PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quinta-feira, 29 de junho de 2017

"Olho para o cinzeiro e vejo..."

(foto inspirada no trecho de Amor Melaço, dos Irmãos Almeida)

"Imagino os teus lábios carnudos como eles são..."

(foto inspirada no trecho de Amor Melaço, dos Irmãos Almeida)

Diário | O PAI JOVEM ESTÁ COM MEDO?

“Boa noite, pai jovem. Atrapalho o parto?”
“Eh, haka!… Mba isso até… hum… Vai-me desculpar só já, mãezinha, não tenho outra palavra para escalpelizar.”
“Não pede desculpa, filho. O filho até não errou, só tentou parir aqui…”
“Vai ser pela primeira vez e a última necessitar maiores aqui…”
“Mas e assim já acabou de cagar, filho?”
“Mãezinha, me desculpa só. Eu não sou bem, bem daqui. Vinha procurar a minha namorada mas como fiquei apertado, calculo eu que não ia conseguir namorar sossegado com isso, então vim só já aqui no escuro. Mas não faço isso sempre. Juro mesmo!”
“Mas o pai é um pouco analfabeto?”
“Até não. Reprovei só duas vezes na décima, mas para trabalhar estou em altura. Até o curriculum vitae já está no envelope em casa. Experiência é que…”
“A tua T-shirt é bonita.”
“Obrigado.”
“Essa letra no peito ainda é como?”
“Yes, we can!”
“Isso é língua quê?”
“É inglês. Quer dizer que nós podemos. A mãezinha será que não acompanhou na parabólica a campanha do Obama? Passou muito na TV, legenda e tudo.”
“E para ler letreiros com advertência, tipo ‘proibido cagar aqui’, não é possível, pai?”
“É só já ali que falhei. É mais ou menos como já falei na mãe. Aqui nessa zona é a banda da minha garina. Nesses casos, o meu amor é sem fronteira. Então, feito que não sei quanto tempo vou ficar com a namorada, preferi só já necessitar as maiores num instante…”
“Aqui está escrito proibido cagar. Mesmo assim o pai cagou no meu quintal. Aqui estava limpo mas o pai sujou. Agora assim estás a entender lá como, ó pai?”
“Mba, isso até…”
“O pai está com medo?”
“Não. Medo, medo até não; é só mesmo já aquele respeito.”
“Assim ainda é mais fácil…”
“Recolhe só o teu produto, você é que sabe se leva à mão ou no bolso…”
“MAS COMO ASSIM?! ISSO É ANTI-HIGIÉNICO!!!”
“Aié? E esse monte que está a cheirar assim é que é pró-higiénico?!”
“Pelo menos só já uma pá, né?!”
“Por acaso o filho tem uma pá no bolso? Não vamos só nos complicar, ya?! Apanha mais é isso e vai embora, nunca torna mais, ouviste?!…”
“VÃO À MERDA!!!”
“Merda é o que você fez aqui no meu jardim, filho! Já esqueceste?…”
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Gociante Patissa, 29 Junho 2017
Aeroporto Internacional da Catumbela

(arquivo) Diário | PARA QUE SERVE A NOITE ENTÃO, AINDA TE LEMBRAS?!

(I)
“Mas, ó marido! Eu já ando muito farta deste teu amor aos pedacinhos!…”
“Isso são modos de se exprimir, ó bebé?!”
“Você me desculpe, mas ninguém entra num casamento para merecer isto!…”
“Mas a que propósito vem este desabafo?”
“Me fala só: ainda te lembras da última vez que te deixaste achar na cama à hora do galo cantar?!”
“Até me sinto mal. Por que é que não falaste mais cedo? Será que te faço faltar amor?”
“Hum…”
“Meu bem, ainda há pouco fizemos amor…”
“Mas a que custo, homem?! Tivemos de mandar as crianças irem brincar na rua, com o risco de atropelamento…”
“Mas foi bom, não foi?... Diz que sim, querida, eu adoro ver-te no pico dos teus prazeres…”
“É sempre assim. É que eu não percebo, sinceramente, esta vida de amor aos pedaços. Caramba! Para que serve a noite então, ainda te lembras?!”
“Querida, são ossos do ofício. Não é fácil ser jornalista neste país onde as fontes se fecham mais rápido do que o instintivo pestanejar. Então é pela noite, já desligado dos medos do escritório, que se conseguem furos. No bar, na discoteca, na praia, enfim…”
“E na putaria também, não é isso, meu amor?…”
“Por tudo o que é mais sagrado!, eu sou fiel. Fiel a ti e fiel à profissão. Apenas jornalista… E jornalista é vinte e quatro horas por dia, querida. Peço compreensão, por favor…”

