PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Diário | A arqueologia do show-off

Como observador e cidadão, chateia-me o pessimismo, do mesmo modo que acontece com o optimismo, quando ambos são empolgados na venda da imagem de Angola e suas aspirações e realizações. E a imprensa pública, por força do seu alinhamento editorial, leva-nos mesmo a ver agulhas em tamanho de montanha. Agora há pouco, no noticiário das 13h00 da TPA, o compatriota que fez o rescaldo da partida de hóquei em patins, em que Angola goleou a selecção da Inglaterra por 12-0, empolgou-se um pouco demais. Senão vejamos: que é uma victória meritória, não há dúvida. Que a nossa selecção ganha um pouco mais de visibilidade, também estamos de acordo. Agora, destacar de forma entusiasta que "Angola derrota assim uma selecção que foi campeã mundial por duas vezes na década de 1930" nem é positivo. Ora, olhando para a competitividade dos ingleses em outras modalidades, isso só mostra que o hóquei nem é tido como tão importante assim em termos de investimento. E lá vai a tendência do nosso extremo optimismo, a procura desenfreada por vantagem mediática. Quer dizer, desportivamente por algum momento fomos superiores ao prestígio da selecção inglesa, mesmo que o prestígio tenha por base dois títulos mundiais que aqueles enterraram há mais de 80 anos. Uma verdadeira arqueologia ao serviço do show-off.

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