PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Divagações | O carnaval e o que falta fazer

Ao contrário do entusiasmo de outros anos, em que de máquina fotográfica em punho ia captar emoções do desfile carnavalesco da cidade de Benguela, hoje dediquei o dia ao recolhimento e reflexão. Várias perguntas povoam a cabeça, sem no entanto encontrar respostas. E se investíssemos o dinheiro que se gasta no Carnaval para fomentar a pesquisa das variadíssimas danças "esquecidas" no mosaico etnolinguístico angolano? Não seria já altura de alargar os olhos para fora da caixa do semba? Será que o modelo de Luanda funciona e dialoga com outras formas de viver e manifestar cultura? Ou até que ponto é consistente e sustentável avaliar as nossas festas populares ao critério (brasileiro) da existência do Rei, Rainha e coisas e tal? Penso no anonimato da cianda (leste), cipwete, olundongo, onjando, ukongo (no sul) entre outros, por exemplo. Interessará a rebita ao kwanyama? Será que não ficam bem tais danças no gosto do turista a quem vendemos o produto actual em forma de vídeo? O que é que resta de profundo depois que se apagam as luzes do desfile carnavalesco? Nos anos 80, o Carnaval da Victória, modelo de Benguela, tinha como atracção o grupo da Hanha do Norte, que apresentava a sua tradição, salvo erro, não tanto nos moldes da "mesmice". Enfim. Ainda era só isso. Obrigado.
Gociante Patissa, Benguela, 28.02.2017

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