(II)
“Aló, mulher, preciso de ti, estou a morrer!!! Áááiii! Fala só com o teu pai, faz favor…”
“Aló, marido. Não se ouve bem. O que é que se passa? O mundo acaba hoje ou quê?!”
“Fui assaltado no escuro – ááiii, dói muito! – Levei uma faca do peito! Preciso de dinheiro urgente para ser atendido aqui na clínica… – ááiii”
“Mas a esta hora vou acordar o meu pai?! E se ele estiver a marejar no milagroso casulo de quem ao seu lado dia-a-dia acorda?”
“Faz favor só… – ááiii, dói horrivelmente!”
“Liga para a ENSA, querido…”
“Não tenho seguro de saúde, filha. Senão já o saberias…– ááiii - Eu não te escondo nada...”
“Mas não ligas para o teu patrão no jornal então porquê?!”
“Não é possível, eu ganho por cada reportagem. O esfaqueamento foi antes de colher a matéria, e como não há nada a publicar, portanto – ááiii – não tenho direito à avença…”
“Ai, afinal só em casa é que és jornalista vinte e quatro horas por dia?!”
Gociante Patissa. Aeroporto Internacional da Catumbela, 23 Jan 2017

terça-feira, 27 de junho de 2017

Citação

"Todos os artistas, todas as artistas sobretudo, que fazem música que se aproxime da música angolana de raiz, não estão aqui, à superfície. Não têem mercado. Não trabalham, OK? E há, portanto, os grandes grupos, os grandes grupos que também se criaram, que são as promotoras e que são as produtoras, que têem o monopólio do espectáculo. E só faz isso quem tem dinheiro. Quem não tem dinheiro não tem como fazer. E como nós não podemos fazer, temos de ficar a olhar" 
(Rosa Roque, professora angolana e gestora musical. Vídeo disponível no site da Angop)

Citação

"A felicidade é como a constipação, não dá para esconder." (desconhecido)
Ainda era só isso. Obrigado

(arquivo) Diário | EDUQUEM LÁ A VOSSA CRIANÇA, OK?!

"Minha senhora! O INAC é aqui?"
"Bom dia também se diz. Sim."
"Repito. O Instituto Nacional da Criança fica aqui?"
"Também repito. Sim. Aqui mesmo."
"Pronto, assim fica mais fácil. É assim! Eu já desde a barriga da minha mãe que nunca fui de falar muito. E só lhe digo uma coisa, minha senhora. Está aí a vossa criança. Lhe eduquem bem! Estou a ir embora..."
"Desculpe-me, caro cidadão. De quem é filho este menor?"
"Meu também..."
"Seu também?"
"Ya! Um gajo já anda muito saturado! Esse miúdo, 10 anos, mexe que mexe, é faltador. Tudo o que ele encontrou já antes de nascer, obriga que é dele e oferece a quem quiser, não ouve ninguém. Já lhe reuni. Nada. Lhe bati na medida da criança. Nada..."
"Mas mexe como? Tem que mexer, é traquinice própria da idade."
"Furta, desvia, subtrai, gamanço. Ó minha senhora, não faça isso! Assim vai dizer que não entende o que é mexer?!"
"Já percebi. Agora, faltador é o quê?"
"Refila muito, falta respeito, só vale palavra dele. Eu se tento mbora conversar nossas coisas do fundo com a mãe dele no nosso kimbundu, ele faz confusão. Só quer português. Na rua, tudo, tudo é lutar. Mas uma pessoa que, quando nasceu, lhe vimos é que vai se dar de bwé?!"
"Ok. Isso..."
"Aí, eu lhe ultimei: você já como não me ouve, sendo eu teu pai, um dia, juro mesmo!, vou-te cumprir!"
"Que horror!"
"Mas o meu vizinho, que passava caminho, disse que não, ah porque você não pode matar a criança, senão o INAC vai cair em cima de ti, a criança é do Estado..."
"Isso é verdade. O Estado conta com a criança."
"Aié? Quer dizer que estamos lá os dois, eu e o Estado, né? Eu logo vi que esses vícios do miúdo de mexer, faltador, aldrabão e tal, não vêm da minha parte. Só pode ser do outro pai. Por isso trouxe a criança aqui. Vos devolvo. Pronto, eduquem lá bem a vossa criança, pá!, Ok?..."
"Mas o senhor julga que faz sentido abandonar o seu filho no INAC?"
"Também não é criança do Estado? Na doença, sou eu. Na propina da escola, sou eu. Ai, o Estado só sabe ser dono, não assume nada?!"
Gociante Patissa. Katombela, 31.08.2016

segunda-feira, 26 de junho de 2017

O modelo de educação que adoptamos faz com que o jovem vá à escola para desaprender. Porque o que se ensina contraria a construção sócio-antropológica que ele carrega do mundo. (citando de memória o académico e escritor angolano Abreu Paxe, in Hora Quente, TPA2, 26.06.2016)

Diário | Isso um dia foi carne para sopa?!

