PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Diário | ECI TWAYAKELA [CAUSAS DA NOSSA LUTA] (Umbundu e Português)

I - UMBUNDU
"Sesa, kocitali!"
"Oco! Vaiñinle."
"Nangau, a sekulu."
"Kuku!"
"Tweya, a sekulu, ame lukwetu. Uhayele wusupoka. Cakwavo ovopange lika. Ovipala vyetu tusima tuti vilinga ndayu ka vyasyatele. Tuvakwaseketa yolusu. Tupita njo la njo okutala ndamupi ovina vyenda."
"Cayevala. Etu vo, handi mba, tuñwãlãñwãlã. Lokepya ka twaindele, owesi waco wetimba lyositu."
"A sekulu, 'olofactura vyovyo?"
"Olofactura? Vya nye?"
"Vyokufeta mwenle olusu..."
"Mba ka pali."
"Tê okufeta owola yilo mwenle..."
"Oyeveti nye?! Ame ame ndifeta olusu vofeka yange? Etu twayaka, twapunyolohã, okulupuka la cikolonya kaputu, hã... toke opo cikolonya watusumba... kaliye, okuti twakuka, ove oyeveti 'tê tufeta olusu'?!"
"Oco pwãi tuyiteta. Oñoma eyi, etu ha tu ko tutukula; tukwãi mo ño vokupiluka."
"Oco pwãi eci twayakela cipi?"


II - PORTUGUÊS
"Dá licença no quintal!"
"Sim!"
"Bom dia, mais-velho."
"Obrigado!"
"Estamos cá, mais-velho, o meu colega e eu. Saúde temos em abundância. O resto é mesmo só o tal trabalho. Creio que os nossos rostos não vos soam familiares. Somos do sector da Energia. Estamos a passar de casa em casa a ver como vão as coisas."
"Entendi. Por cá também, por acaso, há saúde para dar e vender. Se não fomos à lavra, na verdade não passa de preguiça própria de um corpo humano."
"Mais-velho, tem aí as facturas?"
"Facturas? De quê?"
"Do consumo de energia mesmo..."
"Por acaso, não."
"Terá de pagar neste momento."
"Disseste o quê?! Eu é que vou pagar pela energia no meu país? Nós que lutamos, o corpo cheio de mazelas, para correr com o colono, hã... até aqui o colono não esquece o peso da nossa força... hoje, que estamos velhos, tu me vens falar em pagar pela luz?!"
"Neste caso, vamos fazer o corte. É um tipo de farra em que não colocamos nós mesmos a música; só dançamos conforme nos orientam."
"Neste caso, por que causas lutamos?"

GP, Katombela, 07.12.15

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