PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

domingo, 21 de maio de 2017

Não faltou polémica no cardápio | NELZY GARANTE QUE NÃO É PRECISO SAIR DE BENGUELA PARA FAZER MÚSICA DE QUALIDADE

O rapper Nelzy do Apruve, na qualidade de líder da produtora Hard Nel School, foi chamado ao palco do Top Benguela Acácias de Ouro, na noite de quinta-feira (18/05), para receber das mãos do empresário Adérito Areias o troféu de melhor produtora.

A nomeação resulta da votação por cupom feita por residentes do litoral da província sob iniciativa estreante da Rádio Nacional de Angola no município de Benguela, um pouco à semelhança do já tradicional Top Rádio Luanda.

Dirigindo-se a uma plateia em que despontavam o governador provincial, Isaac dos Anjos, o administrador do município que completa 400 anos, Leopoldo Muhongo, bem como alguns rostos da classe empresarial, Nelzy encheu a boca para afirmar com todas as letras que não é necessário sair de Benguela para produzir música de qualidade. Afiançou uma tal auto-suficiência em clara alusão ao resultado do que a sua produtora e eventualmente outras locais conseguem lançar, não obstante as exigências do mercado musical angolano.


O público presente, na sua maioria conhecedor da persistência de Nelzy e demais músicos e instrumentistas que se sacrificam para elevar o nome da província aos patamares do êxito, não poupou tributo: aplaudiu e assobiou o máximo que pôde.

Se permitido fosse colocar perguntas ao também fazedor de tarrachinha, não deixaria de ser pertinente a solicitação de um esclarecimento quanto ao que se concebe como música possível de produzir cá. Será apenas a electrónica (rap, ku-duro, tarrachinha), que depende essencialmente de instrumentais computarizados (bits) e captação de voz? Ou inclui no cabaz outros géneros mais elaborados (semba, kilapanga, rumba, kizomba, balada), que condicionam a qualidade à existência de todo um sistema, que vai dos estúdios, executantes e afins?

É de domínio público todavia que a produção discográfica, que é no fundo a meta, leva muitos ao mercado luandense, senão mesmo ao estrangeiro.

Seja como for, parece-nos um pouco arriscado o expediente de tomar por nacional aquilo que se oferece de condições por Benguela... para já daí elaborar-se uma premissa que seja representativa. O blog Angodebates reitera votos de parabéns à Hard Nel School e equipa pelo reconhecimento.

(Legenda da foto: Ekumbi David e Ananias Bento, apresentadores; Nelzy, o premiado; Adérito Areias, que fez a entrega simbólica do galardão)
Gociante Patissa 

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