(I)
“Mas tu já viste isto, marido?!”
“O quê, mor?…”
“Mas estes restaurantes d’agora afinal aprendem aonde a ética?!”
“As atendedoras não estão a prestar atenção na sala dos não fumadores, é isso, né?”
“Até nem pensei até aí, amor. Esta sopa assim está a me irritar…”
“Está um pouco salgada, né?”
“Até não fui até aí…”
“Amor, fala, faxavori. É o quê então? Ficou muito tempo no congelador?”
“Até não é mais ou menos por aí. Mas já viste a carne da sopa? Claro, né?, você também nunca entende nada nestas coisas, oh meu Deus…”

(II)
“Chamou, senhora?”
“Claro que chamei, né?”
“Alguma coisa?”
“Assim uma pessoa só ia chamar à toa?! Quer dizer, tipo, gostei do andar desta moça e vou lhe chamar para desfilar entre cadeiras e mesas do restaurante, né? Mas vocês…”
“Sim?…”
“Achas que isso um dia foi carne para ir na sopa?!”
“Tem alguma coisa errada com a carne, minha senhora?”
“É lógico que tem, né?! Vocês desculpem-me lá, mas eu também sei fazer sopa, ouviram? Eu não aceito que ponham uma carne assim. Isso é carne para guisar, ou pelo menos já estufar, não para sopa! Ou não é assim, marido?”
“Sim, a minha esposa é talentosa na sopa… Vocês precisam de aprender a aceitar críticas.”
“É só que ainda não entendi bem o problema, senhores…”
“Ouve, moça, avisem a cozinheira. Sopa não vai carne de primeira! Assim fica muito caro…”
“Mas ainda não aumentamos o preço. Continua mesmo só nos seis centos kwanzas…”
“Ainda mais! Vocês acham que carne custa barato no talho ou quê?! Uma sopa é que vai levar carne de primeira?! Vocês andam mais é a gozar com os clientes…”
“A nossa sopa foi sempre de carne…”
“Mas aí está o erro! Já te falei, moça, não duvides!, eu sei fazer boa sopa…”
“É verdade, moça. A minha mulher, na sopa, ninguém aguenta…”
“Mas os clientes são complicados. Se pomos ossos, reclamam que só tem ossos. Se colocamos carne, reclamam que só tem carne…”
“Fala no vosso patrão que os clientes estão a reclamar. Carne de primeira para sopa, não!”
“Assim como é só uma pessoa a resmungar, o patrão não vai aceitar; tinha de ser mais…”
“Então não lhe fales que é só uma pessoa; fala que são bweé de reclamações…”
“Não posso aldrabar o meu patrão…”
“Você está a me chamar de aldrabona?! Não te admito, ya!… Aldrabões são vocês, mais é, ouviste?! Ou não sei que a carne de primeira, que vocês botam na sopa, recolhem dos restos das sobras que os clientes desconseguem no prato, já andaram a babar nela e tudo, hã?!”
Gociante Patissa | Benguela, 26 Junho 2017

Citação

"A inveja é como tomar veneno e esperar que o outro morra." (anónimo)
Ainda era só isso. Obrigado

domingo, 25 de junho de 2017

Divagações | Prometo

Sua excelência eu promete deixar definitivamente de escrever, de fotografar, enfim de respirar cultura... se ganhar as eleições gerais de Agosto próximo. Ah, o problema é que não sou candidato, né? Afinal tem essa parte? É verdade, oh! Tinha-me esquecido disso, estão a ver como é né? Era para não perder esta feira que dá promoção de promessas. Será que os outros que podem prometer coisas como levar a formiga a namorar um elefante, assim, são mais angolanos que eu, hã?! Ainda era só isso. Obrigado HAHAHA

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Diário | Esse wi então, mas assim, fuma?

"Mas você já viu o que foi falar o meu colega?..."
"Não. Falou o quê?"
"Há pessoas mesmo que - até fico burro, yá!... - gostam mesmo de se arranjar..."
"Fala já então, wi! O cenário é como mais?"
"Estás a ver esse novo governador que veio?"
"Yá. Fez quê?"
"Foi já visitar no nosso serviço, né?"
"Aié?..."
"Yá, bazou. Então o governador não nos saudou já? - Bom dia, jovens, tudo bem? - olha já o meu colega: - Yá, meu kota! Está tudo. - O guarda do governador lhe passou lá uma tchiolhada!..."
"Xééé! O wi então, mas assim, fuma?"
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Benguela, 23.06.2017

Divagações | Um susto ao espelho em tempos do voto a valer

Isto é sério. Até não sei se conseguirei dormir esta noite. Hoje, sua excelência eu levou um susto brutal e profundamente revelador ao se remirar ao espelho grande lá do WC do local de serviço, que como se sabe é um dos grandes avanços profissionais do nosso tempo (gastar horas laborais entre pias, bidés e urinóis, sendo que aquele é comprovadamente o local mais fashion para tirar assim umas fotos de perfil para as redes sociais, do que podemos deduzir que os fabricantes de cosméticos, mais tarde ou mais cedo, produzirão séries de batons, rimeis, perfumes e qualquer objecto para fazer puxinho de lábios, o também conhecido por beijo biquinho, cujo rótulo dirá «para uso VIP no WC». É questão de dias). Mas para que mal não me julguem, por acaso, no caso vertente de hoje, isso para quem aprendeu com os nossos opinion makers que nunca é demais esclarecer o óbvio, fui lá para outras missões que não já a da sessão de selfies. É verdade! É de preocupar! Tenho de pensar cada vez mais seriamente no meu futuro. E o futuro passa por aumentar o meu interesse pela coisa da política partidária. Só eles me podem salvar diante do problema grave que atravesso em foro mais capilar. Logo eu que há uma década venho adiando o sonho de libertar os cabelos ao nível das guedelhas. A propósito, alguém tem ali os programas de governo dos cinco partidos mais uma coligação concorrentes às eleições deste ano? Se sim, é possível saber-se quais as políticas concretas que os candidatos propõem para atacar a grave problemática da calvície? É que em África, na sua faceta mais obscura, tio careca é sinónimo de feiticeiro, bruxo, logo elegível para o linchamento (tanto faz verbal ou físico). E como até tenho muitos sobrinhos e, ainda antes do 40.º aniversário, já me começa a brilhar a pista no couro cabeludo, né… Ainda era só isso. Obrigado www.angodebates.blogspot.com

