quinta-feira, 8 de setembro de 2016

E PORQUE HOJE (8 SET.) É DIA MUNDIAL DO JORNALISTA, VOLTO A PARTILHAR UMA ENTREVISTA/ÁUDIO DO MEU ARQUIVO

Este é o bruto da entrevista conduzida pelo jornalista Crisóstomo Horácio, na reportagem que ouviu Gociante Patissa sobre o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, cujos extractos serviram para a peça sobre o tema no Magazine Diocesano de Benguela, produzido nesta província e emitido pela Rádio Ecclesia Luanda, no dia 04.05.2014
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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Consoante o ante-título desta matéria do Jornal de Angola, o musico Euclides Da Lomba, de tão bom a cantar, até provoca "eurofia". Deve ser qualquer coisa ligada a dívidas e Europa. Brincadeira. Seria Euforia


Quem alguma vez trabalhou com formato impresso sabe o que dói ver aquela gralha estampada, mas que nos escapou à revisão, não havendo ainda por cima formas de correcção. 
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(arquivo) Breve postal

A cidade prepara-se para escurecer, mesmo até para coincidir com o efeito da noite. É tépido o que ainda resta de sol na rua que vai do hospital central à rotunda do Kalunga. A contemplar o cabo submarino estão duas mulheres, uma beirando os 40 anos, outra aparentando mais, metade Europa, metade África. A vedação do quintal só permite ver-lhes o busto. Contemplativas, ares de paz. O que lhes vai na alma é património alheio. O respeito pelo silêncio desaconselha a anónima saudação. Chega a essa leitura o cidadão que faz uma breve paragem, de modo a descartar-se do saco de lixo no porta-bagagem, não estivessem dois contentores disponíveis. O interior do carro guarda o perfume do que foi banana, agora já cascas somente. As duas almas, encarnando de improviso o estereótipo classicista, soltam inconveniências: “Saem lá bem longe, bem longe, para meter lixo no nosso contentor?!” O automobilista não entende o que é “sair de longe”, muito menos a alegada posse quando se trata de um serviço suportado pela municipalidade. Vai daí ignorar o protesto. Não valia a pena discutir miudezas com mentalidades medievais. Faz o que tem que fazer e deixa-as exteriorizar seus dizeres fedendo pior que o lixo no contentor. Amanhã é domingo, e não se afasta a hipótese de cruzar com elas à porta de um desses emblemáticos templos. Benguela tem disso também, pois claro.
Gociante Patissa, 7 de Setembro de 2013
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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Viagem no olhar alheio

(modelo Dezilda Neves Neves, profissional de televisão)
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Registo

O lado bom de "patar" como imprensa é reencontrar (e socializar com) amigos que estão no activo. A mais recente cobertura que fiz (graças à credencial que o Horácio me safou) deu-se no sábado passado e aproveitei para fotografar dois profissionais de Benguela que geralmente ficam por trás das máquinas, sendo o Tonguinha Oliveira (celebridade no ramo da fotografia) e a Dezilda Neves Neves (produtora em televisão).
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UMB: Mariane André oyo onduko yaye, wovolupale wo Lupito, okwete ongavelo yokwimba ovisungo

UMB: Mariane André oyo onduko yaye, wovolupale wo Lupito, okwete ongavelo yokwimba ovisungo.
POR: Mariane André é o nome dela, vive na cidade do Lobito e tem o dom de cantar.
ENG: Mariane André is her name, lives in Lobito, and is a gifted young singer.

