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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Resumo literário | Ani Ohev Otach

Em «Ani Ohev Otach», a vila da Ganda, interior da província de Benguela, é palco de uma história de amor adiado, a partir do momento em que Micaela impõe para casar uma condição: ser cortejada de maneira especial. A celebração teria de ser em hebraico, dado o fascínio que ela nutria pelo idioma de Israel que só conhecia através de relatos bíblicos. Desesperado, Domingos percorre a vila e arredores à procura de entidades capazes de demover a noiva de uma tão remota exigência.

Domingos, jovem a quem a vila gabava o talento de escritor, é acompanhado ao longo da narrativa por um amigo, Ndonho, confidente e conselheiro. O padre Júlio tem também um papel importante, tendo sido ele a primeira pessoa a ser arregimentada para a causa.

O final é enigmático, com todas as tentativas fracassadas de demover a jovem da intransigência de ouvir a declaração de amor não no umbundu nem em português, línguas que tão bem o meio domina, mas irredutivelmente em hebraico. Outra saída o jovem apaixonado não encontra senão recorrer às novas tecnologias para aprender o elementar e conquistar assim a sua amada, entre suspiros, lágrimas e… beijo.

«Ani Ohev Otach» ou אני אוהב אותך, em português eu te amo, é o título da novela de 170 páginas, da autoria de Banny di Castro (Albano de Castro Tchilala Sapondiya, 1989), natural e residente da Ganda, edição da Celes em 2014.
Gociante Patissa. Benguela, 08.01.2016

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