Divagações | Para variar, umas linhas sobre os caminhos que só o amor sabe traçar

Para variar um pouco de ares, tão ofegante que já vai essa coisa do pré-eleitoral e a palha da contra-informação, da cegueira na dignidade humana por militâncias, sua excelência eu ainda ficou a sorrir quando se lembrou do enredo de uma reportagem emitida em tempos pelo canal 2 da TPA (projecto da Semba Comunicação que quando quer suplantar-se a si próprio, afinal consegue oferecer algo menos poluente que o sempre a subir, o pato e outros programas já fora da grelha e de memória nenhuma). Continuando. Aquela série de reportagens intitulada «Bodas», que ultimamente não passa de capítulos repetidos, continua, apesar disso, sendo secretamente o deleite de muitas beldades, solteiras, casadas, amigadas e não só – porque a cerimónia matrimonial afinal de contas é algo que de moda não sai. Amor e fantasia não passam de moda, não é mesmo? Ora pois. No outro dia, desenrolaram um caso de amor em Luanda, que terminou em casamento digno de narrativa literária. Acto 1: Ele e ela, até então desconhecidos, teriam fortuitamente tropeçado um ao outro a bordo de um apertado Hiace em cortejo funerário. Acto 2: Ele dias depois procura por ela na escola, turno da noite, e desejo puxa desejo, palavra puxa paixão. Resultado: namoro. Algum tempo depois ela descobre que ele tinha outra e faz o quê? Termina a relação. Dois anos volvidos, através de um amigo comum, ela toma conhecimento de que o ex atravessava uma fase de solteirice. Acto 3: Telefona para ele, combinam encontrar-se na paragem de táxis da Multiperfil ao entardecer e ali ficam madrugada fora. Reacendeu a relação. Resumindo, conheceram-se no funeral, começaram a namorar na escola e reconciliaram-se dois anos depois na paragem de táxis. O amor tem força, não tem? Como diria o outro, «o coração tem razões que a razão desconhece». De Cabinda ao Kunene, um só povo, um só amor! Ainda era só isso. Obrigado.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Divagações | Aquele conto que só surge quando o livro já vai adiantado no prelo

Pela segunda vez, sua excelência eu vive a emoção de missão cumprida, na sua faceta de escriba. É o segundo desafio que me é colocado para criar com base na história de uma mulher. O conto está pronto e eu próprio estou satisfeito com resultado. Tem quatro páginas A4 e intitula-se «NÃO LAVEI PORQUE OS FIOS TÃO OCUPADOS», construído com base na relação entre uma jovem patroa e a sua empregada doméstica, assente no realismo social, um toque de drama/comédia também. A primeira experiência foi com A ALMA GÉMEA DO MAR, inserta no livro FÁTUSSENGÓLA, O HOMEM DO RÁDIO QUE ESPALHAVA DÚVIDAS (2014). Agora é este conto com o qual penso "aborrecer" os editores com o pedido de o inserir no O MOÇO QUE PLANTAVA AVES, que tem já a edição em curso simultaneamente no Brasil (pela PENALUX, dos notáveis Wilson Gorj e Tonho França) e em Angola (pela EDITORA ACÁCIA, ligada ao Movimento Lev'arte, cujo contacto é o não menos notável Kiocamba Cassua Cassua). Confesso que tenho este defeito de nunca parar de aprimorar os textos, mesmo depois de aprovados, o que imagino não ser confortável para quem tem de ir fazendo actualizações ao miolo. Voltando ao exercício oficinal que parte da "encomenda", normalmente os relatos verdadeiros são curtos e servem apenas de trampolim para dar azo à imaginação. A grande dificuldade mesmo é pôr-se na pele de mulher, vestir-lhe as emoções, as dores, as alterações hormonais de humor, o absorvente menstrual, morar no outro lado das barreiras baseadas no género, enfim, aquela ubiquidade que nunca poderemos experimentar (enquanto masculinos). Ainda era só isso. Obrigado

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Naqueles dias em que darias tudo para viajar no tempo. Ainda era só isso. Obrigado

Umbilical pára-quedas

Se voar é de asas abertas
Em replay põem-se a nu as cicatrizes.

Tudo é nada mais senão o vento
que faz assobiar e sublima cantos
tocar o céu pelo penteado da montanha
até ceder à lei de gravidade

Houve sempre uma mão
houve sempre uma mãe.