(foto feita durante a gala de eleição da Miss Lobito 2016/17)
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domingo, 4 de setembro de 2016

Baía Farta enlutada | faleceu Basílio Jessé 

Soube há pouco por esta via do falecimento de Basílio Sassenda Jessé (54 anos), até à data administrador municipal adjunto da Baía Farta, vítima de doença no hospital geral de Benguela, hoje. Não é costume me pronunciar sobre circunstâncias do género naquela administração, por razões pessoais, mas abro excepção para uma palavrinha de apreço. Conheci-o em 2004 durante a extensão das actividades do projecto "Palmas da Paz", vertente de realização de seminários e workshops sobre prevenção e resolução de conflitos no contexto do pós-guerra, complemento do programa radiofónico pela cidadania. Coordenava eu o projecto e a ONG que o implementava, a AJS (Associação Juvenil para a Solidariedade). Basílio era Chefe de Secção Municipal da Educação e importante parceiro para o êxito do nosso projecto. Bem humorado, criativo, flexível em lidar com gerações mais novas, Basílio foi sempre um bom camarada. O meu último contacto com ele deu-se no ano passado, num telefonema entusiasta que me fez depois de ter conhecido parentes meus que residem na comuna da Equimina. Grato pelas memórias e pelo contributo no crescimento da "nossa" AJS, compatriota! 
Gociante Patissa, Benguela, 04.09.2016
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No 103.º aniversário da cidade | PÚBLICO ELEGE MISS LOBITO MAS CONTESTA PRÉMIOS

Na gala de eleição da “mulher mais linda do Lobito”, o corpo de jurado teve a tarefa facilitada, a julgar pela previsibilidade e antecipação com que a assistência reagiu à cada eleição anunciada. O evento, enquadrado nas comemorações dos 103 anos da cidade, teve lugar este sábado (03/09) numa casa hoteleira à beira-mar, na Restinga do Lobito.

No final dos desfiles, Maria Negócio, candidata número 12, ficou com a coroa de Miss Lobito, sendo coadjuvada no mandato por Benvinda Lueco, Primeira Dama, e Noémia Muachiteca, Segunda Dama, que é ao mesmo tempo a Miss simpatia. Rosária Simão é a Miss Fotogenia, enquanto pela popularidade foi eleita Miss Jéssica Kamosso.

Se no capítulo das qualificações o consenso reinou, já não se pôde dizer o mesmo das premiações, que mereceram a pronta vaia da assistência. No essencial, à Miss Lobito 2016/2017 caberá uma motorizada, 80 mil kwanzas e um curso de informática. Várias vozes ecoaram a protestar, já que a tradição tem sido uma viatura, além de que a entrada de motorizadas para o centro da cidade está vetada pelas autoridades.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Crónica | O cada vez mais insuportável preço da socialização


Viver, na sua acepção de existência humana, é conviver. Desde logo porque nascer já pressupõe um homem e uma mulher, aos quais ficamos a dever a fecundação. E cada um ajusta-se ao núcleo familiar que lhe calha na rifa da consanguinidade. Quanto a isto, pouco mais há a acrescentar.

Que tal se pudéssemos escolher vizinhos ou quem vem ou deixa de vir morar eventualmente no nosso bairro? Mas por que nos importaria a relação de vizinhança? Ora, naturalmente por sermos seres sociais. Isso nem o século 21 e o seu paradigma do muro alto conseguem alterar de todo. Provavelmente vai-se cada vez menos à casa da vizinha pedir um pouco de sal, fósforo ou açúcar. A vida está difícil para todos, por um lado, e também, por outro, porque tem havido nas duas últimas décadas mais emprego, com a função pública a absorver a maior fatia estatística da força de trabalho.

Para mim, a sociedade angolana (do individual ao colectivo nos meios urbanos e grandes cidades) tende a progredir à velocidade da globalização e consumo desenfreado do último grito e topo de gama, menos no elementar: na qualidade de vida. Falamos em educação, civilizados, estudos, moda, por tudo e por nada, mas praticar isso de forma combinada na banal relação quotidiana é que são elas. A alteridade, o princípio universal de que a existência implica não apenas "eu" mas também "o outro", devia ser mais inculcada. Isso implica um exercício permanente de fazer opinião/consciência de cidadania, mas também uma vertente coerciva.

