PONTOS DE VENDA

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terça-feira, 3 de março de 2015

Diário| O acervo museológico que (não) temos

Os poucos museus que temos e tantas vezes referenciados afinal não são minimamente representativos quando se fala de preservação da memória antropológica e etnográfica. Segundo o historiador Simão Souindoula, de cuja folha de serviço consta a coordenação do Projecto A Rota dos Escravos (da UNESCO), as peças que se encontram expostas são tão simplesmente aquilo que restou da iniciativa da antiga Companhia de Diamantes ao tempo colonial. "Você vai o museu do Lobito, só encontra máscaras e peças da cultura Lunda Cokwe; Vem a Luanda, é a mesma coisa. Afinal onde estão os patrimónios dos ambundu, dos ovimbundu?", questionou o académico, que de seguida rematou: "Sem memória, você não tem como transmitir a história. " Tudo o que temos é do Leste, claro, porque é onde funcionou a companhia de diamantes, que tinha esta preocupação de recolher e classificar. Haja quadros do sector da restauração museológica e um repensar de políticas culturais para a representatividade que se impõe num país que se define por isto mesmo, um conjunto de pequenas nações. 
Gociante Patissa, Benguela, 03.03.15

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