PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

domingo, 27 de setembro de 2015

Diário | Há gente a colher sem plantar no Top dos Mais Queridos da RNA?

Tenho estado a reflectir sobre os prémios de um modo geral no campo das artes e da comunicação social, onde parece crescer o cepticismo quanto aos critérios, sendo que, na voz de críticos diversos, a conveniência parece suplantar a excelência. No caso do Top dos Mais Queridos, tradicional e prestigioso concurso com a marca da Rádio Nacional de Angola, a questão que se vem levantando nos últimos anos é a concorrência mais ou menos desleal que alguns de nós vemos quando por exemplo se premeiam intérpretes de temas de si já muito populares, quase sempre da década de 70. Foi assim com o músico Legalize, que reinterpretou o tema "na gajajeira" (original de Urbano de Castro), foi assim com Edy Tussa (que por acaso vem fazendo carreira na especialidade de "ressuscitar os mortos", entre os quais Tony do Fumo), foi também assim no ano 2003, em que Bessa Teixeira ficou em segundo lugar com a sua reinterpretação de "sulunla", do cancioneiro Umbundu, perdendo para Patrícia Faria que interpretou "caroço quente", lançado naquele mesmo ano. A concorrência mais ou menos desleal reside no facto de concorrerem com autores com temas originais, acabados de publicar no ano a que o concurso faz referência. A edição 2015 não foge à regra, com a Ary a concorrer com um tema relacionado com o abandono de lar, saído nos anos 1990. Não seria melhor optar pela uniformização, definindo para já a natureza dos temas, se originais ou se "emprestados"?
Gociante Patissa. Benguela, 27.09.2015

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