Nos últimos dias tenho-me insurgido com o abuso praticado pela lanchonete Petisco da Ilha, no bairro Kioxe, Benguela, pois de quinta à segunda-feira realiza karaoke com o som muito alto e aquela animação aos berros pelo microfone até depois da meia-noite. Tão nocivo à saude. E ninguém parece incomodar-se. Por vezes, a reivindicação depende de "quem" é o visado. Não sei bem se é o caso. A lógica pelo menos parece ser a de que a alegria de uns pode ignorar as necessidades de outrem, como a do sossego de quem cedo sai para trabalhar.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

(arquivo) Triagem

"O senhor tem feito febres?"
"Bem, em princípio, não."
E a enfermeira regista 36°C... talvez para poupar o termómetro.
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Citação

"Às vezes, as regras são feitas para prevenir erros humanos, às vezes as regras são feitas para proteger privilégios de certas pessoas (de uma jovem activista de Hong Kong. In documentário "The Rooftop Rebels" [os rebeldes do tecto], tv Al Jazira, agora)
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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Diário | EDUQUEM LÁ A VOSSA CRIANÇA, OK?

"Minha senhora! O INAC é aqui?"
"Bom dia também se diz. Sim."
"Repito. O Instituto Nacional da Criança fica aqui?"
"Também repito. Sim. Aqui mesmo."
"Pronto, assim fica mais fácil. É assim! Eu já desde a barriga da minha mãe que nunca fui de falar muito. E só lhe digo uma coisa, minha senhora. Está aí a vossa criança. Lhe eduquem bem! Estou a ir embora..."
"Desculpe-me, caro cidadão. De quem é filho este menor?"
"Meu também..."
"Seu também?"
"Ya! Um gajo já anda muito saturado! Esse miúdo, 10 anos, mexe que mexe, é faltador. Tudo o que ele encontrou já antes de nascer, obriga que é dele e oferece a quem quiser, não ouve ninguém. Já lhe reuni. Nada. Lhe bati na medida da criança. Nada..."
"Mas mexe como? Tem que mexer, é traquinice própria da idade."
"Furta, desvia, subtrai, gamanço. Ó minha senhora, não faça isso! Assim vai dizer que não entende o que é mexer?!"
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terça-feira, 30 de agosto de 2016

(arquivo) Diário | Não têem sentido de humor?

“Senhor motorista, guarda ainda os teus documentos!”
“Está bem, chefe.”
“Vocês ali na carroçaria, tudo que é homem, já no chão e com BI na mão!”
“Ó filho, eu já tem já 60, o teu irmão 45. Também desce?”
“O que conta é idade fértil. Fora isso, tudo que não está de saia sai-me já da carrinha!”
“Ora vejamos… O que é que levam aqui… Ei, mais-velho! Esses dois sacos de milho tem quê?”
“Milho, filho.”
“Milho?! Está onde a factura?”
“Milho da lavra. Sai do Muhaningo, no Ndombe Grande, Baía Farta é só caminho. Temos óbito no Lobito, é para fazer la ainda fuba.”
“Qual é o documento que diz que o milho saiu da tua lavra?”
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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Divagações | Ainda os defeitos da proeminência enquanto critério maior do valor noticioso

Noto com certa tristeza nesta notícia os mesmos defeitos da "imprensa estatal" em atribuir valor noticioso a opiniões de dirigentes/entidades, muitas vezes sobrepondo-se a factos ou a interlocutores mais directamente visados pelo tema. Na peça jornalística de 2 minutos e 49 segundos de áudio,assinada por Coque Mukuta, a Voz da América ouviu a Embaixadora Americana, Helen La Lime, que visitou um centro de acolhimento de crianças carentes em Luanda, na sequência do grito de socorro de Albertina Capitão (ou Kapitango?), mentora daquele espaço de caridade sustentado por meios próprios. Curiosamente, não foram ouvidas nem a gestora do centro nem as crianças carentes, o que sociologicamente não deixa de representar exclusão.
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Razão do nome

"Mas se o teu filho é Gaspar, por que é que lhe chamas de 'Par'?"
"É para poupar o gás, que está muito caro."
(Humor publicado na imprensa na década de 1980)
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"Às vezes, gostaria de ser só folhas, poder cair e ser só isso. É que ainda cedo me fiz raízes, e isso cansa. Ter juízo sempre cansa".
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Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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