PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

terça-feira, 22 de março de 2016

Excerto

"Temos uma crítica muito forte e assertiva sobre os manuais do sistema de educação em Angola. Posso dizer publicamente, mesmo que não seja entendido, que isso tem muito a ver com as assessorias estrangeiras, particularmente a portuguesa, que vão sendo buscadas para elaboração do sistema de ensino angolano. E é por isso que a nossa história que está a ser ensinada aos miúdos continua a ser adulterada.

A literatura que é ensinada não é suficiente nem é bastante, e assim sucessivamente. Aliás, independentemente da minha condição de escritor e autor como estou a falar, também sou um quadro do Ministério da Cultura. Posso dizer-vos seguramente que o Ministério da Cultura em tempo útil pronunciou-se sobre essa questão, daquilo que são os conteúdos da história e da literatura.

Chegou mesmo a ser criada uma comissão que envolvia a comunicação social, educação e a cultura para abordar essa problemática. Não sei em que ponto ficou essa situação, mas houve essa preocupação. Mas enquanto cidadão escritor assumo essa afirmação de que os manuais estão errados na sua substância e não vão contribuir seguramente para aquilo que é o propósito do patriotismo, da angolanidade e da cultura angolana, do homem angolano consciente da sua história e do interesse da cultura."

(António Fonseca, jornalista, escritor e docente angolano, in entrevista ao Jornal O País, Luanda, 22/02/2016)

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