Gociante Patissa. In «Guardanapo de Papel», 2014. NósSomos, Lda. Vila Nova de Cerveira, Portugal

terça-feira, 20 de junho de 2017

Utilidade pública | Cursos de mestrado na Universidade Lusíada de Benguela

Sua excelência eu deu de caras hoje com o ofício da Lusíada dirigido à UKB, datado de princípios de Maio, dando conta das inscrições a decorrer para o mestrado nas instalações daquele instituto superior politécnico de origem portuguesa, sito no Lobito, em alinhamento com a Universidade Lusiada de Angola, com sede em Luanda. Os cursos são Direito, Recursos Humanos e Economia (salvo erro). O custo do curso, que tem a duração de dois anos e conta com docentes nacionais e estrangeiros, é de aproximadamente um 1,5 milhões de kwanzas, que presumo deverá ser parcelado pelo critério da mensalidade. Sua excelência eu, que para já não é herdeiro, daí valorizar cada kwanza que de forma honrada ganha, gostaria de ouvir ainda, caso alguma das excelências da sua lista de amizades tenha mais dados, qualquer coisa como a velha certeza quanto aos cursos terem o reconhecimento do INARES. Acresce-se que sua excelência eu, licenciado em 2012 de um curso terminado em 2010, gostaria mesmo era de fazer um mestrado em comunicação institucional, mas não havendo tal oferta nem em Benguela nem em qualquer outra província, então entende que um de recursos humanos seria melhor que nada. Ainda era só isso. Obrigado www.angodebates.blogspot.com

Será um direito da nossa história não absolver os juristas. Como é moda dizer, "não quero discutir com ninguém". Ainda era só isso

Quanta falta faz nestes conturbados dias a qualidade do jornalismo do portal REDE ANGOLA!... Sergio Guerra, nada mesmo de voltar?

domingo, 18 de junho de 2017

Escritor Gociante Patissa entrevistado sobre arte de escrever + reportagm monumentos Benguela

O programa “ENTRE NÓS”, da Rádio Benguela, conduzido pela jornalista Clementina Afonso e a técnica de som de André Martins, manteve uma conversa descontraída com o escritor benguelense Gociante Patissa, no dia 09.05.2017, sobre a arte de escrever, com incidência na revelação de novos talentos. No decorrer da entrevista de 39 minutos, houve dois apontamentos do repórter Lourenço Kavanda sobre monumentos históricos, nomeadamente a igreja católica da Nossa Senhora do Pópulo e ainda o Largo da Peça, no espírito da comemoração, a 17 de Maio, dos 400 anos da cidade das acácias rubras.

sábado, 17 de junho de 2017

Citação

“Nós vivemos num mundo de grande diletância, em que as pessoas têm um discurso teórico justo, mas com alguma discrepância entre o discurso e a ação, o que na minha juventude se chamavam os diletantes.”

(Francisca Van Dunem, luso-angolana. Actual Ministra da Justiça em Portugal. In jornal Expresso, 11.06.2016 )

Citação

“Eu tenho um pensamento independente. O grande problema dos partidos é um bocado como as religiões, os clubes e outras coisas, pá. Você depois tem que seguir aquela norma; não há espaço para pensar. E eu não consigo. Já há muito tempo que o meu problema é esse”
(Lago de Carvalho. Economista, in TV Zimbo,2017) | http://angodebates.blogspot.com/

sexta-feira, 16 de junho de 2017

(Augusto Bafuabafua, in Tv Zimbo, 16.06.2107)

Diário | ASSIM ENTÃO QUAL É O PROBLEMA?

"Estás a chorar toda chateada porquê então?"
"Porque lutamos com aquela gaja, lhe bati, e ela não lutou. Ficou mesmo tipo ovelha no matadouro..."
"E assim agora então qual é o problema? Já não fizeste o que querias?!"
"O problema é que me deu as costas, não me ofendeu nem só um pouco..."
"Querias o quê? Já não ganhaste?"
"Mas se ela não lutou, uma pessoa lhe dá soco, nada; cabeçada, nada; lhe puxei nas xuxas, nada; arranquei postiços... Ela só está parada... assim não vão me chamar que a minha victória foi fraquinha?!"
Catumbela 16.06.2017 |  Gociante Patissa

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Opinião | A propósito da lei da nacionalidade que abrange netos de cidadãos portugueses (*)

Ismael Mateus (jornalista), Luanda 14/06/2017

Vejo com satisfação que alguns dos nossos compatriotas vão poder (re)confirmar-se como cidadãos portugueses graças a uma lei promulgada há dias pelo presidente português. Ninguém deve prescindir dos seus direitos. Boa sorte aos novos cidadãos europeus. Diversidade é isso. Devemos respeitar os nossos compatriotas que por razões históricas têm o direito a ser também portugueses tal como se exige que nos respeitem, nós que não queremos, não temos direito a ser mais do que angolanos, só angolanos. É preciso trazer de volta a nossa história, a nossa cultura, os nossos hábitos e coloca-los lado a lado com tudo o que também se tornou nosso apesar de vindo de fora. É preciso repensar o modo como olhamos para as nossas tradições, línguas nacionais e até mesmo grupos etno-linguísticos. Acabar com o medo de valorizar o particular para não afectar o nacional. como se isso fosse possível. Agora ainda vejo em televisões angolanas e em jornais angolanos discutir-se os do mato, os matumbos e o elemento civilizador da cultura ocidental. Diversidade é isso: Aceitar cada um como é, suas origens, sua cultura e, ao mesmo tempo, sua angolanidade. A grande maioria que não quer (e também outros que querem mas não têm direito a passaporte da União europeia) nem sempre é respeitada por imposição da cultura civilizadora da farda para as autoridades tradicionais, do espaço guetização dos programas em línguas nacionais, da musica folclore que é para "inglês ver" e da banalização de valores culturais como o casamento tradicional, o ritual da puberdade ou o komba. Viva a diversidade. Não custa nada.
_________

