”. Na presente edição, coube o galardão ao espanhol Antonio Muñoz Colina, 57 anos. Colina sublinhou que “a literatura não é produzir conteúdos”, pois “contar histórias não é senão um meio de nos mantermos vivos”.

A. Colina
Avaliado em dez mil dólares americanos, o prémio consagrou também Bertrand Russel (1963), V.S. Naipaul (1983), Mario Vargas Llosa (1995) e António Lobo Antunes (2005), para não nos alongarmos na lista.

A Feira Internacional do Livro em Jerusalém decorre até à próxima sexta-feira, 15/02. No pavilhão da língua portuguesa, o espaço será ainda animado com a presença dos escritores José Luis Peixoto e Lídia Jorge (Portugal), Frederico Ningi e E. Bonavena (Angola), entre outros.
Gociante Patissa, Jerusalém 10 Fevereiro 2013.
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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Festival de Poesia no Huambo 2016 | EXPRESSÃO

Huila
Huambo
Benguela
Kunene
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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Just a question

Cada vez que levo o carro à revisão, volto de lá com o meu lado resmungão afiado. Mas é sempre a mesma coisa. Depois de algumas horas, a "revolta" abranda, para ressurgir no outro ciclo dos cinco mil quilómetros. Se calhar porque serve de consolo pensar que as dezenas de milhares de kwanzas que do salário retiro servem para sustentar os compatriotas funcionários e técnicos de lá da concessionária. Mas a ser verdade que a Toyota vai despedir dois terços do seu pessoal, conforme se ouve na imprensa, assim ainda, me façam só o favor de esclarecer: o preço da revisão vai baixar, já que passa a estar menos mão-de obra a pegar no meu carrito? Haka! Ou, pesando bem, não teremos só uma esquina qualquer a vender veículos made in Angola, que é para "chapadar sem mão" os nipónicos? Assim já a tal coisa é o quê que eles têem que nós não temos afinal? hahahaha? hahahaha
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Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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