Edição angolana do livro de contos

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PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Para debate

Imagem de autor desconhecido
"Se os chineses tivessem chegado cá primeiro, também acreditaríamos que ninguém conheceria a salvação sem passar pelo Buda. A globalização do cristianismo contou com o grande apoio colonialismo europeu. O cristianismo expandiu-se pelo mundo não em função da sua verdade mas em função da força com que foi imposto. Jesus Cristo foi uma figura central para o êxito da colonização europeia" (Filosofia de um jovem de nome Isidro ao programa Nova Geração, TPA2, Luanda, 06.07.2018)

1. Concorda com esta tese?
2. Se sim, porquê? Se não concorda, porquê?
Nota de rodapé: Espera-se um debate sóbrio e com elevação. Ainda era só isso. Obrigado
____________ 
DEBATE SOBRE O TÓPICO NO FACEBOOK

Santos Simbaia: "Esta é uma tese muito realista, basta lermos sobre às divisões dos territórios colonizados "afrikanos" tiveram como patrões o papado pertencente a igreja cristã romana..."

Santos Simbaia: "Globalizar, significa impor a minha moda aos menos atentos, o europeu conseguiu expandir suas línguas e culturas por intermédio da força e da bíblia cristã, daí globalizou boa parte do universo com suas convicções"

Yosefe Muetunda: "
Concordo. O cristianismo é uma herança colonial, obviamente. Os movimentos missionários que baptizaram os nossos antepassados entraram pelas portas abertas pelo colonialismo europeu. Não que não houve crença num ser transcendental, antes da expansão do Evangelho de cristo, mas que um padrão de prestação de cultos foi introduzido no nosso quadro costumeiro. Mas, diga-se em abono da verdade, não é mais o mesmo factor que está na base do cristianismo ser a religião mais popular, sendo aqui invocada a liberdade de crença e de religião, amplamente defendida pelos Estados modernos. Portanto, a verdade da religião em causa é, actualmente, um factor a considerar."

Ivan Caiova Manuel Caiova: "
O meu pai disse-me que passou a odiar o cristianismo quando o padre católico pegou lhe nas orelhas e atirou lhe contra parede por ele não conseguir "absorver" conhecimentos bíblicos e segundo ele foi dai que começou a sofrer de hemorragia nasal que depois tornou se hereditário para nós ainda assim frequentava a igreja até a independência de Angola, altura que abandonou definitivamente o cristianismo até hoje e convertendo se em ateu. Portanto concordo sim que o cristianismo teve essa globalização fruto da imposição da era colonial."

Santos Simbaia: "Caríssima Yosefe Muetunda, discordo consigo quando diz " não é mais o mesmo factor que está na base do Cristianismo ser a religião mais popular", eu penso que o trabalho feito na era colonial foi tão perfeito que a religião cristã conseguiu reunir finanças retiradas das colônias e formar cérebros formatados "dentro e fora da Europa" com principal objetivo a expansão do Cristo, olha bem para os nossos governantes, são cópias dos pretos que vendiam pretos "os tais assimilados", formados para destruir suas próprias culturas... A tal globalização do Cristianismo que se vive hoje é fruto de um trabalho arquitetado na era colonial"

Gociante Patissa: "Não usaria o adjectivo "perfeito", olhando para a história da igreja e as barbaridades que protagonizou, entre ela a queima à bruxas e a famosa inquisição"

Cristina Galhardo Amado: "Concordo em absoluto. Houve, entretanto, uma passagem da crença (que passou da imposição para uma assimilação sem questionamento) para um quadro que actualmente descrevo como fanatismo, que sucedeu num passado menos remoto. Seria muito interessante investigar as raízes sociológicas desse agravamento, que me parece ter sucedido (ou se ter intensificado) na década de 90."

Gociante Patissa: "Bom ponto, realmente. Agora então com a teoria da prosperidade, que no entanto não prospera sem as alianças com a elite política e económica no poder..."

Cristina Galhardo Amado: "O aspecto que mais saltaria ao senso comum seria o extremo sofrimento de um povo, que nesses momentos de grande fragilidade e desespero se torna mais facilmente vítima de conversão."