(*) Título da responsabilidade do Blog Angodebates

Divagações | Contributo de cidadão para o novo governador de Benguela

Afinal, o novo governador de Benguela, Rui Falcão, que não nasceu ave, tem técnicas de voar: é federado em karate-do. Foi o ministro do território que generosamente alertou isso mesmo. "Portanto", advertiu o mais-velho Bornito na cerimónia de apresentação do novo inquilino do palácio da Praia Morena, "tenham muito cuidado!". Assim sendo, se me autoriza ser o primeiro naquela coisa de colaborarmos para o bem de todos, de ver a floresta em detrimento da árvore e tal, ó Excelência​ Rui Falcão que voa tipo Bruce Lee... veja então se inova já em instituir um dia semanal para audiências no seu gabinete e distribuir pontapés protocolares. Acho que cairiam bem dois por pessoa assim abaixo da cintura numa quarta-feira de manhã, que é para dar tempo de recuperar na sexta e compensar com uns copos fraternais no weekend (o quê que uma boa sentada de grelhados não sara, né?) Não, não é violência, é pedagogia. Quem seria o destinatário da nova modalidade de auscultação? Muitos, é claro. Mas para não chorarmos pelos anjos espalmados, pronto, né?... É assim...  Sua excelência eu, como tal, não acredita em mujimbeiros, mas que os há, há. Ainda era só isso. Obrigado.
Gabinete de sua excelência eu, hoje, depois de seguir as incidências na rádio.
www.angodebates.blogspot.com

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Humor | Te amo

Um homem sentado na varanda da sua casa com a esposa diz:
“Eu te amo!”
Ela pergunta:
“Este é você ou a cerveja falando?”
Ele: responde:
“Sou eu… Falando com a cerveja.”
(de autor desconhecido)  |  www.angodebates.blogspot.com

terça-feira, 13 de junho de 2017

Obituário | Condolências pela morte do artista plástico Miguel Dafranca

Está aberto na sede da União dos Artistas Plásticos (Unap), em Luanda, o livro de condolências em homenagem ao pintor Miguel Dafranca, falecido no dia 4 deste, por doença. Não o conheci pessoalmente mas lhe aguardo gratidão pela autoria do quadro que foi escolhido pela União dos Escritores Angolanos para capa do meu livro de contos A ÚLTIMA OUVINTE, no ano 2010. Até sempre! Gociante Patissa


Divagações | AJS pode ter mudado de outras coisas, ainda não de nome

Nasceu como Associação Juvenil para a Solidariedade (AJS), está assim registada no cartório notarial e publicada no Jornal de Angola, como manda(va) a Lei das Associações 14/92. Mas por alguma tendência estranha, muito estranha para o meu gosto, e sabe-se se lá por "criatividade" de quem, vai aparecendo volta e meia na imprensa como sendo "Associação Jovens Solidários". Só podemos estar a falar de outra AJS, que não a do Lobito, com personalidade jurídica própria, ONG existente desde 1999, e cuja alteração a esse respeito em princípio implicaria uma legítima assembleia de membros subscritores dos estatutos e os cinco integrantes da assembleia constituinte. Não é um assunto que me seja confortável falar da AJS, mas calar a tudo também não dá. O caso mais recente é o da Voz da América, sublinho a VOA por já não ser a primeira vez que a designação do nosso sonho é deturpada. Mano Joao Marcos Pontes Antonio, cá entre nós e que ninguém nos oiça, não é por mal, mas tentem só um bocado respeitar o que nos deu muito trabalho para ser criado, mantido e granjear o respeito. Até que nos provem formalmente o contrário, a sigla AJS está mesmo para Associação Juvenil para a Solidariedade. Ainda era só isso. Obrigado hahaha

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Tríade da pedra do tempo e da obra

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Na madrugada
 acelera-se a pulsação 
no movimento irreversível do tempo 
os fantasmas da responsabilidade cantam
ecoam as lembranças 
é a despedida do repouso

De dia
o suor espalha-se 
pelos poros afora 
na orquestra de quem trabalha 
estradas rasgam-se na curva dos seios 
na nudez do arco-íris 
a vida é infindável caminhada

De noite
o corpo exausto cobra pelo descanso 
os olhos carregados enganam as almas 
que adormecem masturbadas

Ontem foi partida
hoje é caminhada

e o amanhã uma promessa ainda

Gociante Patissa, in «Consulado do Vazio» (KAT-Consultoria e empreendimentos, LDA, Benguela, Maio 2008)

