PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

segunda-feira, 13 de março de 2017

Divagações | Uma reportagem superficial

Numa reportagem de 19 minutos intitulada "Escritores angolanos lamentam falta de apoios", a Voz da América (só) ouviu duas vozes, designadamente Divaldo Martins e Armindo Laureano. Nada discutível o Divaldo, que além de três obras propriamente literárias, coordenou pelo GRECIMA o projecto Ler Angola (o dos "discutíveis", pela designação, 11 Clássicos); já me parece um tanto forçado ouvir o jornalista Armindo Laureano, que se apresenta na entrevista na condição de escritor e editor (pelo facto de ter publicado três livros com auto-edição, sendo um áudio-livro de entrevistas biográficas resultantes do programa radiofónico "Vivências" que conduzia e um de crónicas, todos lançados nos últimos cinco anos, salvo erro). Numa sociedade com a síndrome da perseguição, estou ciente do risco que se corre em opinar fora do "diapasão", mas me parece ser um daqueles casos de preguiça do repórter. Também tenho ciência do quão difícil é achar fontes "amigas" do microfone, porém, julgo haver nomes com conhecimento um pouco além dos "lugares comuns", quando o assunto é o sector do livro e da literatura em Angola. Um Virgílio Coelho (Kilombelombe), Jacques Arlindo (Chá de Caxinde), Arlindo Isabel (Mayamba), e por que não o Adriano Botelho de Vasconcelos, alguém que fez um trabalho notável enquanto editor na União do Escritores Angolanos? Fica a sensação de que talvez (ainda) fosse mais assertivo descrever o talentoso Armindo Laureano (apenas) como jornalista e apresentador de TV do que (já) escritor e editor. Ainda era só isso. Obrigado
Gociante Patissa. Benguela 12.03.2017

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