Santos Simbaia: "Repare bem para o nosso continente, como foram cedidas as independências, como têm sido as governações, as constantes guerras, tudo isso faz parte do pacote colonial, e Cristianismo tem feito o seu papel, nos países em guerra por exemplo, eles aparecem como salvadores da pátria, com padres, pastores, e outros para lhes fazer lavagens cerebrais, enquanto por trás de tudo isso eles são os reais causadores delas "as guerras", eles aparecem como conselheiros de quem governa "e o aconselham mal" e do outro lado aparecem como agitadores dos povos oprimidos pelos governos, criando com isso situações que não final o possam beneficiar"

Ivan Caiova Manuel Caiova: Então como estabelecer limites entre a racionalidade humanas e a doutrina religiosa onde quase tudo é um dogma?
CONTINUAÇÃO
Lauriano Tchoia: Nós temos as terras eles têm a Bíblia. Um dia ficaremos com a Bíblia e eles com as terras. / Jomo Kenihata.

Martins Geovety Geovety: Até as mas intenções dos homens acaba sendo oportunidade de Deus para partilhar sua palavra. Profecia cumprindo-se apenas isso.

2 comentários:

Angola Debates e Ideias- G. Patissa disse...

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Santos Simbaia: "Esta é uma tese muito realista, basta lermos sobre às divisões dos territórios colonizados "afrikanos" tiveram como patrões o papado pertencente a igreja cristã romana..."

Santos Simbaia: "Globalizar, significa impor a minha moda aos menos atentos, o europeu conseguiu expandir suas línguas e culturas por intermédio da força e da bíblia cristã, daí globalizou boa parte do universo com suas convicções"


Yosefe Muetunda: "Concordo. O cristianismo é uma herança colonial, obviamente. Os movimentos missionários que baptizaram os nossos antepassados entraram pelas portas abertas pelo colonialismo europeu. Não que não houve crença num ser transcendental, antes da expansão do...Ver mais"

Ivan Caiova Manuel Caiova: "O meu pai disse me que passou a odiar o cristianismo quando o padre católico pegou lhe nas orelhas e atirou lhe contra parede por ele não conseguir "absorver" conhecimentos bíblicos e segundo ele foi dai que começou a sofrer de hemorragia nasal que dep...Ver mais"

Santos Simbaia: "Caríssimo Yosefe Muetunda, discordo consigo quando diz " não é mais o mesmo factor que está na base do Cristianismo ser a religião mais popular", eu penso que o trabalho feito na era colonial foi tão perfeito que a religião cristã conseguiu reunir fina...Ver mais"

Gociante Patissa: "Não usaria o adjectivo "perfeito", olhando para a história da igreja e as barbaridades que protagonizou, entre ela a queima à bruxas e a famosa inquisição"

Cristina Galhardo Amado: "Concordo em absoluto. Houve, entretanto, uma passagem da crença (que passou da imposição para uma assimilação sem questionamento) para um quadro que actualmente descrevo como fanatismo, que sucedeu num passado menos remoto. Seria muito interessante investigar as raízes sociológicas desse agravamento, que me parece ter sucedido (ou se ter intensificado) na década de 90."

Gociante Patissa: "Bom ponto, realmente. Agora então com a teoria da prosperidade, que no entanto não prospera sem as alianças com a elite política e económica no poder..."

Cristina Galhardo Amado: "O aspecto que mais saltaria ao senso comum seria o extremo sofrimento de um povo, que nesses momentos de grande fragilidade e desespero se torna mais facilmente vítima de conversão."

Santos Simbaia: "Repare bem para o nosso continente, como foram cedidas as independências, como têm sido as governações, as constantes guerras, tudo isso faz parte do pacote colonial, e Cristianismo tem feito o seu papel, nos países em guerra por exemplo, eles aparecem como salvadores da pátria, com padres, pastores, e outros para lhes fazer lavagens cerebrais, enquanto por trás de tudo isso eles são os reais causadores delas "as guerras", eles aparecem como conselheiros de quem governa "e o aconselham mal" e do outro lado aparecem como agitadores dos povos oprimidos pelos governos, criando com isso situações que não final o possam beneficiar"

Angola Debates e Ideias- G. Patissa disse...

Ivan Caiova Manuel Caiova: Então como estabelecer limites entre a racionalidade humanas e a doutrina religiosa onde quase tudo é um dogma ?