Edição angolana do livro de contos

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PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

AOS MEUS AMIGOS FILHOS DE ANTIGOS DIRIGENTES DO MPLA, GOVERNANTES, PRESOS POLÍTICOS E ENTIDADES | QUE TAL O DESAFIO DE CRIAR UM CLUBE DE PESQUISA?

Um pouco motivado pelo trabalho da família Lúcio Lara que através da Associação Tchiweka de Documentação produziram documentário sobre a luta de libertação, estive a pensar também na ideia de fazermos um trabalho de recolha de memórias e testemunhos para se contribuir para a narrativa de outras figuras anônimas que ao seu nível deram quase tudo o que podiam consentir de sacrifício pela pátria. Alguns perderam a vida em emboscadas rodoviárias, outros de revolta pela forma como "a máquina" os passou para o esquecimento, mas há ainda muitos contemporâneos seus em vida. No meu caso em particular, sou filho de Victor Manuel Patissa (1946-2001) o qual em nenhum momento pretendo endeusar nem santificar, mas que me faz alguma confusão o silêncio que se faz à sua passagem pela vida, quando chegou a representar a administração do estado em três comunas de difícil acesso (Chila/Bocoio 1982-84, Equimina/Baia Farta 1987-89 e Kalahanga/Baía Farta 1989-1993, salvo erro), filho de Manuel Patissa, dirigente cristão associado à luta de libertação preso político do regime colonial português na cadeia de São Nicolau, hoje Bentiaba, de 1961 a 1966. Só para que não se entenda torto, não estou à procura de vantagens (trabalho desde os meus 14 anos e por acaso tenho emprego e um patrão generoso), mas gostaria por exemplo de compreender os critérios de homenagear uns com nome de escolas e outros não. Já tentei consultar correligionários de raiz costeira e fico em diversas vezes com a impressão de haver um ressentimento entre militantes de origem camponesa e os da cidade, com estes últimos a se dizerem vítimas dos seus colegas "pouco civilizados". Não citarei nomes para que os meus amigos filhos de antigos dirigentes do Mpla, governantes (a partir das décadas de 1970), mas que tal iniciarmos com academia e algum distanciamento militante a pesquisa sobre o contributo dos nossos pais para a Angola sonhada? Nunca falei tão sério em toda a minha vida. Ainda era só isso. Obrigado
Daniel Gociante Patissa

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