Edição angolana do livro de contos

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PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Em linhas tortas (43)

Crescemos a ouvir a expressão "25 de Abril" com conotação pejorativa, onde motorista, enfermeiro, polícia, enfim, que caísse no rótulo de "25 de Abril" seria sinónimo de profissional imaturo. Já a referência à "4.ª classe colonial" seria símbolo de consistência. Não sei mesmo se ao tempo dos namoricos, alguns dos nossos kotas não eram surpreendidos pela cultura geral avançada das beldades pretendidas, ao ponto de substituírem o "NÃO", sempre seco, por um criativo, "eu não namoro com moços do 25 de Abril". Aí, para safar o orgulho, como quem assobia para o lado, o rapaz podia simplesmente sair em grande com um "tu também és quê?! Eu namoro com damas de verdade, ouviste? Olha que eu tenho a quarta classe colonial!". Os tempos hoje são outros. De tal modo que ainda há pouco conversei com o meu Curriculum Vitae e tive mesmo de exclamar: "Xê, rapaz, só isso?! Tu não tens futuro, ya?" Não sei se fui muito duro, ou frontal, ou directo, né? Até já só resta perguntar. Com a minha kalicenciatura feita há oito anos e que não produziu um só rebuçado até agora é como? Será que a qualidade de formação universitária em Angola seria cotada ali mais ou menos tipo "25 de Abril" ou já deu um salto que se equipare ao nível da "4.ª classe colonial"? Vale mais uma licenciatura de hoje ou a 4.ª classe e o ofício da era colonial? Ainda era só isso. Obrigado hahahah | http://angodebates.blogspot.com/

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