quinta-feira, 7 de abril de 2016

Trecho | Cara Podre

Acordava sempre mal disposto. Nunca havia uma única razão. Dizem que foi sempre assim, mas eu cá não sei se acredito. Que sonhos eram aqueles que o procuravam durante a noite, que não sabiam sorrir? Umas vezes, cumprimentava; outras vezes, nem por isso. A mulher até já estava acostumada, ou ao menos parecia estar. Até há quem lhe vaticinasse morte breve. "Quem não vive para servir não serve para viver", diziam com base no ditado. Eu já não sei o que dizer. Sou mais inclinado para o lado daqueles que pensam que o homem levava ao extremo o espírito da sua profissão de guarda, talvez por erro do seu instrutor. Dele aprendera que um guarda deve ter sempre “cara podre" 
(Gociante Patissa, improvisos de correspondência oficinal, Benguela 07.04.2016)
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