PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

terça-feira, 5 de julho de 2016

Insólito | LINGUISTAS EM LUANDA PREPARAM MARCHA CONTRA PRECONCEITO | Em causa a mediatização de mentalidades e livros que punem o falante angolano que não se enquadre na norma padrão

De acordo com a nota de imprensa endereçada ao blog Angola, Debates & Ideias para divulgação e cobertura, cujo conteúdo conforma a carta que deu entrada no Gabinete do Governador Provincial de Luanda no dia 27 de Junho último, a marcha acontece no sábado, 16/07, às 12h, do Jumbo ao Largo 1.º de Maio. É para já uma iniciativa insólita levada a cabo pela auto-denominada «União Tolerância Linguística», movimento linguístico de estudantes universitários e professores de língua portuguesa encabeçado por Alberto Sebastião, Caetano Kakembe, Tomás Calomba e António Ngola. Não se sabe até ao momento se a marcha será "autorizada", do mesmo modo que não se consegue divisar até que ponto o ângulo de intervenção é representativo, relevante e pertinente. Transcrevemos a seguir o texto na íntegra. www.angodebates.blogspot.com

NOTA DE IMPRENSA

Sob o slogan "A marcha não é Política. Agora é Linguística", a União Tolerância Linguística, um movimento linguístico formado por estudantes
universitários e professores de língua portuguesa, serve-se do presente documento para solicitar a presença do site Angola, Debates & Ideias, no sábado, no dia 16 de Julho, às 12h, para a cobertura de uma marcha atinente ao preconceito linguístico e à petição da reedição e revisão do livro Ensaboado & Enxaguado, de José Carlos de Almeida.

A marcha tem como o objectivo denunciar o tratamento preconceituoso ao qual é submetido o falante angolano que não se enquadra à norma padrão. Aceitar a existência e a importância das variações linguísticas, para nós, é o primeiro passo para combater o preconceito linguístico. O primeiro passo para desfazer o preconceito linguístico é respeitar a existência das variações linguísticas e dos diferentes contextos culturais.

Que fique registado na história do português angolano: um grupo de estudiosos da língua, de estudantes e de professores de língua portuguesa marchou e protestou contra o mal causado pelo preconceito linguístico, consumado de forma absurda com o lançamento do livro ENSABOADO & ENXAGUADO e o livro AMOR AO PRÓXIMO. Nosso português é bonito, nossa língua tem gramática. Chamemos a isso REVOLUÇÃO LINGUÍSTICA.
Sem outro assunto de momento, almejamos uma óptima jornada laboral. Colocámo-nos à disposição para mais esclarecimentos. E-mail: uniaotolerancialinguistica@gmail.com

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