PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Nota solta | Quando o bom-senso prevalece ao lucro

Depois de várias voltas pelas lojas de principal referência na cidade do Lobito e outras por Benguela, sem sorte, à procura de um desses coletes clássicos de repórter, acabei visitando ontem uma loja benguelense de materiais de construção. Os coletes dão mesmo muito jeito em actividades de campo, já que podemos carregar nos bolsos o material de trabalho (gravadores, lentes/objectivas, blocos de apontamentos, etc.), dispensando bolsas. O meu primeiro colete, cinzento, tinha-o adquirido no balão de roupa usada da praça da Kaponte. O segundo, verde, era parte do uniforme de uma delegação governamental ao Brasil. O desgaste natural do tecido atirou-os para o museu afectivo. Posto na loja, finalmente encontrei o que queria a preço razoável. Comprei dois, sempre a pensar no suplente. Infelizmente, já em casa, notei que o colete castanho claro, o meu preferido, era demasiado largo (XL), só o caqui ficava bem (L). Hoje voltei à loja para trocar por outro de tamanho adequado, mas daquela cor já não havia. Assim, não me interessando dois coletes iguais, pedi devolução, antevendo já uma daquelas resistências a mwangolê dos longos anos do "não aceitamos devoluções" estampado na factura. Mas, não. O pessoal foi impecável e, em pouco menos de dez minutos, deixei a loja satisfeito. É um exemplo que serve de referência para aferir o impacto de instituições e leis de defesa do consumidor, bem como a maturidade social progressiva no exercício da cidadania. Assim, sim, senhor comerciante!

Gociante Patissa, Benguela, 28.01.16 www.angodebates.blogspot.com

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