PONTOS DE VENDA

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Diário| A propósito das identidades e dos "cabelos da moda"

O amigo Ras Nguimba Ngola partilhou no seu mural o que considera vexame para a mulher africana, o facto de as misses usarem "cabelos emprestados", ao invés de concorrerem com a sua cabeleira natural, em se tratando de concursos de beleza. Bem, tendo em conta o meu quilométrico comentário lá, tomei a liberdade de o trazer para a minha própria varanda. Vejo que a questão é um pouco mais complexa do que isto. A mim, por exemplo, as misses dizem pouco, quer dizer, dizem o que representa o culto à beleza enquanto comércio. Penso que as mulheres com altas responsabilidades nacionais podiam alimentar nossas esperanças. Era só ver quantas ministras se revêem na sua própria identidade. Não faço apologia a radicalismos nem à negação do que há de positivo naquilo que de ocidental herdamos, obviamente. Há, entretanto, que convir que não está nas misses o problema, mas sim nos modelos que seguem e nos estereótipos alienantes herdados de séculos de lavagem cerebral para a auto-negação e adopção de características que nunca as teremos. Quem é que define os padrões do figurino?

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