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Divagações | NOMEAÇÃO = prémio, EXONERAÇÃO = Castigo

Eis uma "construção sócio-política" que teremos de ultrapassar como sociedade angolana, seja qual for o governo. Há casos de quadros que não resistem ao "clima de humilhação" que em alguns casos sucede ao fim dos mandatos na missão que o Estado lhes confiou. Há, pois, que mitigar tal espectro sob todas as formas, resgatar a dimensão ética, do institucional ao individual (não deve ser normal organizarem-se festas de nomeação para um determinado cargo público, do mesmo jeito que são anormais as festas e/ou óbitos pela despromoção de alguém). Quem o diz é sua excelência eu, neto/xará de antigo combatente (preso político de São Nicolau entre 1961-1966) e filho de político militante de base, patriota e ex-governante (administrador de três comunas entre 1974-2001).
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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Sei que publiquei bwé hoje aqui Blog Angodebates, e deve cansar quem visita. Mas como bem ensina o doutor da Tv, I DON'T GIVE A CARE

Os MUJIMBEIROS, a existirem, andarão no 7.º orgasmo só hoje. Ainda era só isso. Obrigado

Saiu no jornal Público de 07/06 um artigo assinado por Joacir Moktar Moreira, intitulado Os três “P” ou a trilogia do racismo. Nas minhas contas, este será só este ano o terceiro artigo na imprensa portuguesa que sai sobre o desconfortável tema do racismo sob a perspectiva de intelectuais africanos. Não se sabe se será por conta de um "movimento de pressão" ou por uma abertura natural da sociedade europeia para tratar de um tão fracturante quesito. Inevitável é para já o elogio ao papel da imprensa, sobretudo o jornal Público, por "mediar"

JK Moreira (esq.), António Tomás e Inocência Mata

e no mesmo jornal o artigo do angolano António Tomás, intitulado

Ou ainda no Jornal Tornado a entrevista a Inocência Mata, sob o título “Há um silenciamento dos africanos em lugares de destaque na sociedade portuguesa”

Paparazzi mode in a book store | No modo aparazzi (fotografando disfarçadamente) dentro da livraria (Windhoek)

Live statues marketing concept | Conceito de estátuas humanas no negócio (Windhoek)

Windhoek street photography

Carlos Albano (músico e compositor)

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Emoções

(o modelo é Claudino Kuenhe Kuenhe, antigo colega no sonho de vingar no jornalismo radiofónico no contexto da turma de um curso básico na Igreja Católica da Caponte, no município do Lobito, já lá vão 14 anos. Hoje dedica-se a cimentar carreira de docente universitário na província do Bié e autor de obras académicas)

Livro de Claudino Kuenhe lançado na cidade do Lobito | Jornal de Angola - Online

O segundo livro do autor Claudino Chipuco Kuenhe intitulado “Introdução à Ética Geral” foi lançado no domingo, na Instituto Superior Politécnico Católico de Angola – Pólo provincial de Benguela. O livro foi apresentado por Daniel Gociante Patissa, membro da União dos Escritores Angolanos (UEA).

terça-feira, 6 de junho de 2017

Opinião | A MINHA CAMPANHA É PELO PARTIDO LIVRO

Imaginando quão ousado será desviar as atenções de vossas excelências da agenda que o contexto impõe, sua excelência eu antecipa-se a estender o dourado carpete de desculpas. 

Mas estive a pensar sobre essa coisa de diversificar exportações, que de garantido mesmo por enquanto só temos os recursos naturais e minerais, nomeadamente o petróleo, os diamantes e o ouro, depois de uns tímidos contentores de banana e mangas despachados para Portugal. Mas e as ideias e o imaginário? Não são também exportáveis?

No campo da cultura, temos exportado alguma coisa de arte contemporânea urbana, com o ku-duro e a kizomba a despontarem (quase abafando um Bonga, um Waldemar Bastos). Enquanto isso, procuram-se mecenas com sensibilidade na recolha e divulgação da vasta riqueza etnomusical (onde temos mestres como Mito Gaspar, Gabriel Tchiema, Sabino Henda) e da oratura (onde temos José Samwila Kakweji, David Capelenguela) e não só, pela diversidade que constitui o conjunto de nações de uma Angola que se sonha nação.

Digam o que disserem os relativistas de fértil argumento míope, mas têem de existir sectores nevrálgicos que imponham algum investimento, para não dizer maior, do Estado, mesmo que financeiramente não haja retorno imediato. O capital nestes casos valora-se em outros termos. Do mesmo modo que o Estado mantém a ligação aérea da capital do país, Luanda, com outros pontos através da aviação comercial, por mais que (sob o ponto de vista da ocupação dos lugares de um Boeing 737-700, de 106 assentos em média) haja perdas, assim também se deveria repensar em garantir a subvenção do livro.

Que se articule uma instituição ou comissão inter-editoras, se necessário for, para assegurar uma selecção de obras publicáveis, com base nos critérios da qualidade e rigor estético. Uma tiragem superior a 5 mil exemplares seria bom começo. Que se incentive a figura do distribuidor, pôr o livro a circular, ressuscitar a múmia em que se transformaram as livrarias. Depois é estabelecer parcerias no espaço continental de expressão portuguesa, aumentar a presença de autores angolanos nos mercados representativos de Portugal e Brasil, sem deixar de considerar a tradução.

E hoje a internacionalização, vista pela exportação do livro, é um nado morto. A título de ilustração, esta semana expedi pelos correios de Benguela para o Brasil, por conta de uma permuta com um escritor amigo de lá, um exemplar cujo preço de capa é mil kwanzas, o equivalente a uma sanduiche de fiambre e queijo mais um refrigerante. O livro tem 123 páginas, é uma novela publicada em 2013 e custa relativamente barato por ser da União dos Escritores Angolanos, subvencionada pelo Estado angolano.

Façamos então as contas. Ora, mil kwanzas o livro mais 250 kwanzas do envelope almofadado, somados aos 2 mil kwanzas de porte de envio, por quanto é que pagamos pelo livro exportado no final? Praticamente o triplo do custo inicial. Imaginemos então quanto teria que desembolsar uma editora que expedisse mil exemplares. Não dá.

Está mais do que na hora de elevar ao nível das conquistas desportivas e diplomáticas a representação do país através da diplomacia cultural. Mas não haja ilusões, não se chega lá só a depender de esforços individuais, por sinal fadados a residuais. Portanto, a minha campanha é pelo partido livro. Já dizia alguém, o livro livra. Ainda era só isso. Obrigado.
Gociante Patissa | Benguela, 6 Junho 2017 | www.angodebates.blogspot.com

segunda-feira, 5 de junho de 2017

É a segunda do autor | CLAUDINO KUENHE LANÇA OBRA DIDÁCTICA DE INTRODUÇÃO À ÉTICA GERAL


Claudino Kuenhe colocou hoje (05/06) à disposição da comunidade académica o livro intitulado Introdução À Ética Geral, composto por 198 páginas, que sai sob chancela da editora portuguesa Regra Papiro. A cerimónia de lançamento teve lugar no Instituto Superior Politécnico Católico (Ispocab) do Lobito, na província de Benguela.

Claudino Kuenhe (à direita)
e Gociante Patissa
De natureza científica e assente na metodologia de pesquisa bibliográfica, o livro tem 14 capítulos e reúne contribuições de grandes filósofos da história da humanidade, tais como Platão, Pitágoras, Hume, entre outros, cujos aportes dialogam com a perspetiva analítica de Claudino Kuenhe. Com esta Introdução À Ética Geral, o seu autor, que é também professor de ética e filosofia na província do Bié, pretende dar resposta à escassez que se assiste quando se fala de manuais em suporte de livro para o ensino da disciplina.

Para o linguista Gociante Patissa, que falava durante a cerimónia oficial de apresentação da obra, obras deste tipo revigoram o princípio da sustentabilidade no papel das universidades, na medida em que os quadros formados pelas instituições locais prestam o seu contributo em enriquecer a bibliografia académica com a produção de conhecimentos. Instou pelo facto os conselhos científicos no sentido de crivarem dentre o grosso de teses de fim de curso aquelas que se destaquem pelo rigor e criar condições para a sua publicação.

Citação

"I don't give a care"
(expressão recém-cunhada e atribuída aos ingleses por uma das estrelas do panorama opinativo televisivo angolano. Não se sabe é se já se registou a patente deste descobrimento, que nos merece vivos parabéns ao autor.)

PS: até então usava-se "I don't care" (para dizer eu não me importo) ou o seu informal mais ou menos gráfico, "I don't give a fuck", havendo também quem alivie o palavrão por um "I don't give a damn".
Ainda era só isso. Obrigado
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Já sinto falta do portal informativo REDE ANGOLA, o clic obrigatório ao começar o dia. VOLTA SÓ, YA? Ainda era só isso. Obrigado

domingo, 4 de junho de 2017

Divagações | PRIMEIRA PARTE DO DEVER MORAL/SOCIAL CUMPRIDA

Dói-me literalmente a cabeça, algo em todo o caso já previsível​, em se tratando de situações de esforço mental mais ou menos extremo. Arrumei há alguns minutos as 198 páginas que formam esta obra didáctica, da autoria de Claudino Kuenhe, a qual estive a ler com olhos de estudar desde a tarde de sexta-feira (02/06), na sequência do compromisso que sua excelência eu firmou no sentido de a apresentar na cerimónia de lançamento agendada para a tarde de amanhã, segunda-feira (05/06) no Ispocab do Lobito. A margem de tempo é muito apertada e dizer não seria quiçá a saída mais à mão, entretanto reconsiderei em função de muitos ponderáveis: já desde o ano passado que vimos falando do assunto, além de termos sido colegas de carteira num curso básico de jornalismo radiofónico ministrado pela pastoral da criança da igreja católica em 2003, e ainda pela natureza académica do book, algo fora da minha zona de conforto, a literatura. Pronto, agora é ir bebendo água e esperar que a dor vá pastar por outras cabeças. Ainda era só isso. Obrigado
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